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sábado, 27 de fevereiro de 2016

É verdade que a autodenominada 'Igreja Ortodoxa' não está 'tão' distante da Igreja Católica? - II

ERROS DOUTRINÁRIOS DOS AUTODENOMINADOS ‘ORTODOXOS’

Por Leão Indômito

Os principais pontos doutrinários relativos ao Cisma são:

1 - Espírito Santo: pela Doutrina católica, o Espírito Santo, terceira pessoa da Santíssima Trindade, procede do Pai e do Filho, definido no Concílio de Nicéia, enquanto que, para os da autodenominada Igreja ‘Ortodoxa’, o Espírito Santo só procederia do Pai.

2 - Juízo particular: a Igreja Ortodoxa não aceita o Juízo particular imediatamente após a morte, como ensina a Igreja Católica, admitindo somente o Juízo Universal; consequentemente, a Igreja ‘Ortodoxa’ não admite a existência do purgatório nem do limbo, bem como não aceita as indulgências.

3 - Imaculada Conceição: Nossa Senhora, para os da autodenominada Igreja ‘Ortodoxa’, foi concebida com o pecado original, ao passo que Pio IX definiu o dogma da Imaculado Conceição, em 1854. Constitui heresia negá-lo. Logo, os ‘ortodoxos’ são também hereges e não apenas cismáticos.

4 - Primazia e infalibilidade papal: A Igreja Ortodoxa não aceita, de forma nenhuma, tanto a primazia como a infalibilidade do Papa, conforme foi definido pela Igreja Católica, particularmente pelo Concílio Vaticano I.


Quanto à liturgia, ao culto, aos sacramentos e à disciplina eclesiástica:

1 - Para os ortodoxos, a consagração do pão e do vinho é realizada no Prefácio da Missa, e não no Canon, com as palavras pronunciadas por Nosso Senhor na última Ceia, conforme a liturgia católica.

2 - Na Igreja ‘Ortodoxa’ não há as tradicionais devoções da Igreja Católica, como a comemoração de Corpus Christi, do Sagrado Coração de Jesus, a cerimônia da Via Crucis, o culto ao Imaculado Coração de Maria, Rosário, e outras.

3 - Os ‘ortodoxos’ só aceitam ícones nos templos.

4 - Para os ‘ortodoxos’, o Sacramento do Matrimônio é ministrado pelo padre, enquanto que para a Igreja Católica, os ministros são os nubentes.

5 - Os sacerdotes ortodoxos têm liberdade de optar entre o celibato e o matrimônio, enquanto os sacerdotes católicos são celibatários.

Logo, as diferenças doutrinárias são profundas e, para suplantá-las, é necessária uma verdadeira conversão dos assim chamados ‘ortodoxos’, que devem renunciar aos seus erros e voltar ao redil da única Igreja verdadeira, que é a Igreja Católica.

Nosso Senhor Jesus Cristo, na parábola do Bom Pastor, referindo-se às ovelhas que se encontram fora do seu aprisco, disse: "... é preciso que eu as traga e elas ouvirão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor" (S. João X, 16).

Com tais palavras Nosso Senhor exprime um desejo ou uma oração para que todos se submetam aos ensinamentos que Ele nos deixou, sob a orientação de um só pastor, Pedro e seus sucessores, e não de vários, ou de quaisquer pastores. Para isso é necessário, antes de tudo, professar a mesma e única doutrina por Ele ensinada. Essa é a única tentativa de união cabível.

[CONTINUA]

sábado, 20 de fevereiro de 2016

É verdade que a autodenominada ‘Igreja Ortodoxa' não está 'tão' distante da Igreja Católica? - I

O QUE FOI O CISMA DE BIZÂNCIO (CONSTANTINOPLA)

Por Leão Indômito

Constantinopla foi fundada pelo Imperador Constantino, o Grande, o que deu liberdade aos cristãos, no ano 313, e transferiu o poder imperial para o Oriente, fundando então Constantinopla.

O título de Patriarca era dado apenas aos Bispos de cidades que haviam recebido a pregação de um Apóstolo.

Assim eram reconhecidos como Patriarcas o Bispo de Alexandria , onde pregara o evangelista São Marcos. O Bispo de Jerusalém, onde fora Bispo o Apóstolo São Tiago. O bispo de Antioquia, cidade em que viveu e foi Bipo São Pedro. E , finalmente, Roma , que teve o mesmo São Pedro como seu primeiro Bispo.

É claro que Constantinopla, por ter sido fundada apenas no século IV, não poderia ter, normalmente, o título de Patriarca, pois nenhum Apóstolo pregara nessa cidade, que ainda não existia nos tempos apostólicos.

Entretanto, por ser a capital do Império do Oriente, os Arcebispos de Constantinopla reivindicavam essa honra, que Roma afinal lhe concedeu, a título honorário.

Cedo, alguns Patriarcas orientais, especialmente o de Constantinopla, reivindicaram uma paridade com o Papa, querendo que a Igreja não fosse uma monarquia, e sim uma Pentarquia. ( Erro que está, hoje, em voga entre alguns orientais...).

Pretendia-se que o Papa fosse apenas um chefe honorífico da Igreja, um "primus inter pares", um superior em honra, entre os Patriarcas, que seriam iguais em direito.

Ora, isto vai contra o Evangelho, que mostra Cristo ter fundado a Igreja sobre Pedro apenas. Cristo fez a Igreja monárquica e não pentárquica.

No século IX, o Arcebispo de Constantinopla , Fócio, se rebelou contra o Papa São Nicolau I, que excomungou esse rebelde em 863.

Como resposta, Fócio se autoproclamou Patriarca Ecumênico de Constantinopla e "excomungou" o Papa São Nicolau I. Com a subida ao poder em Constantinopla do Imperador Basílio, o Macedônico, Fócio perdeu o poder que tinha.

A questão entre Roma e Constantinopla foi ainda mais envenenada pelo problema da processão do Espírito Santo, que os Orientais dizem proceder apenas do Pai, enquanto a Igreja ensina que o Espírito Santo procede do Pai e do Filho.

Fócio retomou o poder em Constantinopla, mesmo depois de sua solene condenação, no ano 870. De novo, o Papa João VIII renovou a condenação de Fócio. Com o advento ao trono do Imperador Leão, o Filósofo, Fócio é expulso pela segunda vez de Constantinopla, terminando o cisma, pouco depois.

No século XI, Miguel Cerulário, Patriarca de Constantinopla causou a separação definitiva da Igreja do Oriente separando-a da obediência ao Papa, no tempo do Papa Leão IX. Miguel Cerulário foi excomungado pelo Papa em 1054.

Desde esse tempo, os orientais estão separados de Roma, portanto em cisma. A esse mal, vieram se acrescentar a negação dos dogmas proclamados pela Igreja, após a separação do Oriente. Os Orientais possuem sucessão apostólica, isto é, seus Bispos são legítimos, assim como os seus sacerdotes. Em consequência, seus sacramentos são válidos, embora ilicitamente administrados por causa de sua separação de Roma.


(Na imagem, Fócio, autoproclamado "Patriarca Ecumênico de Constantinopla")

[CONTINUA]