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domingo, 3 de junho de 2018

Comentários Eleison DLXXVIII (568) - Mozart Contestado

Por Dom Richard N. Williamson
Tradução: Introibo ad Altare Dei

02 de junho de 2018


A natureza precisa de música: que ambas sejam, assim, apreciadas.
Paga caro quem faz com que elas sejam desprezadas.


      Depois que o número 550 destes “Comentários” elogiou Mozart (27 de janeiro de 2018), um leitor escreveu em privado para dizer que tinha um problema com o famoso compositor: Mozart foi um maçom entusiasta, que na segunda metade de sua vida não compôs nenhuma obra importante para a Igreja Católica, e suas óperas tratam das relações entre homem e mulher e da moralidade de maneira muito casual. Ora, a música é tão importante na alma das pessoas que as objeções deste leitor merecem ser respondidas em público, para que as pessoas que ainda não conhecem Mozart possam ser encorajadas – mas não forçadas, obviamente – a fazer dele a música de seus momentos de lazer. Portanto, vamos destacar alguns princípios para cada uma das três objeções do leitor.

      O fato de que Mozart foi um maçom levanta um princípio importantíssimo: o artista e sua arte não estão separados, mas são distintos. O que constitui a bondade moral do artista como pessoa não é o mesmo que constitui a bondade artística dos artefatos que produz (Summa Theologiae, 1a 2ae, Q57, Art. 3). Assim, Picasso era pessoalmente um canalha, mas sua arte, puramente como arte, é brilhante, enquanto incontáveis pintores vitorianos podem ter sido muito morais, mas suas pinturas são tão sombrias quanto a água de poço. Assim, a Maçonaria certamente entrou em algumas das músicas posteriores de Mozart, notavelmente a “Flauta Mágica”, mas a música está em suas próprias bases, e certamente deve sua beleza não à guerra da Maçonaria contra Deus, mas aos pais católicos de Mozart e sua educação inicial na altamente católica Áustria da Imperatriz Maria Teresa.

      O fato de que, em segundo lugar, o maduro Mozart nunca completou outra obra importante para a Igreja é verdadeiro na medida em que a “Missa em Dó Menor” e o “Réquiem” estão inacabados, mas com que frequência essas duas obras são tocadas, e com que efeito religioso! Além disso, há alguma peça musical tantas vezes executada ou cantada em igrejas e capelas católicas como o seu “Ave Verum Corpus”? E se distinguimos a música implicitamente da explicitamente católica, alguém pode negar que Mozart, como Shakespeare, é um tremendo portador de valores católicos, no caso de Mozart, os valores de harmonia, ordem, beleza e alegria para incontáveis ouvintes? E não são esses grandes artistas, implicitamente, e pela herança católica, uma misericórdia de Deus para permitir que os pós-católicos desfrutem dos valores católicos sem perceberem? Se os pós-católicos se apercebessem disso, não repudiariam esses valores como os liberais que atualmente “desconstroem” Shakespeare nas chamadas “universidades” e, sem dúvida, Mozart nos “conservatórios de música”? Na verdade, os atores e músicos liberais de hoje podem chegar perto do coração de Shakespeare ou do de Mozart? O que isso diz sobre esse coração? Não liberal!

      E em terceiro lugar, o fato de que algumas das óperas de Mozart sejam em parte tão despreocupadas a ponto de incorrerem no desprezo de Beethoven – “Eu nunca escreveria essas óperas tão frívolas”, disse ele – deixa de lado a parte séria das mesmas óperas. Ao lado do flerte de Zerlina estão as chamas da condenação de Don Giovanni; ao lado do Conde mulherengo está sua sincera desculpa à sua sofrida Condessa; ao lado de Seraglio está o resplendor do perdão. A vida real num mundo caído é ao mesmo tempo cômica e séria. Veja como, no início de “Don Giovanni”, Mozart combina musicalmente o duelo e a morte de um duelista com o pânico borbulhante do criado coelho de Dom Giovanni, Leporello. Mozart certamente, como Shakespeare, “via a vida com firmeza, e a via completa”, como disse Matthew Arnold de Sófocles.

      No entanto, um lado de Mozart segue sendo o de um menino travesso (cf. o filme “Amadeus”), e ele é parte integrante de uma cristandade já decadente no final do século XVIII. Mas quando comparado com a decadência da música desde então, sua música não é quase angelical, sem que esteja tão distante de nossos tempos a ponto de parecer inacessível? Qualquer homem prejudica sua alma se acostumando a ouvir música que é lixo, com pouco ou nenhum valor intrínseco de melodia, harmonia ou ritmo. Ele não prejudicará sua alma se acostumar-se a ouvir Mozart, muito pelo contrário.

      Kyrie eleison.

sábado, 7 de abril de 2018

Voz de Fátima, Voz de Deus - Nº 57

Mosteiro da Santa Cruz
7 de abril de 2018

      Fundada em 1717 a Maçonaria foi condenada por Clemente XII em sua encíclica In Eminente de 28 de abril de 1738, ou seja, 21 anos após a sua fundação.

      Como se não bastasse esta condenação, os sucessores de Clemente XII voltaram ao assunto denunciando sem cessar a seita maçônica e suas doutrinas. Esta repetição pela qual um papa retoma o que seus predecessores disseram tem grande importância. “Quando um Papa denuncia ou afirma algo apoiando-se sobre o passado, isto reforça a sua própria palavra. (…) Uma doutrina que é ensinada desta maneira, uma condenação feita desta forma parece ser infalível”, diz Dom Lefebvre (C´est moi l´accusé…Editions Clovis, 2014, pag. 142).

      Como nota o Pe. Guy Castelain, da Fraternidade São Pio X, a simples encíclica In Eminenti já parece engajar a infalibilidade pontifícia, pois nela o papa fala como Supremo Pastor, definindo claramente o que deve ser observado, num assunto de fé e de moral, obrigando a todos os fiéis, sem exceção.

      Entre os documentos mais significativos que se seguiram aos de Clemente XII podemos citar as encíclicas: Providas (de Bento XIV, 1751), Ecclesiam (de Pio VII, 1821), Quo Graviora (de Leão XII, 1826), Qui Pluribus (de Pio IX, 1846), Humanum Genus (de Leão XII, 1884). Não foi, porém, só nestas encíclicas que a Igreja falou e condenou a Maçonaria. O “Sommaire de Théologie Tomastique”, publicado em 1969 pelas “Editions de Bien Public”, Canadè, indica o impressionante número de 200, os documentos da Igreja que mencionaram a Maçonaria. O livro ”Les enseignements originaux des popes sur la Franc-maçonnerie de 1717 ò nos jours”, éditions Téqui França, traz o texto de quase 30 entre eles.

      Mas qual é a finalidade que se propõe a Maçonaria para ser objeto de tal condenação? Sua finalidade, nos diz Leão XIII, é a destruir inteiramente toda ordem religiosa e social nascida das instituições cristãs. Destruir o reino religioso e social do Xto. Rei, ou seja, destruir toda ordem sobrenatural e estabelecer uma ordem fundada no naturalismo, para não dizer no satanismo pois é aí que se terminará esta empresa que prepara a vinda do Anticristo.

      São Pio X, desde a primeira encíclica de seu pontificado descreve o plano destes infelizes obstinados:

      “Em nossos dias, é bem verdade, as nações espumaram e os povos meditaram projetos insensatos contra o seu Criador. E tornou-se quase universal o brado dos inimigos: “Retirai-vos para longe de nós”. Daí, na maioria dos homens, uma rejeição total de todo respeito por Deus. Daí os costumes de vida tanto privados como públicos nos quais não se tem em nenhuma conta a soberania de Deus.”

      Não é o que vemos hoje não só na sociedade civil, mas também na Igreja Conciliar?

      Qual será o resultado deste combate feito contra Deus que atingirá seu paroxismo no advento do Anticristo?

      “Nenhum espírito sensato pode pô-lo em dúvida, escreve São Pio X. Está, sem dúvida, ao alcance do homem que quer abusar de sua liberdade, violar os direitos e a autoridade supremos do Criador, mas ao Criador cabe sempre a vitória, e isto não é tudo. A ruína paira tanto mais de perto sobre o homem quanto mais ele se levanta audaciosamente na esperança de seu triunfo. Disto nos adverte Deus Ele mesmo nas Sagradas Escrituras. Deus fecha os olhos sobre os pecados dos homens, mas em breve, despertando como um homem cuja embriaguez aumentasse a força, Ele esmaga a cabeça de seus inimigos. Que todos saibam que o rei da terra, de toda a terra, é Deus. Que os povos compreendam que eles não são senão homens.” E Supremi Apostolatus – 4 de outubro de 1903.

      Assim se terminará ou pelo juízo final (ou por algo que o precederá) este reino do Anti-Cristo preparado pelas sociedades secretas.

      Que Maria Santíssima nos guarde sob sua proteção nestes dias de aflição.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Voz de Fátima, Voz de Deus - Nº 11




15 de abril de 2017

“Vox túrturis audita est in terra nostra”

(Cant. II, 12)

Nosso Senhor veio ao mundo para reinar. Seu reino exclui, necessariamente, o reino do demônio.

“O diabo, escreve Dom Emmanuel André, dominava o mundo antes da vinda de Nosso Senhor; ele dominava abertamente, publicamente. Quando o Salvador apareceu, ele sentiu o seu império desmoronar. Semelhante a estas feras que ao aproximar-se o dia entram em suas tocas, assim ele teve de abandonar a sua ação às claras e refugiar-se nas reuniões secretas.”

No dizer do mesmo Dom Emmanuel, o mistério da iniquidade, do qual fala São Paulo, não é outra coisa senão o culto do demônio nas sociedades secretas. Estas sociedades têm na Maçonaria a sua mais completa expressão anticatólica. Eis porque a luta entre a Igreja e a Maçonaria irá sempre aumentando até um desenlace no qual, segundo Dom Emmanuel, Nosso Senhor intervirá pessoalmente para dar a vitória à sua Igreja. Antes disso, a Igreja deverá passar por uma Paixão semelhante à de seu divino Esposo. Mas após a Paixão, virá a Ressurreição.

+ Tomás de Aquino OSB

U.I.O.G.D

terça-feira, 7 de março de 2017

Voz de Fátima, Voz de Deus - Nº 5

4 de março de 2017

“Vox túrturis audita est in terra nostra”

(Cant. II, 12)

Em Fátima Nossa Senhora fala de política ao falar da Rússia, pois foi a política soviética que foi a causa das guerras, fomes e perseguições anunciadas em Fátima.

Mas falar de política convém a Nossa Senhora? Não é necessário separar política e religião, Igreja e Estado, cada qual na sua esfera própria sem interferirem nos assuntos um do outro?

Grave erro seria pensar assim. Os inimigos da Igreja procuram difundir este modo de pensar, pois eles querem separar as nações católicas do seio da Igreja. Os católicos não se dão bem conta de que as nações católicas estão unidas à Igreja como o corpo está unido à alma. Igreja e Estado formam uma só realidade, da qual Nosso Senhor Jesus Cristo é a cabeça e os Estados, os membros. A Igreja é a alma. O Estado é o corpo.

A maçonaria sabia o que fazia quando declarou guerra às monarquias católicas herdadas da Idade Média, época em que os Santos Evangelhos eram a lei do mundo civilizado através desta união entre a Igreja e o Estado.

Hoje esta união está rompida e o corpo da sociedade, separado de sua alma, torna-se cada dia mais semelhante a um cadáver exalando o cheiro da morte.

Que o mundo volte ao seu Redentor por intercessão da Medianeira de todas as graças, a cujo Imaculado Coração a Rússia deve ser consagrada pelo Santo Padre em união com todos os Bispos e assim voltar ao redil da Igreja para que o mundo tenha um tempo de paz.

+ Tomás de Aquino OSB

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Comentários Eleison CDXCIII (493) - Cartão de Isaías

Por Dom Richard N. Williamson
Tradução: Borboletas ao Luar

24 de dezembro de 2016
A Jesus Cristo todos os homens na terra devem se voltar,
Ou então, aqui ou no futuro, eles deverão queimar.



Se Deus Todo-Poderoso fosse enviar cartões de Natal, o que poderia escrever no Seu sobre a vinda do próprio Filho, que nasceu na terra como um Filho humano de uma Mãe humana? É verdade que Deus escreveu muitas coisas sobre o Messias através dos escritores que Ele inspirou diretamente para compor os livros do Antigo Testamento e, sem dúvida, uma das mais conhecidas dessas citações vem do profeta Isaías, no capítulo 9. No anterior, Isaías profetiza a desolação e a ruína que cairão sobre os judeus por causa de seus pecados. No 9, ele volta-se para a glória da era messiânica: uma grande luz iluminará a Galileia (província natal de Jesus) – versos 1 e 2. Então, a alegria, como no tempo da colheita ou depois de uma vitória militar (verso 3), virá, após a derrota dos assírios, assim como após a derrota dos midianitas para Gideão (verso 4), e os efeitos da guerra desaparecerão (verso 5). Isaías continua com o “cartão de Natal” (glorificado na música O Messias de Händel):

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Maximiliam Kolbe aos Maçons: Vocês são controlados pelos Judeus



Em 1917 Maximiliano Maria Kolbe fundou a Milícia da Imaculada. Sua luta não se voltou para combater os inimigos da Igreja, mas sim para convertê-los para que eles pudessem alcançar a salvação eterna. É com esse espírito que ele se dirigiu aos seus inimigos.


O Talmude: uma coleção de instruções 
anticatólicas
Em um artigo intitulado “Os Pobres”, ele descreve o ódio expresso por Cristo e sua Igreja no Talmude: “O homem foi redimido, e Cristo fundou Sua Igreja sobre a rocha. Alguns do povo hebreu reconheceram-no como o Messias, mas outros – entre eles principalmente os fariseus – não quiseram reconhecê-lo. Ao invés disso, perseguiram os Seus seguidores e emitiram numerosas leis que obrigam os judeus a perseguir os cristãos. Essas leis, juntamente com histórias e apêndices, tornaram-se seu livro sagrado chamado O Talmude, em torno do ano 500 d.C.

“Neste livro os cristãos são chamados de idólatras, piores do que os turcos, assassinos, libertinos impuros; eles são o estrume, animais em forma humana, piores do que animais, filhos do Diabo, etc. Os sacerdotes católicos são chamados de adivinhos e burros calvos… a Igreja é chamada a casa de estupidez e sujeira; estátuas religiosas, medalhas e rosários são chamados de ídolos. No Talmude, domingos e festas de preceito são considerados dias de perdição.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Dominicanos de Avrillé: Quando Satanás sonha acordado

Tradução: Cristoph Klug


LE SEL DE LA TERRE N° 92 no site oficial dos Dominicanos de Avrillé



Quando Satanás sonha acordado







O «famoso» sonho maçônico (1934)

No sétimo volume da série Os Homens de boa vontade, o novelista Jules Romains detém-se na maçonaria com uma evidente complacência. A obra se intitula À busca de uma igreja [1].

Para neutralizar as críticas, primeiro a maçonaria é apresentada de maneira satírica: um dos personagens da novela, antigo maçom, põe em ridículo os ritos de sua loja. Mas a apresentação positiva aparece mais tarde. Um verdadeiro maçom, muito simpático, revela seu ideal: A construção do Templo, ou seja, da nova humanidade, unida finalmente na justiça, na paz e na fraternidade.

Para esta construção, a mesma Igreja católica é chamada a colaborar, desde que renuncie à sua feroz intransigência. E a eminência maçônica enuncia o “famoso sonho” de sua seita:
Será necessário que em um ou outro momento, a questão se arranje entre nós e a Igreja... Eu não me desespero por uma aliança tarde ou cedo... uma aliança mais ou menos oculta... Nós somos, eles e nós, os únicos soldados do Universal e também do Espiritual... Por que seu Deus não poderia tolerar nosso jovem arquiteto? Deve apenas deixar a ele este mundo e conservar para si o outro mundo... Você não o crê? – O que você oferece é uma situação de Deus em exílio? – Talvez, mas com grandes honras [...] Bem, veremos… Você conhece o famoso sonho do papa, que, um dia, será um dos nossos?
O alto iniciado conclui alegremente: “Nós já temos bispos maçons!” (pg. 303-304).



Versão judaica (1951)

Este sonho maçônico tem também sua versão judaica. Em 1951 um novelista judeu (Abraham Moses Klein) descreveu os diferentes ideais que entusiasmaram sucessivamente seus correligionários durante a primeira metade do século XX. O herói da novela, Melech Davision, passa do estudo assíduo do Talmude ao entusiasmo comunista, antes de mudar a militante sionista. De vez em quando, é brevemente atraído pelo cristianismo. Ele resiste à tentação, mas seu sobrinho, que o ignora, está entristecido de angústia com a ideia desta conversão: “Tio Melech terá dado o passo impensável?” Para vencer seu medo, abandona-se ao sonho: tio Melech se converteu não apenas em cristão, mas também em papa; e ele usa sua autoridade para transformar a Igreja, unificando o judaísmo, o cristianismo e o islã numa nova “trindade”: