Ordenação sacerdotal de Dom Tomás de Aquino

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

A Voz de Fátima - Nº 2


VOZ DE FÁTIMA, VOZ DE DEUS
Nº2

11 de fevereiro de 2017

“Vox túrturis audita est in terra nostra”

(Cant. II, 12)



O Terceiro Segredo e o Concílio

Os que estudam seriamente Fátima sabem que a chamada “revelação do Terceiro Segredo” é uma falácia.

Entre vários argumentos em abono do que digo há um ao qual gostaria de me referir e que, infelizmente, é pouco falado: a causa por que os Papas desde João XXIII até Francisco negaram-se a revelá-lo.

Indaguemo-nos com toda simplicidade qual seria o conteúdo ali existente que faria calá-los tão teimosamente.

Qual é a “pupila dos olhos” desses Papas? Acaso não é, com toda a evidência, o Concílio Vaticano II? Sim, caro leitor, é isso que quero dizer: estou pessoalmente convencido de que no Terceiro Segredo há a “palavra mágica” “Concílio”. E certamente ela figura aí não em termos elogiosos, mas como sendo a causa da “desorientação diabólica”¹ na qual vivemos; esse Concílio, no entanto, é considerado pelos ditos Papas como a “primavera da Igreja” (e ai daquele que o contestar! Mesmo que seja a Mãe de Deus!!!)

Saiba também o leitor que essa minha convicção pessoal não é gratuita nem sem fundamento.

Aduzo em seu favor dois testemunhos de duas pessoas de grande peso: o Cardeal Oddi e a Irmã Lúcia.

O Cardeal Oddi disse: “Conforme me é conhecido, está escrito que aproximadamente em 1960 o Papa teria convocado o Concílio do qual, contrariamente ao que se esperava, teria derivado tantas dificuldade para a Igreja”.² Com as palavras “conforme me é conhecido”, com toda segurança poderíamos acrescentar às mesmas: “pelo que soube junto aos que leram o Segredo”.

A Ir. Lúcia, respondendo às perguntas que lhe fizeram se o Segredo tinha a ver com o Concílio e suas consequências, ela respondeu “Não posso dizer – não posso falar” “Eu li alguns documentos do Concílio, mas não os li todos” “Eu li sobre alguns problemas, mas não li tudo”.³ Respostas evasivas de quem não quer dizer o que foi perguntado. Por que não o faria? Se a resposta fosse “não” seria muito simples de o fazer. Mas se a resposta fosse “sim” ela estaria diante de dois problemas: 1) Ela não poderia desobedecer àqueles que tinham autoridade sobre ela, os quais com toda verossimilhança eram acérrimos defensores do Vaticano II e tê-la-iam proibido de o dizer; 2) Ela poderia não poderia mentir. Daí as suas respostas tipicamente escapatórias.

Quão bom seria se todos os católicos estivessem convictos da realidade da tese que defendo! Por respeito e obediência às palavras de Nossa Senhora rejeitariam o Vaticano II e as reformas pós-conciliares e voltariam ao que a Igreja sempre ensinou antes do Concílio e adeririam à Tradição bimilenar.

Queira Deus que assim o seja com a contribuição deste modesto artigo.


1- Palavras da Ir. Lúcia, citadas em “Fátima joie intime événement mondial”, pág. 409.
2- 30 Giorni, novembro de 1990.
3- Cf. Controverses, abril de 1995.

Comentários Eleison D (500) - Quinhentos

Por Dom Richad N. Williamson
Tradução: Borboletas ao Luar

11 de fevereiro de 2017


"Comentários" são leves, informais, não espadas com peso esmagador –
"Eleison" significa: "tenha misericórdia" – por favor, ó Senhor!


Este número dos Comentários Eleison para a Festa de Nossa Senhora de Lourdes de 2017 é o 500º desde o primeiro que apareceu em 6 de julho de 2007. Por nove anos e meio, os "Comentários" vêm aparecendo na Internet uma vez por semana geralmente aos sábados, a menos que haja algum atraso ou outro, e todas as semanas durante esse tempo, com poucas exceções. Também aos sábados ele sai em uma lista de discussão eletrônica para milhares de assinantes. Em inglês, francês, alemão, italiano e espanhol está disponível em stmarcelinitiative.com, e deixe-se dito aqui que se alguém deixa de receber os "Comentários" por e-mail quando deseja continuar a recebê-los, nunca será por ter sido eliminado da lista de endereços pelos administradores. Normalmente terá sido por algum infortúnio eletrônico, como por exemplo, quando o computador de alguém desvia os "Comentários" para a caixa de spam. Em outros sites, os "Comentários" aparecem semanalmente em tcheco, japonês, coreano e português.

Os "Comentários" nunca são longos, embora ocasionalmente tenham um Suplemento. Em Inglês raramente excedem setecentas palavras, contendo um material que possa caber em uma página A4 com fonte de tamanho 12. Esta brevidade tem a vantagem de garantir aos leitores com pouco tempo livre que sua leitura nunca vai demorar mais do que uns poucos minutos por semana. Por outro lado, a brevidade tem a desvantagem de que os "Comentários" raramente tratarão um assunto com grande profundidade. Ocasionalmente aparecem uns poucos números seguidos sobre um mesmo assunto para examiná-lo com um pouco mais de detalhes, mas mesmo assim o conteúdo não é quase nada acadêmico, nem pretende sê-lo. Os acadêmicos estão sujeitos a usar mais de setecentas palavras para provar um ponto, e muitos leitores hoje têm pouco tempo para algo que tenha mais do que setecentas palavras.

O que os "Comentários" tentam fazer é argumentar a partir da realidade do mundo moderno ao nosso redor para estabelecer alguma conexão razoável e coerente entre, por um lado, a fé católica sem a qual não podemos ser salvos (Hb XI, 6) e, por outro lado, a crescente escuridão do mundo e da Igreja que todos conhecemos. Se os "Comentários" alcançam esse propósito, os leitores devem julgar por si mesmos. Eles certamente não são infalíveis, pois provêm de um bispo católico afastado de qualquer estrutura oficial e declarado duas vezes "excomungado" (1988 e 2015) pela Roma oficial (o que poderia, infelizmente, ser mais uma honra do que um desonra – Deus o sabe). Mas se ele próprio tivesse que reexaminar todos os números anteriores, poderia encontrar juízos que teriam mudado à luz dos eventos posteriores. Ele tem feito o impossível para ser gentil com os homens da Igreja responsáveis ​​pelo Vaticano II e por suas consequências, mas como Don Putti, o fundador de Sisi Nono, uma vez lhe disse: "Sono tutti delinquenti" - objetivamente, todos eles são delinquentes.

Assim, enquanto muitos leitores podem achar os "Comentários" bastante obscuros e muito pessimistas, seu autor pode suspeitar que se ele errou, foi onde ele esteve um pouco otimista demais. Paradoxalmente, o supostamente arquiconservador da FSSPX e arquicrítico da Neoigreja pode estar parecendo bastante complacente com os praticantes da religião Novus Ordo. Ele poderia dizer que tem seguido São Agostinho: "Odiar o erro, mas amar aqueles que erram". Outros podem ser menos gentis e dizer que por baixo ele tem sido um ardente liberal o tempo todo – tais são os prazeres da nossa época moderna. De qualquer forma, ele não espera que os "Comentários" alcancem seu milésimo número. Ele está convencido de que a eletrônica da qual eles dependem seja em um futuro próximo derrubada pela guerra, ou paralisada por agentes da Nova Ordem Mundial, a cujas mentiras a Internet tem causado tanto dano, apesar das múltiplas misérias da Internet.

Enquanto isso, todas as honras e agradecimentos vão para Deus Todo-Poderoso e para Nossa Senhora de Lourdes, por cada pequena maneira com que os primeiros 500 números podem ter ajudado as almas, e que as almas rezem para que mais luz e calor venham de tantos outros números dos "Comentários" quanto a Providência possa prover.


Kyrie eleison.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

A Voz de Fátima – nº 1

Por MOSTEIRO DA SANTA CRUZ
A VOZ DE FÁTIMA

“Vox túrturis audita est in terra nostra” (Cant. II, 12)

FEVEREIRO – 2017

Nº 1

Começamos este primeiro número desta modesta publicação realizada em honra do Imaculado Coração de Maria, do qual nós esperamos a salvação de nosso país, de nossas almas e do mundo inteiro. O que Nossa Senhora realizou em Portugal no século XX, preservando-o durante meio século do comunismo, da maçonaria e do modernismo, ela realizará também em nossa pátria e no mundo inteiro se nós nos consagrarmos ao seu Imaculado Coração e se obedecermos aos seus pedidos de não ofender mais a Deus Nosso Senhor já tão ofendido e de fazermos reparação pelas ofensas das quais Ele é objeto assim como Sua Mãe Santíssima.

Que cada um de nós responda com amor aos pedidos de Nossa Senhora de Fátima, consciente de que o Rosário e a devoção ao Imaculado Coração de Maria são os últimos recursos dados ao mundo para sua salvação.

Portugal em 1917 estava no mais profundo caos político e econômico e, além disto, os seminários estavam quase vazios, muitos bispos exilados, a maçonaria mantendo o país sob seu domínio.

O governo havia rompido a união entre o Estado português e a Igreja em 1911. São Pio X reagira fortemente, declarando nula e sem valor esta iníqua decisão governamental.

Alguns anos antes, em 1908, o rei D. Carlos e seu filho haviam sido assassinados e a responsabilidade do governo recaíra sobre Dom Manoel, de 18 anos, o qual não pôde impedir a proclamação da república em 1910, tendo de fugir do país.

Quem poderia salvar Portugal? Nossa Senhora! Aparecendo a três pastorinhos na Cova da Iria, ela mudou os rumos de Portugal e ela fará o mesmo no mundo se nós a ouvirmos.

Poucos anos depois, um governo católico restituiu a Portugal sua alma e Nossa Senhora protegeu a nação portuguesa do comunismo assim como da II Guerra Mundial, como afirmou Pio XII em 1946.

Sejamos pois cruzados de Fátima neste centenário de suas aparições na Cova da Iria. Estudemos, propaguemos e vivamos de sua mensagem que se resume em amar a Deus Nosso Senhor e em impedir por todos os meios os pecados com os quais os homens ferem o Seu divino Coração e o de Sua Mãe Santíssima, de cuja intercessão nós esperamos a salvação de nossa pátria, a de nossas almas, a do mundo inteiro e a da Igreja, ocupada por seus mais cruéis inimigos que, no entanto, serão vencidos por aquela da qual a Santa Liturgia diz que ela venceu todas as heresias.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Comentários Eleison CDXCIX (499) - Conto de Fadas?

Por Dom Richard N. Williamson


Uma moça tola pode arruinar completamente uma propriedade,
E assim pesar sobre o destino de um Reino!


Era uma vez uma moça (FSSPX) que havia sido muito bem educada por seu bom pai (Dom Lefebvre). Ele havia-a advertido sobre Dom Juan (os papas neomodernistas). Por alguns anos, a jovem foi séria e prudente, resistindo às investidas de Dom Juan. Infelizmente, um dia seu amado pai faleceu, e a jovem herdou sua fortuna. Por algum tempo ela permaneceu fiel a seus comandos. Rodeada por um grupo de outras jovens sábias (os antiliberais da FSSPX), ela continuou a administrar sua fortuna, velando pelos órfãos da propriedade de seu pai (os católicos tradicionais).

Mas o tempo passou. Ela não era mais tão jovem, e começou a sentir medo de ficar muito velha para casar. Ela estava com medo de que, fiando sua lã e trabalhando em seus bordados, logo ficaria sozinha. Pobre menina! Queria tanto ser amada, ter seus filhos legítimos (os tradicionalistas reconhecidos por Roma). Queria fazer mais que somente suas obras de caridade para com os órfãos. Ela estava cansada de sua vida. Era insultada e ridicularizada por seus vizinhos, que queriam que ela se casasse (conservadores e tradicionalistas que se submeteram a Roma).

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Um Papa violento?


Contra a evidência, pouco se pode argumentar. A mão estendida pelo papa Bergoglio à Fraternidade São Pio X é a mesma que cai nestes dias sobre a Ordem de Malta e sobre os Franciscanos da Imaculada.

O assunto da Ordem de Malta foi encerrado com a rendição incondicional do Grão-Mestre e a volta ao poder de Albrecht von Boeslager e do poderoso grupo alemão ao qual representa.

Riccardo Cascioli resume a questão nestes termos La Nuova Bussola quotidiana: O responsável pela deriva moral da Ordem foi reabilitado, e demitiram quem tentou cortar-lhe as asas.

O ocorrido supõe um desprezo total à soberania da Ordem, como se desprende da carta dirigida em 25 de janeiro passado pelo secretário de estado vaticano Pietro Parolin aos membros do Soberano Conselho em nome do Santo Padre, com o que a Santa Sé comissariou de fato a Ordem.

Seria lógico que os outros cem estados que mantém relações diplomáticas com a Ordem de Malta retirassem seus embaixadores, já que podem manter relações diretas com o Vaticano, do qual já depende totalmente a Ordem.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Comentários Eleison CDXCVIII (498) - Aliado Benevolente?

Por Dom Richard N. Williamson
28 de janeiro de 2017


Um bispo do V II deseja o bem aos tradicionalistas?
Mas pode ele ver como o V II leva ao Inferno?


O bispo Athanasius Schneider, nascido na Alemanha, mas atualmente bispo de Astana no Cazaquistão, deu-se a conhecer aos tradicionalistas nos anos recentes pelas suas muitas declarações ao menos aparentemente simpatizantes à Tradição Católica. Por exemplo, no ano passado associou-se publicamente aos questionamentos dos quatro Cardeais sobre a doutrina do Papa Francisco no documento papal, Amoris Laetitia. Quando ele próprio faz tanto para criticar o balanço da Igreja à “esquerda”, pode não entender ou apreciar um ataque pela “direita”, mas é a Verdade que está em jogo, não nossas pequenas personalidades. Vossa Excelência, muito obrigado por ter tido a coragem de ter defendido a verdade abertamente, mas compreenda que a Verdade total é muito mais forte, e mais exigente, do que o senhor pensa. O senhor deu recentemente uma entrevista ao Adelante la Fe. Por favor, não torne pessoal se eu citar (em itálico), algumas de suas respostas e as criticar:

Estou convencido de que nas presentes circunstâncias, Dom Lefebvre aceitaria a proposta canônica de Roma de uma Prelatura Pessoal sem hesitação.

Vossa Excelência, isso é impossível. O Arcebispo Lefebvre acreditou, e provou por argumentos da teologia e da História da Igreja, que o Vaticano II foi uma traição, sem precedentes, da parte das mais altas autoridades na Igreja, a 1900 anos de doutrina imutável desta. Mas a Roma oficial ainda está seguindo aquele Concílio objetivamente traidor. Consequentemente, colocar a FSSPX sob esta Roma seria como colocar a raposa como vigia do galinheiro. O Arcebispo sempre esperou que Roma se corrigisse. Isso ainda não aconteceu.

Dom Lefebvre foi um homem com um profundo “sensus ecclesiae”, ou senso da Igreja.

domingo, 22 de janeiro de 2017

Comentários Eleison CDXCVI (497) - Cor, poesia...

Por Dom Richard N. Williamson
21 de janeiro de 2017


Os subúrbios fluem dos centros e os sustentam, e assim é,
Com a cultura em relação à verdadeira Fé.


"Não se pode viver mais de política, de balanços e de palavras cruzadas. Não se pode viver mais sem poesia, cor, amor" – palavras de Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944), aristocrata francês, aviador e escritor, não católico, mas brigando em sua alma contra o materialismo do século XX. Ele disse de si mesmo: "Eu sou um homem varrendo as cinzas, um homem lutando para encontrar as brasas da vida no fundo de uma lareira". E descrevendo em sua memória filosófica Terra dos Homens (1939) uma cena de trabalhadores e suas famílias amontoados em um trem noturno de Paris para Varsóvia, ele escreveu que estava atormentado não por sua condição desolada, mas por "ver um pouco, em cada um desses homens, Mozart assassinado".

São Thomas More - Preparação para receber a Comunhão

Preparação para receber a Comunhão

Recebem o sagrado Corpo de Nosso Senhor sacramental e espiritualmente aqueles que recebem devida e dignamente o Santíssimo Sacramento. Quando digo “dignamente”, não pretendo afirmar que haja um homem tão bom ou que possa ser tão bom que a sua bondade o torne, com toda a justiça e razão, digno de receber no seu vil corpo terreno a Carne e Sangue santos, bem-aventurados e gloriosos, do próprio Deus todo-poderoso, com a sua alma celestial e a majestade da sua divindade eterna; quero antes dizer que o homem pode preparar-se, colaborando com a graça de Deus, para chegar a um estado tal que a incomparável bondade de Deus, na sua liberal abundância, se digne tomá-lo e aceitá-lo como digno de receber o seu precioso e inestimável Corpo no corpo de um simples servidor.

Tal é a maravilhosa generosidade de Deus todo-poderoso, pois Ele não só se digna, mas até se deleita de verdade em estar com os homens, se estes se preparam para recebê-lo com alma limpa e virtuosa, pelo que diz: Delitiae meae esse cum filiis hominum: “As minhas delícias são estar com os filhos dos homens” (Pr. VIII, 31).

E como podemos duvidar de que Deus se deleita com os filhos dos homens quando o próprio Filho de Deus e verdadeiro Deus todo-poderoso quis não só fazer-se filho do homem, isto é, filho de Adão, o primeiro homem, mas além disso quis sofrer na sua inocente humanidade a dolorosa Paixão para a redenção e restauração do homem!

sábado, 14 de janeiro de 2017

Os Protocolos dos Sábios de Sião - Gustavo Barroso

DO QUE SE TRATA 

Os Protocolos são considerados como uma obra reveladora, um mistério desvendado pela filtração das tão zelosamente guardadas Atas Secretas do Congresso Sionista de Berna, cujo conteúdo central revela uma conspiração judaico-sionista internacional e que o escritor Léon de Poncins definia como a misteriosa Internacional Judaica, pelo fato da sua mensagem indicar a existência de um complô mundial. Já para René Guénon, os Protocolos seriam “uma tática destinada à destruição do mundo tradicional”. Também o escritor e historiador espanhol, especialista em questões judaicas, Joaquín Bochaca, define o assunto assim: “os Protocolos dos Sábios de Sião podem ser resumidamente descritos como um estuo [ardor] para o domínio do mundo por uma irmandade ou sociedade secreta”. Seja como for, os indícios de que o plano já estava em andamento e do qual os Protocolos seriam quase que um tipo de regulamentação já haviam sido manifestados, no século passado, pelo todo-poderoso Primeiro Ministro de origem judaica da Inglaterra, Benjamin Disraeli, ao afirmar que "o mundo está governado por personagens muito diferentes dos imaginados por aqueles que estão frente aos bastidores”, tese que seria confirmada e ratificada pelo também judeu e Ministro das Relações Exteriores da tristemente famosa República de Weimar, Alemanha, Walter Rathenau, ao afirmar que “trezentos judeus, cada um dos quais conhecendo os demais, governam os destinos do continente europeu e elegem seus sucessores entre os que os rodeiam”. 


UM RESUMO 

No dia 8 de maio de 1920 o então prestigioso jornal londrino The Times publicou um resumo do famoso plano de dominação mundial, baseado na primeira edição dos Protocolos, que se encontra catalogada desde 1906 no Museu Britânico, sob o código 3926d17. A partir desta data iniciou-se a grande polêmica em torno do assunto. Vejamos o resumo do Times: 

→Primeiro: Existiram e continuam existindo, desde há muitos séculos, organizações secretas políticas judaicas;

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Linha média versus sedevacantismo, ou quando os extremos se tocam

Carlos Nougué (Estudos Tomistas)

Diz o linha-média: É impossível que um papa defeccione na fé. Com efeito, como o mostra São Roberto Bellarmino, o Papa Sisto IV, antes de tudo por meio do Sínodo de Alcalá, e depois por si mesmo, condenou os artigos de um certo Pedro de Oxford, um dos quais afirmava que a Igreja da cidade de Roma poderia errar. Trata-se pois de condenação feita pelo próprio magistério, que, como se sabe, não pode errar. Logo, quando um documento como a declaração Dignitatis humanae, do Concílio Vaticano II, diz coisas que vão aparentemente contra a fé e contra o estabelecido por dois mil anos de magistério infalível, não pode passar disso mesmo: só aparentemente se opõem à fé e ao estabelecido anteriormente pelo magistério. Se porém se mantém a aparência de oposição, não pode dever-se senão a um mau entendimento e pois a um mau juízo. Replica o sedevacantista: De fato é impossível que um papa enquanto papa cometa qualquer atentado contra a fé; se o fizesse, falharia a promessa de indefectibilidade feita por Cristo a Pedro. Por isso, como o diz São Roberto Bellarmino, se segundo suposição um papa defeccionasse na fé, ipso facto perderia a jurisdição, ou seja, deixaria de ser papa, porque – como está implícito no dito – Cristo lhe retiraria a jurisdição no ato mesmo em que defeccionasse na fé. Logo, não pode haver papa herético, ou ao menos publicamente herético. – Por isso, ainda tem razão São Roberto Bellarmino quanto à impossibilidade de que a Igreja de Roma erre, porque, com efeito, o “papa” herético já não é o bispo da Igreja de Roma. E assim as heresias de um Francisco – as quais por evidentes não podem negar-se – não são heresias de um bispo de Roma.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Sedevacantismo, ou uma conclusão à procura de premissas - Parte VI (Final)

Via Capela Nossa Senhora das Alegrias - Vitória - ES


Professor Carlos Ancêde Nougué


9) Pressuposto, assim, tudo quanto se disse até aqui, deve-se dizer agora que a autoridade enquanto poder ou faculdade ativa é um habitus e, por conseguinte, um acidente predicamental; e, como todo acidente predicamental, não pode existir se não é recebido num sujeito. Que sujeito, ou antes, quem governa legitimamente e quem ilegitimamente? Governa legitimamente quem foi eleito legitimamente pela sociedade para receber a autoridade, e que não tem impedimento para recebê-la. Ilegitimamente aquele que tomou ilegitimamente a autoridade, ou por tê-lo feito sem designação legal, ou, ainda que validamente designado, por ter qualquer impedimento para receber a autoridade. Na sociedade civil, a instituição do sujeito da autoridade pertence ao conjunto da comunidade. “Segundo os tomistas em geral [também traduzimos aqui, à letra, uma frase do Padre Donald J. Sanborn], a comunidade inteira tem o direito de instituir ou escolher tanto a forma de governo quanto o sujeito que receberá a autoridade, mas a comunidade não transmite a própria autoridade, como sustentaram alguns, em particular Suárez. A comunidade simplesmente propõe um sujeito de autoridade. Mas é Deus quem dá a autoridade.” Assim, para que o rei, numa monarquia hereditária, receba legitimamente a autoridade, é mister que o povo aceite, pelo menos implicitamente, o sistema monárquico hereditário. Tudo isso, porém, tem que ver com o governo civil; já a constituição da Igreja, por seu lado, provém de Cristo, é imutável e de modo algum depende da aprovação da comunidade de fiéis. E, ao contrário do que se dá na sociedade civil, os elementos essenciais da constituição da Igreja se estabeleceram por disposição divina direta. A forma que lhe deu Cristo é monárquica, e nem o papa, que enquanto vigário de Cristo desfruta da mesma autoridade que Ele, pode alterá-la.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Carta de São Pio X ao bispo de Limerick sobre os escritos do Cardeal Newman

CARTA

Na qual o Papa [São] Pio X aprova a obra do Bispo de Limerick sobre os escritos do Cardeal Newman
.


Brasão de S. S. São Pio X



Ao Nosso Venerável Irmão Edward Thomas, Bispo de Limerick

Venerável Irmão, saúde e bênção apostólica.

Pela presente informamos que Aprovamos o vosso ensaio, no qual mostrais que os escritos do Cardeal Newman, longe de estarem em desacordo com a Nossa Carta Encíclica Pascendi, estão em estreita consonância com a mesma: pois não pudestes ter servido melhor tanto a verdade quanto ao eminente mérito do homem.

Parece que aqueles cujos erros Condenamos em nossa Carta estabeleceram como regra fixa a busca de aprovação do nome de um ilustríssimo homem para as próprias coisas que eles mesmos inventaram. E assim, afirmam, livremente, que tomaram certas posições fundamentais extraídas daquela origem e fonte, e que, por essa razão, não Podemos condenar as doutrinas que lhes são próprias sem, ao mesmo tempo e ainda mais, em prioridade de ordem, condenar o ensinamento de tão eminente e grande homem.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Comentários Eleison CDXCIII (493) - Cartão de Isaías

Por Dom Richard N. Williamson
Tradução: Borboletas ao Luar

24 de dezembro de 2016
A Jesus Cristo todos os homens na terra devem se voltar,
Ou então, aqui ou no futuro, eles deverão queimar.



Se Deus Todo-Poderoso fosse enviar cartões de Natal, o que poderia escrever no Seu sobre a vinda do próprio Filho, que nasceu na terra como um Filho humano de uma Mãe humana? É verdade que Deus escreveu muitas coisas sobre o Messias através dos escritores que Ele inspirou diretamente para compor os livros do Antigo Testamento e, sem dúvida, uma das mais conhecidas dessas citações vem do profeta Isaías, no capítulo 9. No anterior, Isaías profetiza a desolação e a ruína que cairão sobre os judeus por causa de seus pecados. No 9, ele volta-se para a glória da era messiânica: uma grande luz iluminará a Galileia (província natal de Jesus) – versos 1 e 2. Então, a alegria, como no tempo da colheita ou depois de uma vitória militar (verso 3), virá, após a derrota dos assírios, assim como após a derrota dos midianitas para Gideão (verso 4), e os efeitos da guerra desaparecerão (verso 5). Isaías continua com o “cartão de Natal” (glorificado na música O Messias de Händel):

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Comentários Eleison - CDXCII (492) - Distinguir, discriminar

Por Dom Richard N. Williamson
Tradução: Introibo ad Altare Dei

17 de dezembro de 2016

Quando tudo é verdade, não posso selecionar bem e escolher,
Mas quanto às mentiras em meio à verdade, rejeitá-las é um dever.

Se se deve crer na evidência aparentemente séria de milagres eucarísticos ocorrendo dentro do Novus Ordo Missae (NOM) – e se tais milagres podem mesmo acontecer frequentemente, um dos mais recentes parece vir de Legnica, também na Polônia (http://www.garabandal.org/News/Adoration_of_the_Blessed_Sacrament.shtml) no dia de Natal de 2013 – então, de fato, alguns de nós talvez precisemos fazer algumas reconsiderações. Eis como um leitor colocou: “Deus não pode contradizer-se; assim, seus milagres não podem contradizer os ensinamentos de Sua Igreja. Mas o NOM se afasta da doutrina católica essencial sobre a Missa. Portanto, ou os milagres são falsos ou o NOM é de Deus; e neste caso, qual seria a justificativa para os tradicionalistas se apegarem à Tradição? Pois se o NOM no coração da Neoigreja é confirmado por milagres, então a Neoigreja também é confirmada por Deus, e assim também os neopapas, e eu devo obedecê-los. Eu não posso selecionar bem e escolher, posso?”. Sim, você pode, e não somente você pode, mas deve, a fim de cumprir o seu dever absoluto de manter a fé.