Ordenação sacerdotal de Dom Tomás de Aquino

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Comentários Eleison DIX (509) - Ressurreição Argumentada




Por Dom Richard N. Williamson
15 de abril de 2017


Jesus ressuscitou dos mortos? Como diz a Escritura,
Eu não preciso de fé para argumentar que Ele o fez.


Na véspera do Dia de Páscoa, lembremo-nos de quão razoável é acreditar em um acontecimento tão extraordinário como o de um ser humano falecido irrompendo da sepultura por trás de uma pedra normalmente pesada o suficiente para impedi-lo de sequer sonhar em fazer tal coisa. Vamos, em primeiro lugar, ao "Como" teológico da Ressurreição, e depois ao histórico "Se" aconteceu.

Para os católicos que pela dádiva da fé sobrenatural acreditam que na Encarnação da segunda Pessoa divina da Santíssima Trindade, em plena posse da completa Natureza divina, uniu a si mesma uma natureza humana completa, fazendo duas naturezas numa Pessoa divina, não é difícil entender como a Ressurreição ocorreu. Na Cruz, a Pessoa divina verdadeiramente morreu, não em Sua Natureza divina imortal, mas em sua natureza humana, capaz de morrer como qualquer outro homem mortal pela separação de sua alma humana de seu corpo humano. No entanto, embora estes dois em Jesus Cristo pudessem ser separados um do outro, nenhum deles foi separado da Pessoa divina, razão pela qual os católicos recitam em seu Credo que Ele (corpo e alma) "sofreu e morreu", e que Ele (o corpo) "foi sepultado", e que Ele (alma) "desceu aos Infernos” (não o Inferno dos condenados, mas o Limbo das almas boas mortas que esperavam a morte redentora de Cristo para abrir para elas as portas do Céu fechadas por Adão e Eva). Como tanto o corpo humano quanto a alma humana de Cristo permanecem cada um deles unidos à Pessoa divina, pode não ter sido fácil para essa Pessoa morrer a morte atroz na Cruz, mas foi fácil reunir Sua alma humana com Seu corpo humano no sepulcro, para que Sua natureza humana voltasse à vida. E nenhuma pedra na Terra poderia ter sido pesada o suficiente para impedi-lo de voar imediatamente para Sua Mãe para consolá-la.

Mas será que uma alma deve então possuir o dom sobrenatural da fé para aceitar a realidade da Ressurreição? Não necessariamente. Se uma mente descrente, mas reta, considerar os argumentos meramente naturais tirados da psicologia natural e da história humana, ela pode facilmente concluir que somente algum evento pelo menos tão sensacional como a Ressurreição pode explicar os fatos como os conhecemos (e que ninguém diga que a Ressurreição é tão doce, pegajosa e agradável que ninguém precisa de argumentos! Os homens necessitam de argumentos! Deus não colocou nossas cabeças no topo à toa!).

Em primeiro lugar, vejamos a psicologia humana argumentando a partir dos Apóstolos. Durante três anos eles aprenderam a crer, confiar e amar o Mestre divino. Então ele é executado em público como um criminoso comum, depois do que todos eles fugiram no Jardim do Getsêmani. E depois da Paixão eles estão totalmente desanimados (Jo. XX, 19), algo absolutamente normal naquelas circunstâncias. No entanto, dentro de 50 dias aqui eles estão de volta a Jerusalém, enfrentando os judeus e convertendo-os a crer em Jesus Cristo, milhares de uma vez (Atos II, 41, IV, 4). E dentro de mais 300 anos esses Apóstolos e seus sucessores terão convertido o próprio Império Romano. Esses são os fatos da história. O que poderia ter acontecido e que fosse inferior a algo tão sensacional como a Ressurreição para explicar tal transformação psicológica de cães chicoteados (por assim dizer) em conquistadores do mundo?

Em segundo lugar, vejamos a história humana argumentando a partir dos judeus. Eles odiaram a Cristo e mataram-no, e eles têm-se esforçado para destruir Sua Igreja desde então. No entanto, dentro de 50 dias aqui estão seus seguidores, ordenando-os a serem batizados em nome de Jesus Cristo, usando a Ressurreição como seu principal argumento. Não seria a melhor maneira de detê-los mostrar o corpo morto de Cristo? E podemos duvidar que, então, assim como agora, eles não tinham todo o dinheiro, a polícia e o poder à sua disposição para encontrar algum cadáver se ainda estivesse ali para ser encontrado? Mas a Cristandade, em vez de ser parada, decolou. A única explicação que pode ser dada é que não havia nenhum cadáver para ser encontrado. A Ressurreição é verdadeira. Não é preciso sequer ter uma fé sobrenatural para aceitá-la. Então, Pedro estava certo – Atos II, 38 –: "Façam penitência e sejam batizados em nome de Jesus Cristo".


Kyrie eleison.

Tradução: Borboletas ao Luar

Voz de Fátima, Voz de Deus - Nº 11




15 de abril de 2017

“Vox túrturis audita est in terra nostra”

(Cant. II, 12)

Nosso Senhor veio ao mundo para reinar. Seu reino exclui, necessariamente, o reino do demônio.

“O diabo, escreve Dom Emmanuel André, dominava o mundo antes da vinda de Nosso Senhor; ele dominava abertamente, publicamente. Quando o Salvador apareceu, ele sentiu o seu império desmoronar. Semelhante a estas feras que ao aproximar-se o dia entram em suas tocas, assim ele teve de abandonar a sua ação às claras e refugiar-se nas reuniões secretas.”

No dizer do mesmo Dom Emmanuel, o mistério da iniquidade, do qual fala São Paulo, não é outra coisa senão o culto do demônio nas sociedades secretas. Estas sociedades têm na Maçonaria a sua mais completa expressão anticatólica. Eis porque a luta entre a Igreja e a Maçonaria irá sempre aumentando até um desenlace no qual, segundo Dom Emmanuel, Nosso Senhor intervirá pessoalmente para dar a vitória à sua Igreja. Antes disso, a Igreja deverá passar por uma Paixão semelhante à de seu divino Esposo. Mas após a Paixão, virá a Ressurreição.

+ Tomás de Aquino OSB

U.I.O.G.D