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sábado, 23 de junho de 2018

Comentários Eleison DLXXI (571) - A FSSPX Cinquentista

Por Dom Richard N. Williamson
Tradução: Introibo ad Altare Dei
Retirado de Borboletas ao Luar
23 de junho de 2018


      Fazei uma coisa e outra, como diz Jesus.
      Quando ajudar seu irmão, não se esqueça de Deus.

      Os paralelismos entre o estado da Igreja Universal na década de 1950 e o estado da Fraternidade Sacerdotal São Pio X nos anos 2000 continuam surgindo, porque é a mesma doença que aflige tanto a Igreja quanto a FSSPX. Em que consiste essa doença? Em um desejo de alcançar o homem que se afasta cada vez mais de Deus, tanto que a imagem do verdadeiro Deus é distorcida para além de todo reconhecimento ao ser levada ao nível do ímpio homem moderno sem Deus. Com a Igreja, a Fé de todos os tempos devia ser adaptada para adequar-se ao nosso mundo moderno, dando origem ao Concílio Vaticano II. Com a FSSPX, a Tradição Católica de todos os tempos, fez-se para ajustar-se àquele Concílio, dando origem ao deslizamento da FSSPX. “As mesmas causas produzem os mesmos efeitos”.

      Ano passado foi o centenário das grandes aparições de Nossa Senhora em Fátima, Portugal. Ela alertou sobre terríveis desastres que poderiam acontecer à humanidade se suas advertências não fossem ouvidas. Os homens da Igreja reagiram inadequadamente, porque depois de vários anos Ela teve de dizer à Irmã Lúcia que até mesmo as boas almas não estavam prestando atenção suficiente aos seus pedidos, enquanto as pessoas más estavam, é claro, seguindo seu caminho pecaminoso. Assim, a primeira parte do reinado do Papa Pio XII (1939-1958) foi marcada pela sua devoção a Fátima, mas na década de 1950 ele foi persuadido a dividir o aspecto devocional das aparições do seu aspecto político, nomeadamente a Consagração da Rússia, e de fazer caso omisso do aspecto político, mantendo o devocional, um grande erro. Ora, vemos exatamente o mesmo erro sendo cometido por certos Superiores da Fraternidade em 2010.

      Um confrade da Fraternidade Sacerdotal São Pio X escutou no ano passado (2017) sermões sobre o tema de Fátima (1917) de dois de seus membros mais antigos. Donde ele esperava um tratamento completo das aparições de Fátima, tudo o que ele ouviu foram palavras piedosas, de modo nenhum falsas, mas ambos os pregadores retrataram um mundo com boa saúde! A grandeza, a bondade e a misericórdia de Nossa Senhora foram mencionadas e, naturalmente, o Seu Imaculado Coração como um poderoso local de refúgio para nós, católicos. Mas nosso colega continua:

      “Não houve uma só palavra sobre a situação catastrófica em que se encontram hoje os indivíduos, as nações e a Igreja. A Primeira Parte do Segredo de Fátima foi mencionada, mas nem a Segunda e nem a Terceira o foram. As nações não estão com todos os tipos de problemas? Não está a Madre Igreja com o Papa Francisco à frente em um conflito inimaginável? Dada esta situação, como alguém pode ousar passar em silêncio a Segunda e a Terceira Partes, nem sequer mencioná-las?

      Nossos Superiores estão assumindo uma enorme responsabilidade. Eles estão embalando nossos católicos para dormir, um sono religioso – “Nós temos a verdadeira Missa, temos a Fé, temos priorados, somos membros da Igreja Católica... do que mais precisamos?” Sermões como esse impedem qualquer reação, não há engajamento nas batalhas da Mãe de Deus, nenhuma palavra de advertência contra os aparelhos eletrônicos de hoje. Eis como os católicos se tornam mornos.

      “Quando as crianças de Fátima foram obrigadas a olhar para o fogo do inferno, as suas orações, esforços e sacrifícios aumentaram acentuadamente. Nós, católicos do século XXI, já não precisamos de tal visão do Inferno, tal visão da condição catastrófica da política atual e da Igreja Católica? Muitos de nossos fiéis nem percebem que algo importante está sendo ocultado deles. Quando ouvem sermões desse tipo, ficam entusiasmados, elogiam os pregadores, são felizes como podem sê-lo. Infelizmente, é muito compreensível que os homens prefiram o que é leve e agradável ao que é duro e verdadeiro”.

      Kyrie Eleison.

terça-feira, 3 de abril de 2018

Comentários Eleison DLVIX (559) - Ressurreição da Igreja?

Por Dom Richard N. Williamson


31 de março de 2018


Depende de cada homem, para a Igreja ressuscitar verdadeiramente,
Fazer tudo o que está ao seu alcance em sua situação de vida presente.


      E o dia anterior à Páscoa deve ser um bom momento para refletir sobre como a Madre Igreja ressurgirá do estado atual que a aflige. Por nossa fé católica sabemos com absoluta certeza que ela ressuscitará, e que durará até o fim do mundo (Mt. 28, 20). Mas é um grande erro pensar que ressurgirá desta vez por meios humanos, porque aí se começa a acreditar, por exemplo, em meios humanos para ir em seu resgate, como por “discussões teológicas” ou negociações diplomáticas com seus atuais líderes no Vaticano.

      Assim, as discussões teológicas de 2009-2011 não levaram a lugar nenhum, motivo pelo qual não ouvimos quase nada sobre elas desde então, o que provou que o abismo doutrinal entre a Roma conciliar e a Tradição católica não pode ser superado. E as negociações diplomáticas podem levar no máximo à mera aparência de um resgate da Tradição, porque os romanos de hoje têm 2000 anos de experiência em diplomacia, e eles não querem a Tradição, porque ela é um sério obstáculo no caminho de sua Nova Ordem Mundial, onde Nosso Senhor Jesus Cristo não tem espaço para reinar. O problema é uma rejeição generalizada de Deus por parte da humanidade em geral, e por parte de seus próprios homens da Igreja em Roma em particular.

      Portanto, o problema não será resolvido por meios meramente humanos. Como o Cardeal Villot (1905-1979), um ex-secretário de Estado no Vaticano sob três Papas conciliares (1969-1979), admitiu em seu leito de morte, “humanamente, a Igreja está acabada”. E é uma falta de espírito sobrenatural, não sem certa arrogância, da parte dos atuais líderes da Fraternidade Sacerdotal São Pio X argumentar, como o fazem, que a Fraternidade tem de negociar algum acordo com os oficiais da Igreja em Roma porque não há outra solução para a crise da Igreja. Esses homens realmente acham que o Senhor Deus carece de meios para resgatar Sua Igreja? Eles realmente acham que o braço de Deus foi encurtado pela iniquidade dos homens? Aqui fala Seu profeta Isaías (59, 1-3):

      1. Eis que a mão do Senhor não se encolheu para não poder salvar; nem o seu ouvido ensurdeceu para não poder ouvir (as nossas súplicas). 2. Mas são as vossas iniquidades que puseram uma separação entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados são os que lhe fizeram esconder de vós a sua face, para não vos ouvir. 3. Porque as vossas mãos estão manchadas de sangue, e os vossos dedos, de iniquidades; os vossos lábios falaram mentira, e a vossa língua profere a iniquidade.

      As iniquidades do homem são o problema. E é possível que Deus não tenha a solução? Não. E é possível que Ele queira que os homens não tenham parte em Sua solução? Não. E é possível que o que Ele queira que façam para salvar Sua Igreja seja especialmente difícil ou complicado? Não. Mas é possível que isto requeira alguma humildade? Sim, porque “Deus resiste aos soberbos, e dá a sua graça aos humildes” (Tg. 4 ,6). E isso requer alguma fé? Certamente, porque “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb. 11 ,6). E há alguma chance de que Deus não tenha comunicado à humanidade, à beira de destruir-se a si mesma, que humildade significa que Ele quer que os homens confiem e peçam-Lhe que intervenha e os salve da destruição? Não existe essa possibilidade. Então, o que de fato Ele disse à humanidade para que Sua Igreja fosse capaz de ressuscitar?

      O que Ele disse foi por meio de Sua Mãe, em Fátima, em 1917, em Pontevedra, em 1925, e em Akita em 1973. Em Fátima: a Rússia deve ser consagrada ao Imaculado Coração de Maria pelo Papa com todos os Bispos católicos. Em Pontevedra: os católicos devem praticar a devoção dos Cinco Primeiros Sábados. Em Akita: os católicos devem rezar o Rosário pelo Papa, pelos Bispos, pelos sacerdotes.  São estes três pontos humildes? Sim. São sobrenaturais, requerem fé sobrenatural? Definitivamente. Algum deles é pedir muito, para que a Igreja ressuscite e para que a humanidade volte da beira da destruição? Definitivamente não. Então, que ninguém se queixe de que não haja nada que se possa fazer!

      Kyrie Eleison.

      Traduzido por Leticia Fantin.

domingo, 11 de março de 2018

Voz de Fátima, Voz de Deus - Nº 54

Mosteiro da Santa Cruz

10 de março de 2018


      Para aprofundarmo-nos cada vez mais na mensagem de Fátima, paremos para meditar algumas passagens das memórias da Irmã Lúcia como as que seguem:
      “Meus pais levavam uma vida dura e simples, mas calma e feliz” (Memória VI), “Um dia, eu vi chegar perto da porta um pobre. Eu entrei em casa e disse a meu pai: ‘Está aqui um pobre pedindo esmola’. Meu pai se levantou, foi à lareira e, com sua faca, cortou a corda de um chouriço. Pegando-o perguntou à minha mãe: ‘- Olhe! Posso dar isso a esse pobre? Isso não vai fazer falta? ’ Minha mãe respondeu: ‘ – Pode. O que damos aos pobres, nunca nos faz falta.’” (Memória V) “Cada dia, quando os sinos da igreja paroquial tocavam o Ângelus, meu pai parava o trabalho, com a cabeça descoberta, ele recitava três Ave Marias e voltava para casa.” (Memória VI).
      Que belos exemplos para serem imitados por nós!
      Referindo-se à segunda aparição do Anjo, a Irmã Lúcia diz:
      “As palavras do Anjo gravaram-se em nosso espírito como uma luz que nos fazia compreender quem é Deus,
quanto Ele nos ama,
quanto Ele quer ser amado por nós,
o valor do sacrifício,
quanto o sacrifício é agradável a Deus,
como Ele converte os pecadores em vista de nossos sacrifícios”( Memória IV)
      Coloquei separadamente essas frases para darmos a devida atenção a cada uma delas e, assim, procurar impregnar-nos das mesmas.
      E o Anjo indica um dos mais preciosos sacrifícios: “Sobretudo, aceitai e suportai com submissão os sofrimentos que o Senhor vos enviar”. (Memória IV).
      Nossa Senhora deseja iluminar-nos, assim, como um amor especial por Deus e pelo mistério da Santíssima Trindade: “E a luz que emana de Nossa Senhora é uma luz fortíssima, tão intensa, que, entrando em nossos corações e penetrando até o mais profundo de nossa alma, nos faz ver-nos a nós mesmos em Deus.” (cf. Memória IV)
    E para recebermos essa luz de Nossa Senhora não é necessária uma visão extraordinária como a dos pastorzinhos, mas é preciso um avanço sério na vida espiritual, que é um dever de todos nós.
E se fizermos isso, poderemos dizer com Francisco: “o que mais gostei foi ver Nosso Senhor nessa luz que Nossa Senhora nos colocou no peito. Amo tanto a Deus! Mas, Ele está tão triste, por causa de tantos pecados! Nós não devemos fazer nenhum pecado!” (Memória IV)
      Que Maria Santíssima nos ajude a alcançarmos essa graça!

Arsenius


U.I.O.G.D

quarta-feira, 7 de março de 2018

Voz de Fátima, Voz de Deus - Nº 53

Mosteiro da Santa Cruz

03 de março de 2018


“Vox túrturis audita est in terra nostra”     
(Cant. II, 12)


      “Por fim o Meu Imaculado Coração triunfará” (Nossa Senhora de Fátima, em Sua terceira aparição, em 13 de julho). E que significa esse triunfo de nossa boa Mãe do Céu, senão o triunfo do Seu Divino Filho? E que significa esse triunfo de Jesus, senão o Seu império, o Seu governo e a Sua dominação sobre todos os homens, tanto individualmente como organizados em sociedade, tanto internamente como em suas atividades externas, tanto em seus pensamentos como em suas palavras, tanto na intimidade de seus lares como em público, tanto em suas obras de arte como em suas publicações de leis civis, tanto em seu modo de estimar as coisas como de julgá-las?

      E se a Santa Igreja nada mais é que o Corpo Místico de Jesus, todos os homens, governantes e governados, desde o sumo governante que é o Papa até ao mais insignificante dos cidadãos, e todas as suas obras, realizadas em seu interior como as que realizam externamente, devem submeter-se aos ensinamentos e governo da Santa Igreja, que é a fiel transmissora da Revelação Divina e depositária da autoridade do seu Divino Fundador. E esse é o chamado Reino Social de Nosso Senhor Jesus Cristo.

      Quando isso se realizará? Não o sabemos. O que cabe a nós, na situação em que se encontra hoje o mundo, é de, no âmbito de nossa ação e no qual tivermos alguma influência, realizarmos esse ideal em nossas próprias pessoas e nas do próximo. E isso implica necessariamente uma oposição a quase tudo que se nos oferece ao nosso redor, pois a sociedade atual está impregnada até a medula de uma multidão de coisas que se opõem a Cristo Rei. Essa atitude certamente é constrangedora e nos faz sofrer, mas nos assimila, ainda que indignamente, às santas personagens que ficaram ao pé do Calvário, as quais, sós, deram mostra de fidelidade ao nosso Divino Salvador diante da turba que vociferava com ódio contra o seu grande, maior e verdadeiramente único Benfeitor.

      O que essa atitude nos valerá? Muitos incômodos e talvez até a vida presente, mas nos premiará com a eterna. E isso excede a todo preço.

      Que Nossa Senhora de Fátima nos alcance de Seu Divino Filho a graça de ficarmos ao lado Dela no Gólgota, de pé, como Ela.



Arsenius



U.I.O.G.D

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Comentários Eleison DXIX (519) - Fátima é Crucial II



Por Dom Richard N. Williamson
24 de junho de 2017


Os homens da Igreja fazem guerra a Fátima – baldamente.
Satanás será derrotado, novamente.


      Na semana passada, estes “Comentários” argumentaram que, se a Igreja e o mundo tivessem somente prestado atenção à grande mensagem de Nossa Senhora transmitida através das três crianças de Fátima, Portugal, em 1917, o mundo poderia ter sido poupado do desastre material da Segunda Guerra Mundial, e a Igreja poderia ter evitado o desastre espiritual muito maior do Concílio Vaticano II. Mas, em 1960, que foi o ano em que, o mais tardar, Nossa Senhora desejava que a terceira parte do Segredo dada às crianças em 1917 fosse revelada, ao invés disso, os clérigos a engavetaram, muito provavelmente porque condenava antecipadamente o desastroso Concílio pelo qual seus corações ansiavam. E, desde então, os mesmos clérigos conciliares fazem guerra à Fátima, para impedir que os condene.

      No entanto, os fiéis católicos sabiam da existência do “Terceiro Segredo”, e queriam saber o que dizia. Nos próximos 40 anos, alguns detalhes de seu conteúdo vazaram aqui e ali, e especialmente graças ao trabalho do padre Nicholas Gruner, a pressão para sua publicação aumentou. É por isso que, em 2000, os clérigos de Roma fizeram um esforço especial para enterrar Fátima de uma vez por todas. Como chefe da Congregação para a Doutrina da Fé, o Cardeal Ratzinger publicou um texto que ele afirmou ser o Terceiro Segredo de Fátima. Infelizmente, os especialistas de Fátima viram imediatamente sérias diferenças entre o texto do Cardeal e o que se sabia do verdadeiro Terceiro Segredo, esperado desde 1960. Eles suspeitaram que o verdadeiro Terceiro Segredo ainda estava trancado dentro do Vaticano.

      O que confirmou essa suspeita foi o fato de que, mais tarde, no mesmo ano de 2000, o mesmo Cardeal disse a um amigo pessoal (e um santo sacerdote), o Dr. Ingo Dollinger, que "o que publicamos não era todo o segredo. Nós agimos sob ordens”. Nos anos seguintes, o Dr. Dollinger contou a história da admissão do Cardeal para que muitos sacerdotes, seminaristas e leigos a ouvissem. Mais recentemente ele confirmou a história mais uma vez, e deu permissão para que ela fosse publicada em 16 de maio de 2016. Mas a verdade sobre o Terceiro Segredo não podia deixar-se sair. Confira onepeterfive.com/confirmation-father-dollingers-claim-cardinal-ratzinger-fatima. Dentro de dias (21 de maio), o Vaticano divulgou uma Declaração de Imprensa que citou o Papa Bento XVI, o ex-cardeal Ratzinger, dizendo que nunca falou com o Dr. Dollinger sobre Fátima, e que todo o Terceiro Segredo foi tornado público! Obviamente, a Roma Conciliar fará tudo para sufocar Fátima, mas Fátima não será sufocada.

      Em onepeterfive.com/chief-exorcist-father-amorth-padre-pio-knew-the-third-secret, na Internet, veja detalhes de uma entrevista dada em 2011 pelo famoso exorcista de Roma (mas não Conciliarista), o Padre Gabriele Amorth, que queria que a entrevista fosse divulgada somente após sua morte, o que aconteceu no ano passado. O Pe. Amorth conheceu o Padre Pio por 26 anos, e o entrevistador perguntou ao Pe. Amorth se, em uma conversa realizada com o Padre Pio em 1960, este relacionou o Terceiro Segredo à perda de fé na Igreja. Padre Pio respondeu com muita tristeza: "Sabe, Gabriele? É Satanás que foi introduzido no seio da Igreja, e dentro de muito pouco tempo virá a governar uma Igreja falsa”.

      Mais recentemente ainda, é o bravo Cardeal Burke que está entrando na briga em nome de Nossa Senhora de Fátima. Ele é um dos quatro cardeais que, no início deste ano, levantou sérias objeções ao documento papal Amoris Laetitia, sobre o casamento e a família. No dia 19 de maio, durante uma reunião do Fórum da Vida Romana, em Roma, ele fez um apelo aos católicos para que "trabalhem para a consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria". Ele admitiu que João Paulo II fez uma consagração do mundo em 1984, mas, "mais uma vez, ouvimos o chamado de Nossa Senhora de Fátima para consagrar a Rússia ao seu Imaculado Coração, de acordo com suas instruções explícitas”. O Cardeal está certo. Que ele pelo menos nunca seja obrigado a engolir suas palavras!

      Kyrie eleison.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Comentários Eleison DXVIII (518) - Fátima Crucial I

Por Dom Richard N. Williamson
Tradução: Borboletas ao Luar

17 de junho de 2017

O mundo está fora dos eixos – ó ódio maldito?
Obedeça a Mãe de Deus. E então a escuridão há de tornar-se luz.

Ainda há católicos que não conseguem entender a importância das Aparições e Mensagens de Nossa Senhora para os três pastorinhos em Fátima, Portugal, em 1917, juntamente com as sucessivas aparições e as mensagens dadas a uma delas, a Irmã Lúcia, durante os anos que se seguiram. Já a própria Igreja em Portugal em 1931 deu sua aprovação oficial à intervenção de Nossa Senhora, e nessas Mensagens é a própria Nossa Senhora quem dá a elas sua grande importância. Aqui está o texto da segunda parte do Segredo de Fátima, que cai diretamente sob a aprovação oficial da Igreja. É bem conhecido por muitos católicos, mas todos os homens vivos precisam entender sua importância, como se destaca nas palavras em negrito:

Para salvá-los [os pobres pecadores que estão no caminho do inferno], Deus deseja estabelecer no mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração. Se o que eu vos digo for feito, muitas almas se salvarão e haverá paz. A guerra vai acabar. Mas se as pessoas não cessarem de ofender a Deus, uma guerra pior acontecerá durante o reinado de Pio XI. Quando virdes uma noite iluminada por uma luz desconhecida, sabeis que este é o grande sinal dado por Deus de que Ele está prestes a castigar o mundo por seus crimes por meio da guerra, da fome e das perseguições contra a Igreja e contra o Santo Padre. Para evitar tudo isso, venho pedir a consagração da Rússia ao Meu Imaculado Coração e a Comunhão de Reparação nos Primeiros Sábados. Se os meus pedidos forem atendidos, a Rússia será convertida e haverá paz; Se não, ela espalhará seus erros por todo o mundo, causando guerras e perseguições contra a Igreja. Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas. . . . . . . . . No final, o Meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrará a Rússia a mim, e ela se converterá, e um período de paz será concedido ao mundo.

Nossa Senhora estava falando aqui em 1917. "A guerra" mencionada na linha 3 foi a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), e "a guerra pior" foi a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o que não aconteceria se todos os católicos no mundo, começando pelo Papa, ouvissem Nossa Senhora de Fátima. "Para evitar tudo isso", como prometeu em 1917, ela veio novamente à Irmã Lúcia em 1929 para pedir a Consagração da Rússia. Ainda assim os católicos em geral e os homens da Igreja em particular deram-lhe pouca atenção. Como resultado, a "luz desconhecida" profetizada em 1917 por Nossa Senhora, citada a partir da linha 4 do parágrafo anterior, ocorreu como um extraordinário brilho vermelho no céu de toda a Europa na noite de 25 de janeiro de 1938, e em setembro de 1939 explodiu totalmente a Segunda Guerra Mundial, com seus 66 milhões de mortos.

Então, Fátima não era importante? Quando poderia ter nos salvado da Segunda Guerra Mundial? Mas ainda mais importante foi como Fátima poderia ter nos salvado do Concílio Vaticano II (1962-1965), e ainda poderia, em 2017, salvar-nos das consequências devastadoras desse Concílio se apenas um número suficiente de católicos despertasse e fizesse o que Nossa Senhora pediu.

Nos pontos da citação acima entre "aniquiladas" e "no final" foi enquadrado no segredo original o que veio a ser conhecido como o "Terceiro Segredo" de Fátima, na verdade a terceira parte de um Segredo único. Nossa Senhora disse que este texto deveria ser revelado no mais tardar em 1960, se a Irmã Lúcia não morresse antes disso. Mas ainda não foi publicado, quase certamente porque contém a condenação do Céu à essência do então próximo Concílio. Assim, os homens da Igreja cegos, colocados em seu projeto favorito, ousaram proclamar que Nossa Senhora tinha dito que a partir de 1960 ele poderia ser publicado: uma mentira perversa. Assim, Fátima poderia ter salvado da impiedade do homem do século XX não só o mundo, mas também a Igreja, se apenas os homens da Igreja tivessem ouvido. Fátima continua sem importância?

Caros leitores, rezem o Santo Rosário e pratiquem a Devoção dos Primeiros Sábados, como pediu Nossa Senhora de Fátima. É quando um número suficiente de nós a escutar que a Igreja e o mundo começarão a mudar.


Kyrie eleison.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Voz de Fátima, Voz de Deus - Nº 10


Mosteiro da Santa Cruz

8 de abril de 2017

“Vox túrturis audita est in terra nostra”

(Cant. II, 12)



     Dom Lefebvre, no seu sermão de 29 de junho de 1987, dizia:

      “Rezemos à Santíssima Virgem. Nós vamos a Fátima no dia 22 de agosto para pedir a Nossa Senhora de Fátima que nos ajude. Não quiseram revelar seu segredo. Esconderam a mensagem da Virgem Maria. Esta mensagem devia sem dúvida impedir o que se passa hoje. Se sua mensagem tivesse sido conhecida, é provável que nós não estaríamos na situação em que estamos e que Roma não estaria como está hoje.

     Os papas recusaram a publicação desta mensagem da Virgem Maria. Então as punições anunciadas por Maria chegaram. A apostasia anunciada pela Escritura se realiza. Então, diante desta situação inteiramente excepcional, nós devemos também tomar medidas excepcionais.”


     Eis aí, em poucas palavras, as razões das sagrações de 1988 e também da sagração que deve se realizar no dia 11 de maio deste ano, em Virgínia, nos Estados Unidos.

     Dom Lefebvre havia anunciado as sagrações em 1987, mas ele as adiou até 1988 para escutar as propostas de Roma, mas ele teve que se render à evidência: a Roma conciliar persiste em trabalhar na direção aposta à da Roma eterna. Eis porque ele não quis fazer acordos com João Paulo II. É preciso esperar a volta da Tradição à Roma. Rezemos nessa intenção todos os dias.


+ Tomás de Aquino OSB