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sábado, 22 de abril de 2017

Voz de Fátima, Voz de Deus - nº 12



22 de abril de 2017

“Vox túrturis audita est in terra nostra”
(Cant. II, 12)

Santo Agostinho distingue duas cidades adversas neste mundo, que ele define da seguinte maneira:

Dois amores deram nascimento a duas cidades: a cidade terrestre, que procede do amor de si mesmo levado até o desprezo de Deus, e a cidade celeste, que procede do amor de Deus levado até o desprezo de si mesmo.

Dom Emmanuel André compara estas duas cidades a dois polos: a Igreja é o polo positivo, e as sociedades secretas o polo negativo. Entre estes dois polos flutuam os membros de todas as outras sociedades religiosas, que tendem ou a converterem-se ao catolicismo ou a aproximarem-se das sociedades secretas e de suas doutrinas.

Entre os mestres das sociedades secretas encontra-se René Guénon, que é um dos autores mais penetrantes da Contra-Igreja, devido à clareza de seu espírito. Este autor influenciou e ainda influencia mesmo membros da Igreja Católica. Isto é devido à negligência dos pastores que não denunciam os erros deste autor e de seus seguidores, como os seus erros sobre a tradição e a metafísica, entre outros.

Quanto mais os séculos se aproximam da aparição do Anticristo, esta luta entre as duas cidades se acentua. Vigiemos pelo estudo e rezemos para que Deus nos mantenha firmes na fé católica, sem nos deixar levar pelas falsas doutrinas de falsos mestres.

+ Tomás de Aquino OSB

U.I.O.G.D

sábado, 18 de março de 2017

Voz de Fátima, Voz de Deus - nº 7

Mosteiro da Santa Cruz
18 de março de 2017

“Vox túrturis audita est in terra nostra”

(Cant. II, 12)

O que pensar de René Guénon, Frithjof Schuon e seus discípulos?
Que sua doutrina é contrária à doutrina da Igreja.

E que pensar de Olavo de Carvalho?
Na medida em que ele adere às doutrinas de René Guénon e de Schuon, ele também se opõe à doutrina da Igreja.

O que pensar da obra de Schuon sobre a Unidade Transcendental das Religiões?
O mesmo que já foi dito acima.

Onde encontrar uma exposição detalhada dos erros de Schuon?
Nas conferências divulgadas pelos dominicanos de Avrillé (França) a respeito deste autor.

+ Tomás de Aquino OSB

U.I.O.G.D

terça-feira, 17 de maio de 2016

Quem inspirou René Guénon? - Por Anoine de Motreff



Original em francês: Le Sel de la Terre
Tradução: Permanência.org

ANTOINE DE MOTREFF

RENÉ GUÉNON JUGÉ PAR LA TRADITION, ÉDITIONS DU SEL, 2008, AVRILLÉ.

TRADUÇÃO DE LUIZ DE CARVALHO



É inegável que René Guénon (1886-1951) exerce uma influência importante nos ambientes intelectuais que reivindicam para si, a torto ou a direto, a Tradição. Para justificar a afirmação, basta citar o livro de Éric Vatré, La droite du père. Enquête sur la Tradition catholique aujourd’hui[1] [A direita do pai. Enquete sobre a Tradição Católica nos dias de hoje]: um terço da obra se dedica aos discípulos de Guénon[2].


O problema da compatibilidade entre as ideias de Guénon e o catolicismo já se discutia enquanto o escritor ainda vivia. René Guénon, de origem católica, colaborou no início com revistas monárquicas e católicas na França, quais La France anti-maçonnique (1913-1914) ou a Revue universelle du Sacré-Coeur, Regnabit (1925-1927)[3]. As primeiras reações vieram dos colaboradores da Revue Internationale des Societé Secrètes, de Mons. Jouin; a disputa terminou em 1930, quando Guénon se “exilou” de própria vontade no Egito, onde se viu livre para praticar o esoterismo muçulmano que abraçara secretamente em 1912.


Depois disso, começaram a aparecer diversos estudos que tendem a demonstrar que o pensamento de Guénon é incompatível com a doutrina católica. Assinalemos, entre os mais pertinentes, os de Lucien Meroz[4], Daniel Jacob[5] e Jean Vaquié[6]. Esses estudos não impediram que a influência do pensamento de Guénon aumentasse em alguns ambientes católicos.