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quarta-feira, 24 de maio de 2017

Comentários Eleison DX (510) - Predições Sobre a Igreja

Por Dom Richard N. Williamson
Tradução: Borboletas ao Luar
 
22 de abril de 2017


Tudo no horizonte da Igreja é obscuro, obscuro.
Mas não tenha dúvida - Deus salvará a barca de Pedro.

Como seria de esperar, tem havido não pequenas reações de leitores ao retrato da Fraternidade Sacerdotal São Pio X "declinando lentamente", como apresentado em dois números recentes destes "Comentários". A reação mostra que nem todos os católicos estão cegos ou sem pensar. Aqui estão dois leitores especulando, um sobre o futuro próximo da Fraternidade, o segundo sobre o futuro mais distante da Igreja. Eis o primeiro:

A desestabilização, a confusão e o abrandamento das mentes dos sacerdotes e leigos da Fraternidade, infelizmente continuarão, e para muitos se tornará ainda mais doloroso, porque a liderança atual da Fraternidade perseverará e continuará seguindo em frente com o jogo que estabeleceu com os semiconservadores. A consagração dos bispos "urgentemente necessários" (Dom Tissier) não será mencionada. E quando a eleição dos superiores da Fraternidade já não puder ser evitada no Capítulo Geral normalmente previsto para julho de 2018, os atuais líderes da Fraternidade farão tudo o que estiver ao seu alcance para assegurar que sua busca pelo reconhecimento por Roma continue ininterrupta.

Dependendo de quantas orações sejam feitas para o resgate da fortaleza da verdadeira Fé construída pelo Arcebispo Lefebvre, o Deus Todo-Poderoso pode intervir com um milagre para salvá-la, mas humanamente falando, dir-se-ia que a podridão se alastrou muito para que ela seja salva. Assim, o apostolado mundial da Fraternidade necessita urgentemente de alguns bispos novos e mais jovens, mas como eles podem ser escolhidos para servir a verdadeira Fé anticonciliar sem se indispor com os romanos conciliares que são os únicos que podem dar à Fraternidade o reconhecimento tão desesperadamente perseguido pelo Quartel General da Fraternidade em Menzingen? O Arcebispo Lefebvre disse em 1988 que essa perseguição seria a "Operação Suicídio" da Fraternidade, mas desde quando os liberais ao fazerem cruzada já recuaram? A cruzada pela sua Admirável Nova Ordem Mundial é sua verdadeira religião, esqueça o catolicismo.

O segundo leitor pressupõe que o suicídio da Fraternidade é um trato feito, e ele olha para o futuro da Fé sem a Fraternidade, mais de um ponto de vista divino.

O silêncio que vem de Écône sobre a 'regularização' no momento é ensurdecedor. Parece que o acordo é, na realidade, um "fato consumado". Nesse caso, podemos agora voltar a nossa atenção para o longo caminho de recuperação e cuidado que os Refugiados Católicos Tradicionais certamente precisarão. Uma restauração da ordem a partir do caos e um bote salva-vidas para agarrar, enquanto o navio de Roma que afunda suga os fracos na fé para o fundo do mar. A Fé está diminuindo ou simplesmente se purgando daqueles que têm sido infiéis? Deus nos ajude!

Quando pensamos no futuro da Igreja hoje, devemos ter em mente que a situação é tão dramática que tudo pode acontecer, ou seja, que ninguém sabe de nada, porque se a Fraternidade que tem atuado como uma boia para a Verdadeira Fé por 40 anos está realmente afundando, então o que ainda impede a Roma Conciliar de sugar os fracos na fé até o fundo do mar? Mas Deus é Deus, e Ele pode intervir a qualquer momento e de várias maneiras para interromper o caminho da Sua Igreja para a destruição. No entanto, o pessimismo humano deste leitor parece bem justificado neste momento.

Menos fácil de entender é seu otimismo pelo futuro de uma restauração da ordem e o lançamento de um bote salva-vidas, se os Papas permanecerem conciliares. Pois se há alguma lição a extrair da história da "Resistência" desde 2012, é a extrema dificuldade de fundar uma obra católica sem a aprovação do que pelo menos parece ser a Igreja oficial. A Verdade Católica é imensamente forte por si mesma, mas sem o apoio e a proteção da Autoridade Católica, que é a autoridade de Nosso Senhor, a Verdade permanece altamente vulnerável. Por exemplo, dentro de uma estrutura de autoridade um sacerdote pode facilmente submeter-se a uma proposição com a qual ele discorda, mas fora de qualquer estrutura, ele pode facilmente contestar a sabedoria da mais sábia das proposições.

Paciência. O problema é insolúvel. Oremos e esperemos que o Deus Todo-Poderoso nos atordoe com a Sua solução!


Kyrie eleison.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Comentários Eleison - CDXCII (492) - Distinguir, discriminar

Por Dom Richard N. Williamson
Tradução: Introibo ad Altare Dei

17 de dezembro de 2016

Quando tudo é verdade, não posso selecionar bem e escolher,
Mas quanto às mentiras em meio à verdade, rejeitá-las é um dever.

Se se deve crer na evidência aparentemente séria de milagres eucarísticos ocorrendo dentro do Novus Ordo Missae (NOM) – e se tais milagres podem mesmo acontecer frequentemente, um dos mais recentes parece vir de Legnica, também na Polônia (http://www.garabandal.org/News/Adoration_of_the_Blessed_Sacrament.shtml) no dia de Natal de 2013 – então, de fato, alguns de nós talvez precisemos fazer algumas reconsiderações. Eis como um leitor colocou: “Deus não pode contradizer-se; assim, seus milagres não podem contradizer os ensinamentos de Sua Igreja. Mas o NOM se afasta da doutrina católica essencial sobre a Missa. Portanto, ou os milagres são falsos ou o NOM é de Deus; e neste caso, qual seria a justificativa para os tradicionalistas se apegarem à Tradição? Pois se o NOM no coração da Neoigreja é confirmado por milagres, então a Neoigreja também é confirmada por Deus, e assim também os neopapas, e eu devo obedecê-los. Eu não posso selecionar bem e escolher, posso?”. Sim, você pode, e não somente você pode, mas deve, a fim de cumprir o seu dever absoluto de manter a fé.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Comentários Eleison CDLXXVI (476) - Contra o N.O.M.

Por Dom Richard N. Williamson
Tradução: Borboletas ao Luar
Se se pretende o sacrifício da Missa descartar,
Como poderão os pobres católicos não errar?



O princípio, em tese, é claro: Para seguir Nosso Senhor, nas palavras imortais de Santo Agostinho, precisamos “matar os erros, mas amar os que erram”. Isso significa que nós jamais devemos matar os erros matando também os que erram (ou seja, aqueles que estão em erro, a menos que sejam perigosos e incorrigíveis), e não devemos jamais amar os que erram e então amar também os seus erros. Na prática pode ser muito fácil de escorregar da matança do erro para a matança do que erra, ou escorregar do amor ao que erra para o amor ao seu erro. Em outras palavras: “A Igreja é intolerante nos princípios porque crê, e é tolerante na prática porque ama. Os inimigos da Igreja são tolerantes nos princípios porque eles não creem, e intolerantes na prática porque não amam”. Isto está bem dito.

No caso de alguém ainda pensar que o autor destes “Comentários” escorrega da compaixão pelas ovelhas desgarradas no Novus Ordo para o amor aos erros da Missa Nova de Paulo VI, vão aqui extratos da carta de um leitor mais velho cuja própria amarga experiência levou-o à conclusão de que aos católicos Novus Ordo não merece ser demasiadamente concedido o benefício da dúvida.. Obviamente ele deparou com algo do pior da Neoigreja. Por seus frutos...

Eu era uma criança típica da escola primária em uma paróquia de duas mil e quinhentas famílias em um bairro que era quase 60% católico. Todos nós éramos formados na antiga religião, e quando a revolução conciliar começou a destruir a Igreja nos anos setenta, todos nós tínhamos a sensação de que alguma coisa ia mal. Pois bem, todo católico tem o dever de ser fiel à Tradição e de descobrir onde ela se encontra, por exemplo, nos materiais de leitura disponíveis para todos. Por cinquenta anos eu mesmo tenho argumentado, rogado e orado para que meus amigos católicos e suas famílias leiam as coisas que já li, mas eles simplesmente não querem fazê-lo. A grande maioria gosta da religião conciliar: divórcio e anulações fáceis, pregadores acomodatícios, feminismo, democracia, adultério, homossexualismo e amor meloso mantêm a todos no Novus Ordo, refletindo o oposto de um amor à verdade.

Eu diria que conheço a mentalidade Novus Ordo porque por mais de dois anos eu tive contato próximo com juízes, sacerdotes e leigos do Novus Ordo. Posso assegurar ao senhor que não é o amor pela verdade que os motiva. Pode-se confiar nessas autoridades da Igreja para fazer exatamente o que quase todos, se não todos, os católicos Novus Ordo querem que façam, que é ignorar suas vidas pecaminosas. Parece que os únicos “pecadores” que elas pretendem admoestar, instruir ou aconselhar são os fumantes, poluidores, católicos tradicionalistas insensíveis e responsáveis por famílias numerosas. Lembro que mais de 90% dos católicos casados usam algum tipo de controle de natalidade e ensinam as suas crianças a fazerem o mesmo. O Novus Ordo tornou-se uma organização global de apaziguamento de consciências e fonte de novidades em larga escala. Os católicos Novus Ordo realmente acreditam que todo mundo vai para o Céu. “Trabalhar sua salvação com temor e tremor” (Fl 2, 12) não é um pensamento que os entretenha.


O controle de natalidade foi nos tempos modernos um marco na virada da vontade Deus para a vontade do homem. Não usar controle de natalidade para aqueles que vivem em uma cidade grande pode parecer quase impossível, mas quem está errado: Deus ou a cidade moderna? Deus deu a Sua igreja em 1968 uma grande oportunidade para manter-se nos trilhos quando Ele inspirou um Paulo VI relutante a permanecer fiel à doutrina imutável da Igreja, mas uma grande quantidade de homens da Igreja foram prontamente infiéis ao Papa. E o resultado foi essa “organização de apaziguanemento da consciência” denunciada acima. E quem pode negar que a substituição do verdadeiro sacrifício da Missa tem contribuído imensamente desde 1969 para que um grande número de católicos abandonem suas vidas sacrificatórias que conduzem ao Céu, desfrutar da vida fácil e ir para o Inferno? Que responsabilidade a dos sacerdotes!


Kyrie eleison.

sábado, 9 de julho de 2016

Comentários Eleison CDLXIX (469) – Brexit – Sério?


Por Dom Richard Nelson Williamson
Tradução: Cristoph Klug

09 de julho de 2016

Brexit nos lembra mais uma vez ­–
Edificar sem Deus é insensatez.


Muitos leitores destes “Comentários” devem estar supondo que, como um inglês que em nada lhe agrada da Nova Ordem Mundial, devo estar em regozijos sobre o voto recente do povo britânico, ainda que por uma margem relativamente pequena, para deixar a União Europeia quase-comunista. Desgraçadamente, devo admitir que tudo o que aprendi durante as últimas décadas sobre o NOM, me faz duvidar que a aparente saída da Grã-Bretanha finalmente culminará em uma reafirmação do que alguma vez foi o melhor na Grã-Bretanha. Através do Atlântico, da mesma forma, poderia gostar de Trump e odiar Hillary, mas seguramente os dois foram colocados juntos para teatralizar para nós um show de marionetes Colombina e Arlequim.