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quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Sermões: 24º Domingo depois de Pentecostes (2013)


Sermão proferido por Dom Tomás de Aquino OSB. Desejou-se, tanto quanto possível, conservar em sua escrita a simplicidade da linguagem oral.


PAX
XXIV Domingo depois de Pentecostes (2013)


Ao terminar o ano litúrgico, pois com este domingo se termina o ano litúrgico, a Santa Igreja põe diante de nossos olhos os acontecimentos que marcarão o final não só de um ano, mas o final de todos eles, o final de todos os tempos, ou seja, o juízo final e o começo da eternidade, eternidade que será bem diferente para uns e outros conforme as ações de uns e de outros. Os bons terão o Céu e os maus irão para o Inferno. Tanto o Céu como o Inferno são eternos. Quem entrar no Céu jamais sairá de lá. Quem entrar no Inferno também jamais sairá de lá.
Ora, tanto a epístola como o Evangelho de hoje insistem na necessidade de conhecermos a vontade de Deus sobre nós. Por esta razão, nós vamos iniciar no próximo domingo os dias de formação para todos os nossos fiéis. Todos são convidados a almoçar aqui e teremos conferências de formação no 1º domingo de cada mês.
Mas por que temos necessidade desta formação se no domingo já temos o sermão e o catecismo? A resposta está no Evangelho de hoje. Vejamos, pois, o que diz o Evangelho:

“Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Quando virdes no lugar santo a abominação da desolação que foi predita pelo profeta Daniel, quem ler entenda. Então os que estiverem na Judeia fujam para os montes; e o que se achar no terraço não desça para buscar coisa alguma de sua casa; e o que estiver no campo, não volte para tomar sua túnica”. Façamos uma pausa.

Nosso Senhor fala aqui de dois acontecimentos ao mesmo tempo. Dois acontecimentos que têm uma mesma causa. Quais são estes dois acontecimentos e qual é esta causa comum? A causa é a recusa de crer em Nosso Senhor. Mas comecemos pelos acontecimentos e depois examinaremos melhor esta causa que é comum aos dois, razão dos domingos de formação que queremos fazer.
Nosso Senhor fala aqui da destruição do templo de Jerusalém e, ao mesmo tempo, da destruição, se possível fosse, da Santa Igreja.
O primeiro acontecimento marca o fim do reino de Israel e dos antigos sacrifícios prescritos por Moisés e que eram realizados no templo de Jerusalém. Este templo foi destruído no ano 70 quando Tito, general romano, cercou Jerusalém e venceu os judeus, matando cerca de um milhão de judeus. Pouco tempo depois o imperador Adriano acabou de destruir o que restara do templo e expulsou os judeus da região da Palestina, os dispersando pelo mundo.
Nosso Senhor prediz estes acontecimentos e aconselha aos fiéis partirem dali antes que estes acontecimentos se realizem, dando-lhes os sinais necessários para partirem antes da destruição de Jerusalém.
Entre estes sinais, Nosso Senhor fala da “abominação da desolação posta no lugar santo”. Lugar santo era o templo de Jerusalém. A abominação da desolação são os símbolos do paganismo dentro do templo, como fez Pilatos pondo os símbolos dos romanos dentro do templo de Jerusalém e como fizeram os imperadores romanos em sinal de desprezo pelo templo. Estes símbolos eram os estandartes e as estátuas dos romanos que simbolizam as doutrinas dos pagãos que consideravam os imperadores romanos como deuses. Eis aí o primeiro acontecimento predito por Nosso Senhor.
Nosso Senhor prediz não só o acontecimento, mas explica o que acontecerá antes dele para alertar os fiéis, para que eles fujam de Jerusalém antes de sua destruição, como Ló foi avisado para sair de Sodoma antes da destruição desta cidade.

Passemos agora ao segundo acontecimento predito por Nosso Senhor. Nosso Senhor prediz aqui o que acontecerá no fim do mundo. Ele nos diz as mesmas palavras: “Quando virdes no lugar santo a abominação da desolação… então fujam para os montes…” Que lugar santo é este senão a Santa Igreja Católica Apostólica Romana? Que abominação da desolação é esta?
Santo Hilário nos diz que a abominação da desolação é o Anticristo. Por que tem ele este nome? Por que ele ensinará o contrário do que Nosso Senhor ensinou. Assim como Nosso Senhor Jesus Cristo veio nos ensinar a verdade, o Anticristo virá ensinar a mentira.
Mas quem é o Anticristo? É ele uma pessoa, ou um grupo de pessoas ou uma situação geral de desorientação diabólica devido à perda geral da Fé? Três possibilidades:

Ou o Anticristo é uma pessoa, um homem, o homem de pecado, um homem que se entregará totalmente ao demônio;
Ou então é um grupo de homens que dominarão o mundo, levando-o a repudiar totalmente o Cristianismo;
Ou então é uma situação geral em que todas as nações se voltarão contra Nosso Senhor Jesus Cristo e contra a Sua Santa Igreja.

Qual destas possibilidades é a verdadeira? Provavelmente as três.
Assim como Nosso Senhor teve profetas que anunciaram e preparam sua vinda, assim o Anticristo terá e já tem os seus profetas que preparam a sua vinda.
Um grupo de homens preparará a vinda do Anticristo criando uma situação favorável para o seu domínio sobre as nações e finalmente ele virá. Logo, as três possibilidades se completam:

O Anticristo é
1 – a apostasia geral
2 – um grupo de homens e
3 – um homem.

Escutemos São Paulo nos descrever estes acontecimentos que a Santa Igreja propõe hoje à nossa consideração.
“Ninguém de modo algum vos engane, porque isto não será [ele fala aqui do fim do mundo e do Juízo Final] sem que venha antes a apostasia [apostasia consiste no abandono da fé católica] e sem que tenha aparecido o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se oporá e se elevara sobre tudo o que se chama Deus ou que é adorado, de sorte que se sentará no templo de Deus, apresentando-se como se fosse Deus.
Não vos lembrais que eu vos dizia estas coisas quando ainda estava convosco? E vós agora sabeis o que é que o retém, a fim de que seja manifestado a seu tempo. Com efeito, o mistério da iniquidade já se espera, somente falta que aquele que agora o retém, desapareça”.
Antes de continuar, digamos uma palavra sobre este impedimento do qual fala São Paulo. Algo impede o Anticristo de aparecer e de reinar. Algo o retém. O que é este algo?

Muitas hipóteses já foram levantadas. Eis duas delas que me parecem muito prováveis.
Esta barreira, este impedimento, eram as nações católicas, eram os estados pontifícios, onde o Papa era protegido pelos reis e pelo seu próprio reino pontifício. Era o poder político protegendo o papado.
Hoje o poder político é contra a Igreja. Já não existem nações oficialmente católicas. O obstáculo, a muralha protetora foi derrubada, o Anticristo pode aparecer. Ele não encontrará um exército para defender a Igreja conta seus ataques.
A segunda hipótese é a doutrina. A doutrina da Fé, a doutrina revelada, a Tradição. Enquanto Roma mantiver a Tradição, o Anticristo não pode reinar, porque os católicos unidos ao Papa como no tempo de São Pio X são um impedimento à sua aparição e ao seu domínio sobre o mundo. São Pio X e os papas até Pio XII retiveram o Anticristo, pois a Verdade é um obstáculo ao Anticristo, que só pode reinar através da mentira.

Podemos pensar que Dom Lefebvre e Dom Antônio fizeram o mesmo e retiveram o Anticristo porque mantiveram a Tradição.
A Fé católica é o impedimento. A Fé católica professada pelos bispos e pelos papas. Mas se os papas e os bispos abandonam a Fé católica, o caminho fica livre para o Anticristo. Mas como seria possível os papas e os bispos abandonarem a Fé católica? Isto é obra do liberalismo.
O liberalismo é a mais perigosa de todas as heresias. Liberalismo e modernismo são duas heresias gêmeas. Elas são como um monstro de diversas cabeças. Elas penetram na vida e na alma dos católicos de mil maneiras diferentes que vão desde a televisão e a calça comprida para as mulheres até à revolução litúrgica que destrói a missa e as fontes da graça na Igreja, passando por todas as heresias ensinadas hoje nos meios modernistas.

Mas continuemos a escutar São Paulo: “E então se manifestará esse iníquo (a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e destruirá com o resplendor da sua vinda); a vinda dele (isto é, do Anticristo) é por obra de Satanás, com todo o poder, com sinais e prodígios mentirosos e com todas as seduções da iniquidade para aqueles que se perdem, porque não abraçaram o amor da verdade para serem salvos”.
“Por isso Deus lhes enviará o artifício do erro, de tal modo que creiam na mentira, para serem condenados todos os que não deram crédito à verdade, mas se comprazeram na iniquidade.”

Logo, caríssimos irmãos, nós vemos muito claramente que tanto a destruição do templo de Jerusalém como a vinda do Anticristo têm a mesma causa: o desprezo da verdade, o desprezo e abandono d’Aquele que disse: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”. Se nós quisermos salvar nossas almas, nós temos que amar e viver na Verdade. “Porque”, diz Nosso Senhor, “haverá grande aflição, qual nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem haverá jamais. E se esses dias não fossem abreviador, ninguém se salvaria: mas por causa dos eleitos, estes dias serão abreviados”.
Que aflição é esta da qual fala Nosso Senhor? É o desprezo da Verdade, é o abandono da Fé católica, é o abandono dos ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, é o abandono da Tradição, é o modo de pensar e o modo de viver dos quais Nosso Senhor está ausente. É o liberalismo difundido pela maçonaria como preparação da vinda do Anticristo, que será o pai da mentira como o é o demônio, do qual o Anticristo será o filho espiritual por excelência, o discípulo.

Amemos, pois, a Verdade. Amemos nossa Mãe Santíssima, ela que venceu e sempre vencerá o demônio em todas as batalhas, ela da qual está dito: “Feliz és tu que venceste todas as heresias em todo o mundo”.
Quem ama a Virgem Maria jamais será enganado e se cair em algum erro não será por muito tempo, pois ela o retirará rapidamente, pois um filho de Nossa Senhora jamais se perderá.

Que cada um de nós examine sua vida, que cada um de nós se pergunte se não está pactuando com os precursores do Anticristo pelo seu procedimento, pela sua vida, suas conversas, suas diversões e se ver que deve se corrigir, que o faça, pois o tempo é breve e o machado já está para cair sobre a raiz, e nossa vida para ser cortada, e o dia do Juízo para chegar para nós em particular e para o mundo inteiro no Juízo Final.

Que Nossa Senhora nos obtenha a salvação, eis a graça que desejo a todos nós. Assim seja.


Dom Tomás de Aquino O.S.B.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Voz de Fátima, Voz de Deus - Nº 6


11 de março de 2017

“Vox túrturis audita est in terra nostra”

(Cant. II, 12)

O Apocalipse nos apresenta os fatos que sucederão quando o Anticristo aparecer.

Dom Emmanuel, abade beneditino do século XIX e pároco da aldeia de Mesnil-Saint-Loup, nos descreve em temos proféticos o esforço de sedução que precederá e acompanhará a vinda do homem de pecado, que fará prestar a si mesmo as honras devidas a Deus. Para angariar discípulos, o Anticristo não poupará esforços para se ver aceito por adeptos de toda sorte de falsas religiões e procurará conquistar mesmo os católicos. Escutemos o que ele nos diz:

“É muito crível também que o Anticristo disporá, para subir, de todos os partidários das falsas religiões. Ele se anunciará como cheio de respeito pela liberdade de cultos, uma das máximas e uma das mentiras da besta revolucionária. Dirá aos budistas que é um Buda; aos muçulmanos, que Maomé é um grande profeta. Nada impede que o mundo muçulmano aceite o falso messias dos judeus como um novo Maomé.

O que sabemos? Talvez irá até dizer, em sua hipocrisia, como Herodes seu precursor, que quer adorar Jesus Cristo. Mas isso não passará de uma zombaria amarga. Malditos os cristãos que suportam sem indignação que seu adorável Salvador seja posto lado a lado com Buda e Maomé, em não sei que panteão de falsos deuses!”

Quem não reconhece nesta descrição profética o ecumenismo inspirado pelo Concílio Vaticano II?

Mas haverá algum ecumenismo superior, uma unidade transcendente das religiões, onde as religiões estariam unificadas “pelo topo”, como diz Olavo de Carvalho?

Não, de modo algum. Religião, ou seja, conjunto de verdades e de preceitos pelos quais nossa vida é ordenada a Deus, só existe uma. É a religião católica, com exclusão de todas as outras.

Com a graça de Deus, voltaremos ao assunto num próximo número.

+ Tomás de Aquino OSB

domingo, 7 de junho de 2015

O Anticristo e o Sionismo

A resposta de S. S. São Pio X ao sionismo foi contundente:
NON POSSUMUS!

A religião judaica, ou seja, o judaísmo rabínico e talmúdico que detesta a Jesus Cristo e abomina sua Igreja, não tem mais que um só objetivo, fundado em um só princípio: A ideia nacional. Deste fato, o sionismo, a doutrina nacional que viu o cumprimento de seu plano no século XX, não é mais que a tradução, o cumprimento de um desígnio judaico absolutamente contrário ao plano divino porque opõe-se ao que Deus deseja para os judeus.

Mas o mais importante, e que é ignorado, é que a ideia nacional, que encontrou no sionismo seu modo de realização, é sinônimo da espera de um messias que tem por objetivo assegurar o triunfo mundano dos judeus, destruindo o obstáculo: a Religião Católica. Longe estamos então, neste regresso à terra santa dos judeus, de um milagre que manifeste uma vontade divina, um projeto abençoado por Deus. A esperança messiânica dissimula de fato um desejo secreto: dominar os reinos da terra. Desta sorte, o messias judaico, cuja vinda está ligada à reconstrução da nação judaica é – há que ter o valor de assumir o dever católico de dizê-lo – o anticristo.


A ideia nacional sionista e seu segredo.

De fato, um triunfador que garantisse o poder sobre as nações, tal é o retrato do messias esperado pelos judeus. Estamos diante de um plano que nos distancia de maneira impressionante das intenções de Deus para seu povo, e assistimos, aterrorizados, à execução desta intenção mais que temível para a Cristandade.

Isto é, em todos os seus pontos, conforme às análises dos Padres da Igreja, os doutores e teólogos e ao que pensaram os Papas.

Isto também é explicado por Henri Gougenot des Mousseaux (1805-1876), monarquista legitimista, gentil-homem na câmara do rei Carlos X, feito Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno por Gregório XVI, em gratidão por seus escritos, honrado com a cruz de comendador da ordem pontifícia de Pio IX, redigiu um texto em 1869: “O judeu, o judaísmo e a judaização dos povos cristãos”, com o fim de advertir às nações cristãs de uma terrível e temível ameaça: os sonhos quiméricos e as ilusões nocivas dos sionistas e dos que se converteram, por cegueira, em seus aliados:

“O objeto da missão deste messias será o de libertar o Israel disperso, de libertá-los do cativeiro no qual os forçam a gemer as nações, e de conduzi-los à Terra santa depois de ter derrotado a Gog e Magog. Reedificar Jerusalém e seu templo, a estabelecer e consolidar um reino temporal cuja duração será a do mundo... Todas as nações serão então sujeitas aos judeus, e estes disporão à sua vontade dos indivíduos que as compõe e de seus bens” (...) “Tal é, para os judeus, uma das imagens da felicidade prometida sob o messias que esperam”.[1]

A ideia nacional, depois de ser edificada – o que é o caso hoje, pois os judeus, empurrados e ajudados por um poder satânico, se apoderaram de Jerusalém pelas armas – está baseada positivamente na espera de um messias vingador:

“A crença do messias vingador está viva, e está prodigiosamente enraizada nas entranhas da nação em toda a terra. Ela é a base da religião judaica, ela é a última consolação do judeu. Toda a religião judaica está fundada na IDEIA NACIONAL; não há uma aspiração, não há uma pulsação que não seja pela PÁTRIA...[2]


A espera do messias vingador.

Este messias vingador, messias judeu que funda toda a esperança do restabelecimento nacional do Estado de Israel na Palestina, território conquistado pelo crime, a espoliação e os atentados, não é outro, desde o ponto de vista da Escritura, que a abominável figura da Besta do Apocalipse, o sedutor capaz de enganar e cegar, inclusive aos cristãos, fazendo-se passar por um enviado do Senhor:

“De fato, ainda que a Sagrada Escritura não seja aos olhos do cristão uma tontice absurda e obsoleta, ainda permanece nele esta crença indispensável à civilização das sociedades humanas: que a Igreja não pode mentir nem equivocar-se, não creiamos que o anticristo não é mais que uma fábula, um mito, um símbolo; lembremos que seu reino, terrível e fecundo em revoluções iníquas, em prodígios de todas as classes, é uma realidade futura, o que equivale a dizer que é um fato que está necessariamente em processo de realizar-se, em processo de chegar por meio dos acontecimentos que, dia a dia, lhe constroem.

Não nos esqueçamos que este personagem é um dominador tão semelhante ao que os judeus esperam, que será difícil, impossível a estes cegos de não se equivocar, pois ele leva em si a reunião, a síntese perfeita de todas as aspirações anticatólicas que dezoito séculos de judaísmo atribuem ao libertador futuro de Judá”[3].

Tudo isto é, desgraçadamente, prodigiosamente profético!

Devem estar conscientes deste fato: a reconstrução nacional de Israel, obtida por meios tenebrosos, prepara, obra e trabalha para a próxima chegada (se é que não já chegou), do messias vingador esperado pelos judeus, ou seja, daquele que deve converter-se em chefe: o anticristo!

Fontes: 
Non Possumus
La Question




_______________________________
[1] H.-R. Gougenot des Mousseaux, Le Juif, le Judaïsme et la Judaïsation des peuples chrétiens,Plon, 1869, p. 471.
[2] Ibid., p. 476.
[3] Ibid., p. 485.