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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Carta de São Pio X ao bispo de Limerick sobre os escritos do Cardeal Newman

CARTA

Na qual o Papa [São] Pio X aprova a obra do Bispo de Limerick sobre os escritos do Cardeal Newman
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Brasão de S. S. São Pio X



Ao Nosso Venerável Irmão Edward Thomas, Bispo de Limerick

Venerável Irmão, saúde e bênção apostólica.

Pela presente informamos que Aprovamos o vosso ensaio, no qual mostrais que os escritos do Cardeal Newman, longe de estarem em desacordo com a Nossa Carta Encíclica Pascendi, estão em estreita consonância com a mesma: pois não pudestes ter servido melhor tanto a verdade quanto ao eminente mérito do homem.

Parece que aqueles cujos erros Condenamos em nossa Carta estabeleceram como regra fixa a busca de aprovação do nome de um ilustríssimo homem para as próprias coisas que eles mesmos inventaram. E assim, afirmam, livremente, que tomaram certas posições fundamentais extraídas daquela origem e fonte, e que, por essa razão, não Podemos condenar as doutrinas que lhes são próprias sem, ao mesmo tempo e ainda mais, em prioridade de ordem, condenar o ensinamento de tão eminente e grande homem.

domingo, 4 de setembro de 2016

Discurso de São Pio X em 13 de dezembro de 1908



Papa São Pio X (1903-1914)
Que não se exagere, em consequência, as dificuldades quando se trata de praticar o que a fé nos impõe para cumprir nossos deveres, para exercitar o frutuoso apostolado do exemplo que o Senhor espera de todos nós: Unicuique mandavit proximo suo. As dificuldades vêm de quem as cria e as exagera, de quem a si se confia e não ao socorro do céu, de quem cede covardemente intimidado pelas mentiras e risos do mundo: do que se conclui que, em nossos dias mais do que nunca, a força dos maus é a covardia e debilidade dos bons, e todo o nervo do reino de Satã reside na brandura dos cristãos.

Ó! Se se me permitisse, como o fez em espírito Zacarias, perguntar ao Senhor: “Que são essas chagas no meio de suas mãos?” não caberia dúvida sobre a resposta: “Foram-me infligidas na casa dos que me amavam”, pelos meus amigos que nada têm feito para me defender e que, pelo contrário, fizeram-se cúmplices de meus adversários.”


(Discurso pronunciado pelo papa São Pio X em 13 de dezembro de 1908 depois da leitura dos decretos de beatificação de Joana D’Arc, João Eudes, Francisco de Capillas e Teófano Vénard e seus companheiros.)