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sábado, 13 de maio de 2017

Voz de Fátima, Voz de Deus - Nº 14

Mosteiro da Santa Cruz

6 de maio de 2017

Vox túrturis audita est in terra nostra”
(Cant. II, 12) 

       O Papa Francisco introduziu a estátua de Lutero no Palácio Apostólico. Seria isto a abominação da desolação posta no lugar santo? Sim, se a este fato acrescentarmos tudo o que se soma e que se somará ainda em matéria de heresias, erros, profanações e sacrilégios que a nova religião institui em toda parte.

       Mas é disto que fala a Sagrada Escritura, ao falar da abominação da desolação posta no lugar santo? Que é exatamente esta abominação da desolação?

       São Jerônimo passa em revista o que pode ser designado por esta expressão e fala do Anticristo e da heresia. Ora Lutero foi um herege e um precursor do Anticristo. Sua estátua no Vaticano é um sinal precursor dos maiores males preditos na Sagrada Escritura.
Que Nossa Senhora de Fátima nos proteja destes males.

+ Tomás de Aquino OSB

U.I.O.G.D

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Afixação de 95 teses no portal da igreja de um castelo?



Nunca houve a propalada exposição pública das teses de Lutero; trata-se apenas de uma lenda histórica, inventada pelas Igrejas Protestantes, segundo a qual Martinho Lutero, monge agostiniano e professor de Teologia da Universidade de Wittemberg, pregou noventa e cinco teses, aos 34 anos, na porta da igreja do Castelo de Wittemberg, abrindo, com essas “ressonantes marteladas”, uma nova era na história da Igreja e do mundo europeu. Isto é o que dizem os historiadores da Igreja Católica Romana, na época moderna, com base em pormenorizados estudos nas fontes existentes. Surgiu uma polêmica científica sobre o problema entre os professores universitários Erwin Iserloh, Klemens Honselmann, Kurt Aland, Heinrich Bornkamm e muitos outros[1].

O fato fora de questão, e que pode ser comprovado inequivocamente nas fontes, é que Lutero, no dia 31 de outubro de 1517, enviou as noventa e cinco teses sobre as Indulgências, por ele redigidas, ao Arcebispo Albrecht von Hohenzollern, de 27 anos, então em exercício de suas funções na cidade de Magdeburgo. O manuscrito foi acompanhado de uma respeitosa carta.

FITZER, Gottfried. O que Lutero realmente disse, Civilização Brasileira, 1971, p. 1.


[1] Erwin Iserloh, A Fixação das Teses por Lutero: Fato histórico ou lenda?, Wiesbaden, 1962.
Clemens Honselmann, “A Publicação das Teses Sobre as Indulgências, de Lutero: 1517” (in Teologia e Fé, 55, 1965, pp. 1-23).
Hans Volz, A Afixação das Teses de Lutero e sua Preparação, Weimar, 1959.
Kurt Aland, As Noventa e Cinco Teses de Lutero, Hamburgo, 1965, Editora Furche, nº 211.
Heinrich Bornkamm, Teses e a Afixação das Teses de Lutero, Berlim, 1967.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Excertos sobre a Revolução Protestante - I

Martim Lutero
Johann Tetzel
A grande parte dos protestantes clássicos (luteranos, calvinistas), cita Johann Tetzel como um agente do Papa (Leão X, à época) na venda de indulgências que, segundo eles, teria sido o estopim da Reforma Protestante. Acaba por aí. Ninguém menciona que Leão X “encarregou Karl von Miltitz, jovem nobre saxão com ordens menores em Roma” (1) de ir à Alemanha resolver a situação. Após ter uma conversa frutuosa com Lutero, tendo este até aberto concessões, dirigiu-se a Leipzig, “convocou Tetzel, censurou-o por seus excessos, acusou-o de falsificação e apropriação indébita e despediu-o. Tetzel retirou-se para seu mosteiro, e morreu logo depois.” (2)

Papa Leão X


(1) e (2) Will Durant, in “A História da Civilização vol. VI: A Reforma”, p. 292.

domingo, 24 de agosto de 2014

A decadência do homem moderno

"A característica do homem moderno é ser um desenraizado. À história cabe mostrar como chegou ele a esse estado. O grito do XVI século "Los von der Kirche" (nada de Igreja), provocava por uma lógica fatal o "Los von Christus" (nada de Cristo), do XVIII, depois o "Los von Gott" (nada de Deus) do XIX século. Por esta forma a vida interior moderna viu-se cortada do seu mais indispensável, mais profundo princípio, do que a fazia mergulhar no Absoluto, no Ser dos Seres, no valor dos valores. A vida perdeu seu verdadeiro, seu grande sentido, seu impulso interior para o Alto, seu ímpeto de amor eficaz e possante que só o Divino pode suscitar. Em lugar do homem ancorado no Absoluto, firmado em Deus e, por isto, forte e rico, passamos a ter o homem independente e autônomo."


Karl Adam, in "A Essência do Catolicismo".

terça-feira, 30 de julho de 2013

O debate entre Lutero e Eck

Tendo falecido o imperador Maximiliano, em 12 de janeiro de 1519, foi só depois da eleição do seu sucessor, Carlos V (out. de 1519), que o processo contra Lutero foi retomado. Nesse ínterim um novo acontecimento patenteara a má vontade de Lutero: a discussão de Leipzig. Os erros de Lutero foram-se espalhando com a repulsa de uns e a aprovação de outros. Em breve as próprias universidades da Alemanha veriam as suas opiniões divididas, efeito das dúvidas e discussões suscitadas.

O enfraquecimento da fé e o relaxamento da moral eram um terreno propício para as novidades e revoltas.

As universidades de Wittemberg, Ingolstad e Leipzig combinaram entre si um debate público para resolver a pendência. O lugar escolhido foi o castelo do conde Jorge de Sax, em Leipzig. Ali deviam reunir-se os representantes de cada partido. O salão de honra do castelo foi dividido em duas partes destinadas às duas facções, com dois púlpitos no centro, um em frente ao outro.


O grande teólogo John Eck, paladino invencível da religião católica, com a idade de 43 anos.
Ilustre sacerdote que denunciou a fraude e o logro das heresias. Ano de 1572. 

A discussão teve início a 27 de junho de 1519 entre Carlostad e Eck. O enviado de Lutero foi vergonhosamente vencido, não podendo provar as suas teses, nem refutar as do seu antagonista.

Referindo-se, mais tarde, a esse fracasso, falou Lutero: ‘Em Leipzig Carlostad recolheu vergonha em vez de honra, mostrando-se um miserável polemista, com espírito tapado e tolo.’ (H. Boeckmer: Der Junge Luther 1929, pág. 255). A impressão foi péssima para a pretensa reforma. Os partidários chamaram Lutero para vingar a desfeita e soerguer a honra comprometida da nova doutrina.

Em 4 de julho reencetou-se a polêmica, desta vez entre Lutero e Dr. Eck. Tudo convergiu logo para a palpitante questão: a autoridade da Igreja em matéria doutrinal. Lutero havia opugnado as indulgências, proclamando o valor supremo da Bíblia e a inutilidade das boas obras, mas não tinha ainda opinião formada sobre a jurisdição da Igreja em questões de doutrina. Caiu em contradição, titubeou, aderindo, publicamente às condenadas doutrinas de Huss, rejeitando a autoridade da Igreja. O Dr. Eck refutou vitoriosamente as asserções heréticas, e Lutero não fez papel mais brilhante do que o seu representante vencido, Carlostad. Os ânimos dos sectários se exaltaram e vários começaram a gritar contra as asserções católicas de Eck. 

A 14 de julho encerrou-se a discussão, levando os louros do triunfo o Dr. Eck, como o próprio Lutero depois declarou em uma carta a Melanchton: ‘Eck tem as vantagens: ele triunfa e reina. Estes leipziganos não nos saudaram, nem visitaram, mas nos trataram como inimigos, enquanto acompanharam Eck em toda parte... para nossa vergonha... aí está todo o drama: começou mal e acabou pior... discutimos mal.’ (Enders: corr. II, 85, 20 de julho de 1519).

O conde Jorge de Saxe, o povo de Leipzig, a universidade e os católicos hesitantes sentiram-se fortalecidos em sua fé, mas Lutero, recolhendo-se sob a capa do seu amor próprio ferido, se tornou cada vez mais intratável e grosseiro.

Ei-lo feito definitivamente herege.

LOMBAERDE, Pe. Julio Maria de. O Diabo, Lutero e o Protestantismo. 2ª Ed. Manhumirim: O Lutador, 1950.