Mostrando postagens com marcador Fátima. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fátima. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 7 de março de 2018

Voz de Fátima, Voz de Deus - Nº 53

Mosteiro da Santa Cruz

03 de março de 2018


“Vox túrturis audita est in terra nostra”     
(Cant. II, 12)


      “Por fim o Meu Imaculado Coração triunfará” (Nossa Senhora de Fátima, em Sua terceira aparição, em 13 de julho). E que significa esse triunfo de nossa boa Mãe do Céu, senão o triunfo do Seu Divino Filho? E que significa esse triunfo de Jesus, senão o Seu império, o Seu governo e a Sua dominação sobre todos os homens, tanto individualmente como organizados em sociedade, tanto internamente como em suas atividades externas, tanto em seus pensamentos como em suas palavras, tanto na intimidade de seus lares como em público, tanto em suas obras de arte como em suas publicações de leis civis, tanto em seu modo de estimar as coisas como de julgá-las?

      E se a Santa Igreja nada mais é que o Corpo Místico de Jesus, todos os homens, governantes e governados, desde o sumo governante que é o Papa até ao mais insignificante dos cidadãos, e todas as suas obras, realizadas em seu interior como as que realizam externamente, devem submeter-se aos ensinamentos e governo da Santa Igreja, que é a fiel transmissora da Revelação Divina e depositária da autoridade do seu Divino Fundador. E esse é o chamado Reino Social de Nosso Senhor Jesus Cristo.

      Quando isso se realizará? Não o sabemos. O que cabe a nós, na situação em que se encontra hoje o mundo, é de, no âmbito de nossa ação e no qual tivermos alguma influência, realizarmos esse ideal em nossas próprias pessoas e nas do próximo. E isso implica necessariamente uma oposição a quase tudo que se nos oferece ao nosso redor, pois a sociedade atual está impregnada até a medula de uma multidão de coisas que se opõem a Cristo Rei. Essa atitude certamente é constrangedora e nos faz sofrer, mas nos assimila, ainda que indignamente, às santas personagens que ficaram ao pé do Calvário, as quais, sós, deram mostra de fidelidade ao nosso Divino Salvador diante da turba que vociferava com ódio contra o seu grande, maior e verdadeiramente único Benfeitor.

      O que essa atitude nos valerá? Muitos incômodos e talvez até a vida presente, mas nos premiará com a eterna. E isso excede a todo preço.

      Que Nossa Senhora de Fátima nos alcance de Seu Divino Filho a graça de ficarmos ao lado Dela no Gólgota, de pé, como Ela.



Arsenius



U.I.O.G.D

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Voz de Fátima, Voz de Deus - Nº 10


Mosteiro da Santa Cruz

8 de abril de 2017

“Vox túrturis audita est in terra nostra”

(Cant. II, 12)



     Dom Lefebvre, no seu sermão de 29 de junho de 1987, dizia:

      “Rezemos à Santíssima Virgem. Nós vamos a Fátima no dia 22 de agosto para pedir a Nossa Senhora de Fátima que nos ajude. Não quiseram revelar seu segredo. Esconderam a mensagem da Virgem Maria. Esta mensagem devia sem dúvida impedir o que se passa hoje. Se sua mensagem tivesse sido conhecida, é provável que nós não estaríamos na situação em que estamos e que Roma não estaria como está hoje.

     Os papas recusaram a publicação desta mensagem da Virgem Maria. Então as punições anunciadas por Maria chegaram. A apostasia anunciada pela Escritura se realiza. Então, diante desta situação inteiramente excepcional, nós devemos também tomar medidas excepcionais.”


     Eis aí, em poucas palavras, as razões das sagrações de 1988 e também da sagração que deve se realizar no dia 11 de maio deste ano, em Virgínia, nos Estados Unidos.

     Dom Lefebvre havia anunciado as sagrações em 1987, mas ele as adiou até 1988 para escutar as propostas de Roma, mas ele teve que se render à evidência: a Roma conciliar persiste em trabalhar na direção aposta à da Roma eterna. Eis porque ele não quis fazer acordos com João Paulo II. É preciso esperar a volta da Tradição à Roma. Rezemos nessa intenção todos os dias.


+ Tomás de Aquino OSB

segunda-feira, 13 de março de 2017

Voz de Fátima, Voz de Deus - Nº 6


11 de março de 2017

“Vox túrturis audita est in terra nostra”

(Cant. II, 12)

O Apocalipse nos apresenta os fatos que sucederão quando o Anticristo aparecer.

Dom Emmanuel, abade beneditino do século XIX e pároco da aldeia de Mesnil-Saint-Loup, nos descreve em temos proféticos o esforço de sedução que precederá e acompanhará a vinda do homem de pecado, que fará prestar a si mesmo as honras devidas a Deus. Para angariar discípulos, o Anticristo não poupará esforços para se ver aceito por adeptos de toda sorte de falsas religiões e procurará conquistar mesmo os católicos. Escutemos o que ele nos diz:

“É muito crível também que o Anticristo disporá, para subir, de todos os partidários das falsas religiões. Ele se anunciará como cheio de respeito pela liberdade de cultos, uma das máximas e uma das mentiras da besta revolucionária. Dirá aos budistas que é um Buda; aos muçulmanos, que Maomé é um grande profeta. Nada impede que o mundo muçulmano aceite o falso messias dos judeus como um novo Maomé.

O que sabemos? Talvez irá até dizer, em sua hipocrisia, como Herodes seu precursor, que quer adorar Jesus Cristo. Mas isso não passará de uma zombaria amarga. Malditos os cristãos que suportam sem indignação que seu adorável Salvador seja posto lado a lado com Buda e Maomé, em não sei que panteão de falsos deuses!”

Quem não reconhece nesta descrição profética o ecumenismo inspirado pelo Concílio Vaticano II?

Mas haverá algum ecumenismo superior, uma unidade transcendente das religiões, onde as religiões estariam unificadas “pelo topo”, como diz Olavo de Carvalho?

Não, de modo algum. Religião, ou seja, conjunto de verdades e de preceitos pelos quais nossa vida é ordenada a Deus, só existe uma. É a religião católica, com exclusão de todas as outras.

Com a graça de Deus, voltaremos ao assunto num próximo número.

+ Tomás de Aquino OSB

terça-feira, 7 de março de 2017

Voz de Fátima, Voz de Deus - Nº 5

4 de março de 2017

“Vox túrturis audita est in terra nostra”

(Cant. II, 12)

Em Fátima Nossa Senhora fala de política ao falar da Rússia, pois foi a política soviética que foi a causa das guerras, fomes e perseguições anunciadas em Fátima.

Mas falar de política convém a Nossa Senhora? Não é necessário separar política e religião, Igreja e Estado, cada qual na sua esfera própria sem interferirem nos assuntos um do outro?

Grave erro seria pensar assim. Os inimigos da Igreja procuram difundir este modo de pensar, pois eles querem separar as nações católicas do seio da Igreja. Os católicos não se dão bem conta de que as nações católicas estão unidas à Igreja como o corpo está unido à alma. Igreja e Estado formam uma só realidade, da qual Nosso Senhor Jesus Cristo é a cabeça e os Estados, os membros. A Igreja é a alma. O Estado é o corpo.

A maçonaria sabia o que fazia quando declarou guerra às monarquias católicas herdadas da Idade Média, época em que os Santos Evangelhos eram a lei do mundo civilizado através desta união entre a Igreja e o Estado.

Hoje esta união está rompida e o corpo da sociedade, separado de sua alma, torna-se cada dia mais semelhante a um cadáver exalando o cheiro da morte.

Que o mundo volte ao seu Redentor por intercessão da Medianeira de todas as graças, a cujo Imaculado Coração a Rússia deve ser consagrada pelo Santo Padre em união com todos os Bispos e assim voltar ao redil da Igreja para que o mundo tenha um tempo de paz.

+ Tomás de Aquino OSB

sexta-feira, 3 de março de 2017

Voz de Fátima, Voz de Deus - Nº 4

Por Mosteiro da Santa Cruz
25 de fevereiro de 2017

“Vox túrturis audita est in terra nostra”

(Cant. II, 12)

Mesmo crendo que o texto da terceira parte do Segredo de Fátima não foi devidamente ou inteiramente ou de modo nenhum revelado pelo Vaticano, temos sérias razões para pensar que ele trata da apostasia atual.

Ora desde há muito tempo vemos o mundo católico traído por parte de sua hierarquia. Um artigo de Gustavo Corção (publicado em “Diário de Notícias”, de 20 de outubro 1967) já denunciava esta traição. Deixemos a palavra ao ilustre escritor:

“Tenho diante dos olhos um programa que anuncia: COMEMORAÇÃO DA REFORMA LUTERANA em fins deste mês. E quem é que quer comemorar os 450 anos de luteranismo? Os católicos. Aconselhados por quem? Pela hierarquia eclesiástica desta cidade do Rio de Janeiro. Sim senhores: os católicos querem COMEMORAR a data que foi um desastre para a Igreja e para a Civilização. Em nome de quê? Dizem que em nome do ecumenismo (…) E aqui está a consciência católica mais uma vez afligida, mais uma vez aturdida diante de novidades tolas que surgem por toda a parte como se já não existisse autoridade na Igreja. Disse autoridade? Não, digo como se já não existisse Igreja.”

Festejaram no Rio os 450 anos da Reforma, apesar dos protestos do pequeno grupo de fiéis que, com Gustavo Corção, tentavam, com sucesso, permanecer católicos, mas que tentavam, sem sucesso, abrir os olhos da hierarquia e impedir mais um ultraje lançado ao rosto de nossa Mãe a Santa Igreja. Hoje, festejam-se os 500 anos não só no Rio mas em Roma. Não tenho todos os detalhes dos atos e ditos do Papa Francisco a esse respeito, mas tenho na memória que ao longo destes 50 últimos anos os inimigos da Igreja se fartaram em exaltar hereges e em humilhar Dom Lefebvre, Dom Antõnio de Castro Mayer, sem falar de São Pio X e todos os pontífices, os quais não são senão os enviados d’Aquele que disse: “Quem vos despreza, a mim despreza.”

E a autoridade da Igreja? E a Igreja? Onde estão? Estão em parte ocupadas por cruéis inimigos e em parte por cegos que não sabem o que fazem.

Vigilemos e oremos, pois esta é a hora das trevas. A Igreja está em agonia como seu divino Esposo. Vigiemos com ela nesta hora.

+ Tomás de Aquino OSB

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Voz de Fátima, Voz de Deus - Nº 3

Por Mosteiro da Santa Cruz



VOZ DE FÁTIMA, VOZ DE DEUS
18 de fevereiro de 2017
“Vox túrturis audita est in terra nostra”

(Cant. II, 12)


Em outubro de 1943 Dom José Correia da Silva, Bispo de Leiria, provavelmente encorajado pelo Cônego Galamba, dá ordem formal a Lúcia de escrever a terceira parte do segredo revelado por Nossa Senhora no dia 17 de julho de 1917.

Curiosamente, Lúcia sente uma agonia mortal a pôr por escrito esta terceira parte do segredo. Várias vezes ela quis obedecer e se sentou para escrever sem poder fazê-lo. Tendo recebido esta ordem em outubro de 1943, ela não a havia cumprido ainda em 24 de dezembro do mesmo ano. “Este fenômeno (ou seja, esta dificuldade) não é natural”, escreve ela a um prelado.

Antes da aparição de 17 de julho de 1917, Lúcia também tinha sentido uma agonia mortal, a agonia da dúvida. Deus permitira que o demônio introduzisse a dúvida no coração de Lúcia; dúvida sobre as aparições de Nossa Senhora. Ela havia desistido de ir à Cova da Iria. Na última hora a dúvida desapareceu e ela foi com seus primos Francisco e Jacinta.

Agora, em 1943, algo semelhante parece se reproduzir. Deus permitia assim ao demônio tentar abafar esta terceira parte do segredo? Isto nos indica a importância do conteúdo do segredo, como antes da Paixão Deus permitiu a agonia no Horto da Oliveiras.

Enfim, por volta de janeiro de 1944, ela consegue pôr por escrito a importante comunicação.

“Eu escrevi o que vós me pedistes, escreve ela ao Bispo de Leiria, Deus quis me provar um pouco; era bem a sua vontade; (o texto) está selado numa carta e esta está dentro dos cadernos” (Carta de 9 de janeiro de 1944).

É este segredo que até hoje não foi revelado. Ele foi levado ao Vaticano e Pio XII poderia tê-lo lido, mas não o fez. João XXIII o leu, mas não o divulgou. E no entanto, a partir de 1960, ele seria mais fácil de ser compreendido.

Trata ele do Vaticano II? É provável. O Céu falou, o Céu espera e os males aumentam, porque não se dá atenção aos pedidos do Imaculado Coração. A Rússia não foi consagrada ao Imaculado Coração da maneira pedida por Nossa Senhora e o terceiro segredo continua oculto, ou seja, ninguém dá atenção à “vox túrturis” que se fez ouvir em nossa terra.

Que nós, ao menos, rezemos e sacrifiquemo-nos. Os Corações de Jesus e Maria estão atentos a nossas orações e esperam que prestemos atenção aos seus pedidos e os ponhamos em execução.



+ Tomás de Aquino OSB

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Voz de Fátima, Voz de Deus - Nº 2


VOZ DE FÁTIMA, VOZ DE DEUS
Nº2

11 de fevereiro de 2017

“Vox túrturis audita est in terra nostra”

(Cant. II, 12)



O Terceiro Segredo e o Concílio

Os que estudam seriamente Fátima sabem que a chamada “revelação do Terceiro Segredo” é uma falácia.

Entre vários argumentos em abono do que digo há um ao qual gostaria de me referir e que, infelizmente, é pouco falado: a causa por que os Papas desde João XXIII até Francisco negaram-se a revelá-lo.

Indaguemo-nos com toda simplicidade qual seria o conteúdo ali existente que faria calá-los tão teimosamente.

Qual é a “pupila dos olhos” desses Papas? Acaso não é, com toda a evidência, o Concílio Vaticano II? Sim, caro leitor, é isso que quero dizer: estou pessoalmente convencido de que no Terceiro Segredo há a “palavra mágica” “Concílio”. E certamente ela figura aí não em termos elogiosos, mas como sendo a causa da “desorientação diabólica”¹ na qual vivemos; esse Concílio, no entanto, é considerado pelos ditos Papas como a “primavera da Igreja” (e ai daquele que o contestar! Mesmo que seja a Mãe de Deus!!!)

Saiba também o leitor que essa minha convicção pessoal não é gratuita nem sem fundamento.

Aduzo em seu favor dois testemunhos de duas pessoas de grande peso: o Cardeal Oddi e a Irmã Lúcia.

O Cardeal Oddi disse: “Conforme me é conhecido, está escrito que aproximadamente em 1960 o Papa teria convocado o Concílio do qual, contrariamente ao que se esperava, teria derivado tantas dificuldade para a Igreja”.² Com as palavras “conforme me é conhecido”, com toda segurança poderíamos acrescentar às mesmas: “pelo que soube junto aos que leram o Segredo”.

A Ir. Lúcia, respondendo às perguntas que lhe fizeram se o Segredo tinha a ver com o Concílio e suas consequências, ela respondeu “Não posso dizer – não posso falar” “Eu li alguns documentos do Concílio, mas não os li todos” “Eu li sobre alguns problemas, mas não li tudo”.³ Respostas evasivas de quem não quer dizer o que foi perguntado. Por que não o faria? Se a resposta fosse “não” seria muito simples de o fazer. Mas se a resposta fosse “sim” ela estaria diante de dois problemas: 1) Ela não poderia desobedecer àqueles que tinham autoridade sobre ela, os quais com toda verossimilhança eram acérrimos defensores do Vaticano II e tê-la-iam proibido de o dizer; 2) Ela poderia não poderia mentir. Daí as suas respostas tipicamente escapatórias.

Quão bom seria se todos os católicos estivessem convictos da realidade da tese que defendo! Por respeito e obediência às palavras de Nossa Senhora rejeitariam o Vaticano II e as reformas pós-conciliares e voltariam ao que a Igreja sempre ensinou antes do Concílio e adeririam à Tradição bimilenar.

Queira Deus que assim o seja com a contribuição deste modesto artigo.


1- Palavras da Ir. Lúcia, citadas em “Fátima joie intime événement mondial”, pág. 409.
2- 30 Giorni, novembro de 1990.
3- Cf. Controverses, abril de 1995.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Voz de Fátima, Voz de Deus – nº 1

Por MOSTEIRO DA SANTA CRUZ
A VOZ DE FÁTIMA

“Vox túrturis audita est in terra nostra” (Cant. II, 12)

FEVEREIRO – 2017

Nº 1

Começamos este primeiro número desta modesta publicação realizada em honra do Imaculado Coração de Maria, do qual nós esperamos a salvação de nosso país, de nossas almas e do mundo inteiro. O que Nossa Senhora realizou em Portugal no século XX, preservando-o durante meio século do comunismo, da maçonaria e do modernismo, ela realizará também em nossa pátria e no mundo inteiro se nós nos consagrarmos ao seu Imaculado Coração e se obedecermos aos seus pedidos de não ofender mais a Deus Nosso Senhor já tão ofendido e de fazermos reparação pelas ofensas das quais Ele é objeto assim como Sua Mãe Santíssima.

Que cada um de nós responda com amor aos pedidos de Nossa Senhora de Fátima, consciente de que o Rosário e a devoção ao Imaculado Coração de Maria são os últimos recursos dados ao mundo para sua salvação.

Portugal em 1917 estava no mais profundo caos político e econômico e, além disto, os seminários estavam quase vazios, muitos bispos exilados, a maçonaria mantendo o país sob seu domínio.

O governo havia rompido a união entre o Estado português e a Igreja em 1911. São Pio X reagira fortemente, declarando nula e sem valor esta iníqua decisão governamental.

Alguns anos antes, em 1908, o rei D. Carlos e seu filho haviam sido assassinados e a responsabilidade do governo recaíra sobre Dom Manoel, de 18 anos, o qual não pôde impedir a proclamação da república em 1910, tendo de fugir do país.

Quem poderia salvar Portugal? Nossa Senhora! Aparecendo a três pastorinhos na Cova da Iria, ela mudou os rumos de Portugal e ela fará o mesmo no mundo se nós a ouvirmos.

Poucos anos depois, um governo católico restituiu a Portugal sua alma e Nossa Senhora protegeu a nação portuguesa do comunismo assim como da II Guerra Mundial, como afirmou Pio XII em 1946.

Sejamos pois cruzados de Fátima neste centenário de suas aparições na Cova da Iria. Estudemos, propaguemos e vivamos de sua mensagem que se resume em amar a Deus Nosso Senhor e em impedir por todos os meios os pecados com os quais os homens ferem o Seu divino Coração e o de Sua Mãe Santíssima, de cuja intercessão nós esperamos a salvação de nossa pátria, a de nossas almas, a do mundo inteiro e a da Igreja, ocupada por seus mais cruéis inimigos que, no entanto, serão vencidos por aquela da qual a Santa Liturgia diz que ela venceu todas as heresias.

domingo, 21 de junho de 2015

Comentários Eleison CDXIV (414) - Fátima Invertida?

Por Dom Richard Williamson
Tradução: Andrea Patrícia (blogue Borboletas ao Luar)

20 de junho de 2015


Já não tem a Consagração da Rússia validade?
Ela é indispensável, ainda que seja tarde.

            Quando Nossa Senhora apareceu para a Irmã Lúcia em Tuy, na Espanha, no dia 13 de junho de 1929, para pedir pela Consagração da Rússia ao seu Imaculado Coração, isto fazia perfeitamente sentido, porque desde que a Revolução Russa estourou em outubro de 1917, a Rússia vinha perseguindo a Igreja e agindo como o principal instrumento do Comunismo para espalhar seus erros mortais pelo mundo. Contudo, a Rússia está agora a desempenhar um papel diferente no cenário dos assuntos internacionais, que faz com que muitos católicos estejam a se perguntar se aquela Consagração ainda é necessária. Será que ela não foi superada pelos acontecimentos?
           
            É verdade que com a queda do Muro de Berlin em 1989, o povo russo começou a repudiar o Comunismo ateu sob o qual ele tanto sofreu durante setenta anos, e desde então não parou de evoluir em direção a Deus ao invés de afastar-se Dele. Tem liderado esta evolução o Primeiro Ministro ou Presidente da Rússia desde 1999, Vladimir Putin (nascido em 1952), que com seu exemplo pessoal e com sua liderança pública tem feito tudo o que pode para promover o verdadeiro ressurgimento da religião cristã ortodoxa dentro da Rússia. Alguns observadores ainda duvidam da sinceridade de Putin, mas os frutos estão aí: milhares de igrejas e catedrais reconstruídas por toda a Rússia, e a moralidade defendida; enquanto que, fora da Rússia, ele já retardou mais de uma vez a deflagração da Terceira Guerra Mundial ao enganar os delinquentes políticos ocidentais, fantoches da ímpia Nova Ordem Mundial que se esforçam para que ela triunfe.

            Pode-se então dizer que a Rússia hoje não precisa mais ser convertida? Não, porque o Cristianismo Ortodoxo ainda não é Catolicismo, e porque o Comunismo tem, pelo que se diz, deixado sua marca na moral do povo russo, por exemplo, na ainda difundida prática do aborto. Mas o que se pode seguramente dizer é que pelo atual ressurgimento religioso na Rússia, testemunhado há muitos anos pelos visitantes ocidentais, Nossa Senhora está preparando a completa conversão daquela nação, e ainda que essa completa conversão possa não ser mais necessária para pôr um fim ao comunismo russo, no século XXI ela se faz ainda mais necessária para vencer o Globalismo mundial. Vamos especular sobre como isto poderia acontecer.

             Para quebrar o cerco agressivo estruturado por bases militares de uma tal potência ocidental que se permitiu ser instrumentalizada pelos maus Mestres do Globalismo, a Rússia, o aparente mas não o verdadeiro agressor (os dois não são sempre o mesmo), invade e conquista a Europa completamente corrompida pelo materialismo ateísta. Sob a pressão da guerra e da ocupação, o Papa finalmente realiza a Consagração da Rússia, conforme pedido por Nossa Senhora em Fátima, e dá-se início à completa conversão miraculosa, mas não para a pútrida religião da Roma conciliar, e sim para um Catolicismo totalmente novo (e totalmente velho) (Mt 13, 52), no qual toda a Verdade da Roma Eterna e do outrora fiel Ocidente é revitalizada pelo frescor religioso dos russos pós-comunistas, que se valem de tudo o que há de mais verdadeiro e de melhor em suas próprias tradições orientais.

            Está-se a priorizar o desejo em detrimento da realidade? Os detalhes aqui costurados a partir das profecias, e mesmo as linhas gerais da especulação podem estar errados, mas de qualquer forma, algum milagre será feito por Nossa Senhora para limpar o Oriente de seus erros e o Ocidente de sua corrupção, de modo que a Igreja possa novamente respirar com ambos os pulmões, e para que assim sobrevenha o “período de paz para o mundo” que ela prometeu em Fátima. Em todo caso, os crentes clamarão com São Paulo: “Ó profundidade das riquezas da sabedoria e da ciência de Deus; quão incompreensíveis são os seus juízos e imperscrutáveis os seus caminhos!” (Rm 11, 33). Se nós estamos entre os sobreviventes, devemos nos maravilhar com as obras de Deus e de sua Mãe Santíssima.


Kyrie eleison.

domingo, 3 de maio de 2015

Carta do Pe. Gruner de 12 de março de 2015

Tradução: Cristoph Klug

E naqueles dias veio João o Batista pregando no deserto da Judeia” (Mt III, 1)

Quinta, 12 de março de 2015
Festa de São Gregório Magno.

Estimado...,

Retornei recentemente de Roma, aonde fui para assistir a instalação dos novos cardeais em fevereiro. Mas enquanto estive ali, aconteceu algo inesperado – algo que fez tremer minha alma! – algo que não esperava.

Falei com o Pe. Gabriele Amorth, o mais famoso exorcista vivo. Suas palavras me abalaram como jamais outra coisa me abalou antes!

O Pe. Amorth disse-me que temos POUCO TEMPO antes que os castigos profetizados por Nossa Senhora de Fátima comecem a destruir nosso mundo de formas que dificilmente podemos imaginar!

QUANTO TEMPO? MENOS DE 8 MESES!

O Pe. Gabriele Amorth disse-me que a menos que a consagração da Rússia seja feita COMO PEDIU NOSSA SENHORA, em fins de outubro de 2015 as obscuras profecias de Fátima poderiam se cumprir a qualquer momento.

Por quê o Pe. Gabriele Amorth me contou isso? Para que o Apostolado de Nossa Senhora levante sua voz – como nunca antes.

PARA GRITAR A MENSAGEM DE FÁTIMA DESDE OS TELHADOS!

E para fazê-lo, devemos nos levantar juntos. Devemos ordenar todos os nossos recursos, todas as nossas forças e DESPERTAR O MUNDO DE SEU SONAMBULISMO SOBRE SEU TERRÍVEL DESTINO!

Não há acidentes. Tudo é Providência. O Pe. Amorth é ainda, com seus 85 anos, o chefe exorcista de Roma. Ele realizou dezenas de milhares de exorcismos e escreveu vários livros sobre este assunto. Foi o sucessor escolhido pelo Pe. Cándido, seu predecessor com fama de santidade, o qual tinha dons espirituais. O Pe. Amorth sabe que estamos na última batalha com Satanás e que seu tempo é curto.

Eu me encontrei e falei com o Pe. Amorth muitas vezes no decorrer dos anos. Esta é a primeira vez que me disse de forma direta quanto tempo nos resta – exatamente – antes que os castigos do mundo comecem.

Em Sua amante misericórdia, Nosso Senhor já deu à nossa geração muitas oportunidades para abandonar a maldade e a mentira antes de que levemos a cabo nossa própria destruição

ANTES QUE ELE CASTIGUE, NOSSO SENHOR SEMPRE NOS PREVINE POR MEIO DAS PALAVRAS DE SEUS PROFETA E SANTOS!

No deserto espiritual de nosso tempo, Nosso Senhor nos enviou UMA ADVERTÊNCIA URGENTE por parte de quem está exaltada nos Céus mais que o próprio João Batista.

Quão importante é a Mensagem de Fátima?

NOSSO SENHOR ESCOLHEU SUA MÃE PARA DAR-NOS A MENSAGEM DE FÁTIMA!

Mantenhamos este fato diante de nós quando consideramos esta mensagem! É A MÃE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO QUEM NOS FALOU EM FÁTIMA! Nosso Senhor haveria enviado a Sua Mãe se a mensagem não fosse de maior importância?

Pode Nosso Senhor, que ama e honra a Sua Mãe acima de todas as criaturas, estar contente pela maneira como Sua Mensagem foi recebida pela Sua Igreja? Por seus ministros? Imaginem como se sentiriam vocês se fosse sua mãe a que é desonrada, menosprezada, e até insultada.

A IRA DE DEUS É GRANDE, E AUMENTOU! E CADA DIA QUE AS PALAVRAS DE NOSSA SENHORA SÃO IGNORADAS APROXIMA-SE DE NÓS O TERRÍVEL CASTIGO. ALÉM DA IMAGINAÇÃO!

Verdadeiramente que os líderes da Igreja, ao desobedecer a Nossa Senhora de consagrar a Rússia ao Seu Imaculado Coração, colocaram o mundo e milhões de almas em perigo.

DEVEMOS ADVERTIR O MUNDO!

As palavras do Pe. Amorth devem ressoar em nossos corações. Devemos agir agora. O relógio não se detém!

Seu em Jesus, Maria e José,

Pe. Nicholas Gruner
Fatima Center
Servants of Jesus and Mary
17000 State Route 30
Constable, NY 12926-9989

*
PE. KRAMER SOBRE A MORTE DO PE. GRUNER

A máfia curial em Roma seguramente está feliz pelo fim de seu nêmesis, o Pe. Nicholas Gruner. Não deveriam estar felizes, mas atemorizados e apreensivos se entenderam o plano providencial da sabedoria divina; sua “alegria transformou-se em luto” (Br IV, 34). Deus retirou seu Mensageiro de Nossa Senhora – o “tempus acceptabile” (2 Co II), em que Deus deu o “dies salutis”, isto é, o tempo de oportunidade para arrependimento, terminou. O mensageiro da penitência e da reconciliação foi retirado, o “tempus acceptabile” será seguido do “dies irae” – o “grande e terrível dia do Senhor” (magnus enim dies Dominiet terribilis valde et quis sustinebit eum – Joel II, 11) “E o Senhor dará sua ordem diante de seu exército; porque muito grandes são seus batalhões; forte é o que executa sua ordem; porque grande é o dia do Senhor. e muito terrível; e quem o poderá suportar?”


terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Comentários Eleison CXII (112) - A Conversão da Rússia

Por Monsenhor Richard Williamson
Tradução: Cristoph Klug


29 de agosto de 2009 

Um renascimento religioso que parece estar ocorrendo na Rússia pode sugerir que, com a conversão de Fátima, ajudará a salvar a Igreja Ocidental. 

Um surpreendente, porém viável plano do Céu para o mundo de hoje pode supor-se caso a Cristandade Ortodoxa esteja revivendo dentro da Rússia, de acordo com o que um russo me comentou há alguns dias em Londres. Sua percepção corresponde à impressão que trouxe consigo da Rússia um amigo americano que visitou São Petersburgo faz alguns anos – o russo médio tem, ao contrário do Ocidente desgastado espiritualmente, um maior conteúdo espiritual em si. Será que isto nos une à Nossa Senhora de Fátima?... 

Em Londres o russo comentou-me que a Igreja Ortodoxa na Rússia está seguindo, mais que guiando, um renascimento da Ortodoxia entre seu povo. A assistência à liturgia Ortodoxa na Rússia tem aumentado em torno de 50% nos últimos dois anos, e hoje em dia 80% dos russos estão pelo menos referindo-se a si mesmos como “Ortodoxos”, ou seja, crentes. Novas paróquias estão surgindo por todos os lugares. Bíblias são compradas assim que são lançadas. A literatura religiosa está florescendo, enquanto que a propaganda ateia está desaparecendo. A “Santa Rússia” está se erguendo da tumba onde o Comunismo de 1917 a 1989 lutou por enterrá-la.