Ordenação sacerdotal de Dom Tomás de Aquino

sábado, 14 de janeiro de 2017

Os Protocolos dos Sábios de Sião - Gustavo Barroso

DO QUE SE TRATA 

Os Protocolos são considerados como uma obra reveladora, um mistério desvendado pela filtração das tão zelosamente guardadas Atas Secretas do Congresso Sionista de Berna, cujo conteúdo central revela uma conspiração judaico-sionista internacional e que o escritor Léon de Poncins definia como a misteriosa Internacional Judaica, pelo fato da sua mensagem indicar a existência de um complô mundial. Já para René Guénon, os Protocolos seriam “uma tática destinada à destruição do mundo tradicional”. Também o escritor e historiador espanhol, especialista em questões judaicas, Joaquín Bochaca, define o assunto assim: “os Protocolos dos Sábios de Sião podem ser resumidamente descritos como um estuo [ardor] para o domínio do mundo por uma irmandade ou sociedade secreta”. Seja como for, os indícios de que o plano já estava em andamento e do qual os Protocolos seriam quase que um tipo de regulamentação já haviam sido manifestados, no século passado, pelo todo-poderoso Primeiro Ministro de origem judaica da Inglaterra, Benjamin Disraeli, ao afirmar que "o mundo está governado por personagens muito diferentes dos imaginados por aqueles que estão frente aos bastidores”, tese que seria confirmada e ratificada pelo também judeu e Ministro das Relações Exteriores da tristemente famosa República de Weimar, Alemanha, Walter Rathenau, ao afirmar que “trezentos judeus, cada um dos quais conhecendo os demais, governam os destinos do continente europeu e elegem seus sucessores entre os que os rodeiam”. 


UM RESUMO 

No dia 8 de maio de 1920 o então prestigioso jornal londrino The Times publicou um resumo do famoso plano de dominação mundial, baseado na primeira edição dos Protocolos, que se encontra catalogada desde 1906 no Museu Britânico, sob o código 3926d17. A partir desta data iniciou-se a grande polêmica em torno do assunto. Vejamos o resumo do Times: 

→Primeiro: Existiram e continuam existindo, desde há muitos séculos, organizações secretas políticas judaicas;


→Segundo: O espírito destas organizações está fundamentado num ódio tradicional e eterno à Cristandade e a uma ambição titânica de dominar o mundo;

→Terceiro: O objetivo perseguido através dos séculos é a destruição dos Estados nacionais e sua substituição pelo domínio judaico internacional;

→Quarto: O método empregado para enfraquecer e destruir os agrupamentos políticos existentes consiste em introduzir ideias dissolventes com uma força destrutiva cuidadosamente dosada e progressiva e que vai desde o liberalismo ao radicalismo, do socialismo ao comunismo, chegando até a anarquia, com o aumento dos princípios igualitários. Durante este período os judeus permanecerão protegidos contra essas doutrinas destruidoras: “Nós promoveremos o liberalismo para os gentios (goiym = não judeus), porém, por outro lado, manteremos nossa Nação sob um domínio absoluto. Do fundo do abismo da anarquia em que o mundo será jogado e como resposta às lamentações da Humanidade enlouquecida, esta só obterá a lógica fria, sábia e Tirânica de um Governo do ‘Rei da raça de Davi’, que aparecerá a seu devido tempo”;

→Quinto: Os dogmas políticos estabelecidos e desenvolvidos pela Europa cristã, a ciência do homem de Estado e do político democrata se encontram ao mesmo nível do desprezo que dele têm os Sábios de Sião. Para eles a ciência de Estado é uma arte secreta de ordem superior, que se adquire unicamente através de um treinamento tradicional somente comunicado a um reduzido número de eleitos no refúgio de algum santuário oculto. “Os problemas políticos não são de natureza a serem deixados ao alcance do homem comum; os únicos que podem compreendê-lo são, como já afirmamos, os chefes que vêm dirigindo estes assuntos durante vários séculos”;

→Sexto: Segundo esta concepção da arte política, as massas são como rebanhos de gado e os políticos que dirigem os gentios, “adventícios saídos da revolta, incompetentes e cegos”; são como marionetes cujas cordas são manejadas pelas mãos ocultas dos Sábios de Sião. Estes bonecos são, em geral, pessoas corrompidas e quase sempre incapazes, que cedem facilmente à adulação ou às ameaças e se submetem por medo a chantagens, trabalhando em benefício do domínio judaico sem nem se dar conta disso;

→Sétimo: A imprensa, o teatro (hoje cinema, televisão, rádio), a bolsa de valores, a ciência, as próprias leis, se encontram nas mãos dos que possuem o ouro. Dispõem dos meios para que se produza a confusão, o caos na opinião pública, a desmoralização da juventude, o estímulo dos vícios entre os adultos e, caso seja necessário, sabem fazer prosperar entre os gentios, em vez das aspirações idealistas da civilização cristã, a cobiça pelo dinheiro, acrescentando neles o ceticismo materialista e o cínico apetite pelo prazer.


O PODER OCULTO SE MANIFESTA 

Imediatamente após a publicação deste resumo no The Times, o poder oculto resolveu mobilizar-se para tentar amenizar a polêmica em torno deste assunto secreto que vinha à tona em momento tão impróprio. Já em 1921 o Times passava para o controle acionário do milionário judeu Hammsworth, o qual, quinze dias após a sua posse, publicou no - agora seu - veículo de comunicação, com grande alarde, três artigos afirmando que os Protocolos eram uma fraude e um plágio de um livro intitulado Diálogo no Inferno entre Maquiavel e Montesquieu, escrito por um francês chamado Maurice Joly. Joly, descobriu-se depois, era o pseudônimo do funcionário do Estado francês, de origem judaica, Moshé Joel, íntimo amigo de Adolfe Israel Crémieux que, por sua vez, não era nada mais do que o fundador da Aliança Israelita Universal. Além dessa versão, a mídia mundial encarregou-se também de divulgar outra origem dos Protocolos, promovendo uma confusão premeditada, porém sempre afirmando a sua falsidade: teria sido redigida por um obscuro funcionário da polícia secreta do Czar, como represália pelo fato de serem os judeus os principais fomentadores da Revolução Comunista, que intentava a derrubada do Império Russo. 

A questão da autenticidade dos Protocolos, do ponto de vista dos que a negam, fica assim numa encruzilhada: ao confrontarmos o que neles está explicitado com os fatos da História até os nossos dias, concluiremos que, ou aquele obscuro agente do Czar era um verdadeiro profeta, ou, caso não o fosse, o plano é verdadeiro. 


A GLOBALIZAÇÃO, OU MUNDIALISMO 

Independente da autenticidade ou não dos chamados Protocolos – especificamente como documento - a realidade é que o Plano vem sistematicamente sendo posto em prática através da televisão, cinema, teatro, jornais, livros, revistas, simpósios, conferências, currículos escolares, seitas diversas, etc. Senão, vejamos algumas citações do Plano para comparação com a realidade através dos tempos: 



No plano político: 

- A política nada tem a ver com a moral. - Na política só triunfa a força pura. - A honestidade e a sinceridade são um mau vício em política. - Hipocrisia e força são essenciais. - Para alcançar uma posição é necessário muito dinheiro. E este está em nossas mãos. - Moisés impõe o dever de subjugar todas as nações. - Através do poder do voto é como nos apoderamos dos tronos. - Sob nossos auspícios a plebe destruirá a aristocracia. - Nossa imprensa promoverá e dominará os governos e os denunciaremos sem o mínimo escrúpulo para desacreditá-los, caso se rebelem contra nós. - Se dará a paz ao mundo somente se acatarem nossas leis. - Distrair o público com uma infinidade de espetáculos, eventos e fraseologia insensata que pareça progressista ou liberal. - Organização de infinitas instituições cujos membros demonstrarão e elogiarão nossas contribuições ao progresso. 

No plano religioso:

- Ataque à religião cristã até apagar o conceito de Deus nas pessoas. - Destruição da fé e dos credos induzindo o ateísmo. - A inoculação de dissidências entre as religiões. - Fomento ao livre-pensamento, ao ceticismo, aos cismas, às discussões religiosas, ao desprezo às hierarquias eclesiásticas com a ridicularizarão de seus hábitos. - Descrédito do clero frente aos fiéis, para diminuir sua influência, diminuindo seu prestígio. - Infiltração do Vaticano para destruir o poder e a autoridade papal. - Supressão dos Estados cristãos e do ensino religioso nas escolas, inclusive a supressão do crucifixo nas salas de aula. - Crítica sistemática à Igreja, sem atacá-la diretamente. - Instituição, através do Concílio Vaticano II, do Diálogo Inter-religioso que visa o reconhecimento dos judeus como ‘irmãos maiores” do Cristianismo. 

No plano moral: 

- O fim justifica os meios. - Promover o que não seja necessário ou vantajoso em detrimento do bom e do moral. - Não retroceder ante a corrupção, a mentira e a traição, se servem ao triunfo da nossa causa. - Contra o inimigo não é imoral valer-se de todos os meios para vencê-lo. - O número de vítimas não é importante para atingirmos nossa causa. - Temos uma ambição desmedida, uma cobiça devoradora, um impiedoso desejo de vingança e ódio acumulado. 


No plano humano: 

- Possuímos todo o ouro do mundo. 
- Todos os gentios (não-judeus, goiym) dependem de nós. 
- Jamais permitiremos aos gentios participar do nosso poder. 
- O proletariado não receberá mais do que migalhas como recompensa ao voto que dá ao nosso agente.- O direito reside na força. 
- Todos temos que morrer. É preferível antecipar a morte daqueles que atrapalham nossa causa. 



No plano histórico: 

- O judeu e Jeová são o mesmo e único ser. O hebreu é o Deus vivo, o Deus encarnado. Os outros homens só existem para nos servir. São bestas, pequenos animais. 
- Somos os eleitos de Deus. Somos invulneráveis. 
- Promoção da miscigenação dos povos, promovendo a perda de suas características raciais, históricas e psicológicas. 
- Manutenção da unidade histórica, racial, psicológica, ideológica e religiosa do povo judeu, como forma de poder e predomínio sobre as demais nações por eles degeneradas. 



No plano da liberdade: 

- A liberdade é o direito de fazer o que a lei permite. E a lei só permitirá o que nos interessa. 
- O significado abstrato da palavra ‘liberdade’ nos permitirá convencer as turbas de que o Governo representa a Nação. 



AS PROFECIAS ANUNCIADAS 

Existe uma maneira infalível de anunciar uma profecia e garantir sua realização: programando-se estas previsões para que efetivamente se realizem... 

Quais as profecias anunciadas nos Protocolos e que se realizaram ao longo do tempo? 

A título enunciativo e sem a intenção de esgotar vaticínios, podemos enumerar os seguintes: 


a) de caráter histórico: 

- A Primeira e a Segunda Guerra Mundial. - O desaparecimento das Casas Reais e eliminação da importância da nobreza. - A implantação do comunismo, primeiro na Rússia e depois na metade da humanidade. - As guerras econômicas. - A instabilidade das constituições. - Os linchamentos legais de políticos. - A tendência a um Governo Mundial (ONU). - O surgimento do Japão e da China como potências de primeira grandeza. - A valorização de governantes ineptos. - A instalação do terrorismo na vida diária dos povos. - A incompatibilidade e hostilidade entre governantes e governados. - O sufrágio universal. - A corrupção da chamada classe política. - O controle da medicina pelo Estado. - O antagonismo entre regionalismos e centralismo. - As trocas frequentes de governos na Europa. - A criação de uma política internacional dirigida. - A falsificação da História. - A corrupção jurídica. - A proliferação dos crimes hediondos. - Os julgamentos políticos. - O desprestígio pessoal dos líderes políticos. 


b) de caráter econômico: 

- A generalização das folgas trabalhistas. - A crise financeira de 1929. - A luta de classes. - A consagração da nova Ciência Econômica. - A prepotência dos trustes e monopólios. - A especulação agrária. - A “corrida armamentista”. - A submissão dos ricos aos interesses sionistas. - O aumento progressivo da burocracia estatal. - A progressiva desvalorização das moedas nacionais e a preponderância do dólar como moeda internacional. - A manutenção do padrão ouro. - O imposto progressivo sobre as heranças. - O desaparecimento progressivo do papel moeda, substituído pelos cheques e cartões. - A escandalosa legislação sobre as sociedades anônimas. 


c) de caráter social: 

- O auge do alcoolismo, da delinquência juvenil - e agora já até infantil - e a educação sexual preparando a juventude para a promiscuidade. - O imenso e avassalador crescimento do poder dos meios de comunicação. - A supressão da pena de morte. - O desarmamento moral. - O desarmamento efetivo do indivíduo. - A manipulação da opinião pública. - O controle judaico-sionista sobre o mundo dos espetáculos. - O antissemitismo programado pelos próprios judeus. - A corrupção da juventude. - A progressiva eliminação da família. - A legalização do aborto. - A legalização do homossexualismo e demais aberrações sexuais. - O aumento da prostituição. - O controle estatal da educação. - As associações de imprensa e a diplomação dos formadores de opinião. - A legalização do segredo profissional para os jornalistas. - O auge dos jogos de azar, inclusive estatais. - A explosão do “esporte profissional”. 


d) de caráter cultural: 

- A moda do darwinismo, inclusive aprovada pelo Vaticano. 
- A exaltação do demoníaco, do mau, do horrendo, em detrimento do sublime, do bom e do belo. 
- A literatura e todas as artes chamadas “modernas”. 
- As leis antidifamatórias para penalizar a liberdade de expressão. 
- As leis cada vez mais restritivas contra a manifestação de opinião não consentida. 



CONCLUSÃO 

Prestes a completar 100 anos desde que foi trazido à luz, os Protocolos - por todas as suas evidências - vem sendo posto rigorosamente em prática e, longe de se tratar de uma simples profecia ou, o que é mais inverossímil ainda, um amontoado de disparates redigido por um obscuro agente de polícia do tempo do Czar, trata-se, ao que tudo indica, de um Plano muito mais antigo do que o resumo das atas do Congresso Sionista de 1898. 

Publicado pela primeira vez no Brasil em 1936, por iniciativa do historiador Gustavo Barroso, Os Protocolos dos Sábios de Sião tornou-se um dos livros mais raros da nossa história. Feito desaparecer, por obra da famosa “mão invisível”, ficou inacessível em nosso país por mais de 50 anos, inclusive retirado criminosamente de praticamente todas as bibliotecas nacionais, sendo finalmente reeditado em 1991 pela Revisão Editora, graças à coragem do editor e historiador S. E. Castan, reiniciando o caminho apontado por Gustavo Barroso.

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