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domingo, 14 de janeiro de 2018

Voz de Fátima, Voz de Deus - Nº 46

13 de janeiro de 2018
Mosteiro da Santa Cruz



“Vox túrturis audita est in terra nostra”
(Cant. II, 12)


Conversando com um professor universitário a respeito do artigo de Olavo de Carvalho publicado na revista Verbum números 1 e 2 de julho e novembro de 2016, abordamos a seguinte questão: este artigo exprime apenas o pensamento de René Guénon e de Schuon  ou também o do autor do artigo? Que haja críticas do pensamento de Guénon ao longo do artigo é evidente. O artigo, cujo título é “As Garras da Esfinge”, com subtítulo: “René Guénon e a Islamização do Ocidente”, revela este projeto de Guénon de islamizar o Ocidente. Mas aí se encontram também várias ideias do Olavo, o que é normal. Nenhum pensador escreve um longo artigo sem dizer nada do que ele mesmo pensa. E o que pensa Olavo de Carvalho?

Para melhor examinar esta questão, pedi ajuda ao Rev. Pe. Joaquim FBMV. Procurei também ler o que já foi escrito sobre Guénon e sobre Schuon, além de ler atentamente o artigo citado. A que conclusão cheguei?

A conclusão é que Olavo de Carvalho, apesar de criticar Guénon e Schuon, conserva algumas de suas ideias. São estas ideias que é preciso analisar.

No artigo de Verbum nº 1, página 41, ele escreve: “Que as tradições materialmente diferentes convergem na direção de um mesmo conjunto de princípios metafísicos é algo que não se pode mais colocar seriamente em dúvida. A tese da ‘Unidade Transcendental das Religiões’ é vitoriosa sob todos os aspectos.”

Esta passagem não é uma citação nem de Guénon nem de Schuon. Ela é um juízo feito por Olavo de Carvalho. Este juízo é falso, pois não existe “Unidade Transcendental das Religiões”. Isto é ecumenismo e ecumenismo do Vaticano II. Religião não é uma especulação. Que alguns pagãos tenham dito alguma coisa de verdadeiro sobre Deus é uma coisa. Que as religiões pagãs participem de uma “unidade transcendental” com a religião católica é outra e é falsa. João Paulo II talvez desse razão a Olavo. Quem não lhe dá razão é a Igreja Católica. Por quê? Porque os deuses dos pagãos são demônios, diz a Sagrada Escritura. Não há, nem pode haver união entre a verdadeira religião e as falsas, sejam elas quais forem.

Esta heresia ecumênica, pois se trata de uma heresia, é causa da perda da fé de milhões de católicos e, em consequência, da perda eterna de suas almas.

Que nossos fiéis estudem a doutrina Católica nas encíclicas dos Papas de antes do Concílio Vaticano II, o qual foi o maior desastre da história da Igreja desde a sua fundação, como diz Dom Lefebvre. O ecumenismo conciliar, assim como a tese desta unidade transcendental das religiões procedem do mesmo erro e da mesma recusa de Nosso Senhor Jesus Cristo e de sua única Igreja, fora da qual não há salvação.

Com a graça de Deus, esperamos voltar ao assunto.




+ Tomás de Aquino OSB




U.I.O.G.D

segunda-feira, 13 de março de 2017

Voz de Fátima, Voz de Deus - Nº 6


11 de março de 2017

“Vox túrturis audita est in terra nostra”

(Cant. II, 12)

O Apocalipse nos apresenta os fatos que sucederão quando o Anticristo aparecer.

Dom Emmanuel, abade beneditino do século XIX e pároco da aldeia de Mesnil-Saint-Loup, nos descreve em temos proféticos o esforço de sedução que precederá e acompanhará a vinda do homem de pecado, que fará prestar a si mesmo as honras devidas a Deus. Para angariar discípulos, o Anticristo não poupará esforços para se ver aceito por adeptos de toda sorte de falsas religiões e procurará conquistar mesmo os católicos. Escutemos o que ele nos diz:

“É muito crível também que o Anticristo disporá, para subir, de todos os partidários das falsas religiões. Ele se anunciará como cheio de respeito pela liberdade de cultos, uma das máximas e uma das mentiras da besta revolucionária. Dirá aos budistas que é um Buda; aos muçulmanos, que Maomé é um grande profeta. Nada impede que o mundo muçulmano aceite o falso messias dos judeus como um novo Maomé.

O que sabemos? Talvez irá até dizer, em sua hipocrisia, como Herodes seu precursor, que quer adorar Jesus Cristo. Mas isso não passará de uma zombaria amarga. Malditos os cristãos que suportam sem indignação que seu adorável Salvador seja posto lado a lado com Buda e Maomé, em não sei que panteão de falsos deuses!”

Quem não reconhece nesta descrição profética o ecumenismo inspirado pelo Concílio Vaticano II?

Mas haverá algum ecumenismo superior, uma unidade transcendente das religiões, onde as religiões estariam unificadas “pelo topo”, como diz Olavo de Carvalho?

Não, de modo algum. Religião, ou seja, conjunto de verdades e de preceitos pelos quais nossa vida é ordenada a Deus, só existe uma. É a religião católica, com exclusão de todas as outras.

Com a graça de Deus, voltaremos ao assunto num próximo número.

+ Tomás de Aquino OSB

quinta-feira, 7 de julho de 2016

CONFERÊNCIA DADA EM 19/12/02 POR MONS. WILLIAMSON - Extratos Significativos


Buenos Aires, 19 de dezembro de 2002.
Stat Veritas
S.E.R. Richard Williamson

Em outubro [2002] houve em Paris um congresso [organizado por Sim Sim Não Não] com vistas ao 40º aniversário do início do Concílio, em outubro de 1962. Para preparar este congresso, estudei e li novamente os documentos para tratar de ter uma vista de conjunto, do todo, das ideias-chave que estão por detrás de todos esses documentos. O primeiro que pensei foi na deificação; a divinização do homem. “O homem é deus” – rejeição do sobrenatural – e este é o princípio supremo do Concílio. Em sequência vem este outro: “todo homem é bom” – rejeição do pecado original – . Mas os revolucionários tinham de enganar os católicos, os bispos católicos que todavia estavam no Concílio. Monsenhor Lefebvre sempre dizia: de 2000 bispos, 200 eram católicos, 200 eram liberais e 1600 seguiam o Papa.

Os liberais que haviam preparado sua revolução teriam de enganar os católicos e aos que estavam no centro – digamos – e para realizar isto, teriam que ocultar suas ideias-chave. Por isso, todo documento do Vaticano II é ambíguo. O caráter essencial deste Concílio é a ambiguidade. Nosso Senhor disse “sim, sim; não, não”, o Concílio disse “sim, não” ou “não, sim” ao mesmo tempo. Tudo mesclado constantemente de maneira muito hábil. É necessário ser hábil para encontrar palavras que dizem coisas opostas ao mesmo tempo. Modernidade e catolicidade são inconciliáveis, porque o catolicismo é Deus em primeiro lugar, com Dez Mandamentos e toda a Igreja Católica.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

ACERCA DO SUMO PONTÍFICE, SUA SANTIDADE BENTO XV (1914-1922)




Não foi apenas com João XXIII (1958-1963), que tivemos pela primeira vez um papa neo-ecumenista ou com tendências ao neo-ecumenismo. Nos tempos de Bento XV, no século Giacomo Della Chiesa, o número de publicações condenadas no Index Librorum Prohibitorum caiu consideravelmente em relação aos pontificados de Leão XIII e de São Pio X, seus predecessores. Ademais, o neo-ecumenismo em seu tempo deu passos significativos, embora não revolucionários como o fizeram João XXIII e Paulo VI.

Em uma praça pública de Constantinopla (Turquia), a 11 de dezembro de 1921, foi inaugurada em homenagem a Bento XV (1914-1922) uma estátua, em cujo sopé se lê o seguinte:

«Al grande Pontefice 
dell'ora tragica mondiale 
Benedetto XV 
Benefattore dei popoli 
senza distinzione 
di nazionalità e di religione 
in segno di riconoscenza
l’Oriente 
1914-1919».

("Ao grande Pontífice
de um momento trágico do mundo
Bento XV
Benfeitor dos povos
sem distinção
de nacionalidade e de religião
como um sinal de gratidão
do Oriente.")

Fontes: Documentos da Igreja. "Documentos de Pio X e de Bento XV. São Paulo: Paulus, 2002.
Site da Santa Sé. Biografia de Bento XV. Disponível em http://goo.gl/nXisUg. Acesso em 12/01/2016

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Ontem e hoje de Monsenhor Fellay


Sobre a reunião inter-religiosa em Fátima em outubro de 2003, disse o Superior geral da FSSPX:


Como poderíamos deixar passar em silêncio tais aberrações? Nós rejeitamos qualquer acordo diferenciado, afirmamos a contradição entre o verdadeiro e o falso e nossa firme vontade de não ter “nullam partem” em semelhante empresa já que, simplesmente, queremos seguir sendo católicos. É com horror e repugnância que nos afastamos dessa maneira de considerar a Igreja e de viver em “comunhão”. Como se pode pretender que a “Roma” modernista mudou, que se voltou favorável à Tradição? Quantas ilusões!”.
 Mons. Fellay, Carta aos amigos e benfeitores Nº 65, Dezembro 2003.

Sobre as reuniões inter-religiosas propiciadas por Francisco, como as recentes em Nova York ou no Vaticano na audiência geral, podem ser conferidas aqui as declarações de Mons. Fellay a respeito.

Em relação ao recente Sínodo destruidor da família, Mons. Fellay, já sem sentir “horror e repugnância” como anos atrás, apenas atinou a dizer sobre Francisco: “rezamos pelo Papa: oremus pro pontifice nostro Francisco, e permanecemos vigilantes: non tradat eum in manus inimicorum ejus[9], para que Deus não o entregue nas mãos de seus inimigos”. Mas, como comentou acertadamente um leitor em um site afim à Neo-Fraternidade:

rezamos pelo Papa: oremus pro pontifice nostro Francisco, e permanecemos vigilantes: non tradat eum in manus inimicorum ejus[9], para que Deus não o entregue nas mãos de seus inimigos...” Leio isto e me pergunto... Quem pensará Monsenhor Fellay que são os inimigos de Francisco? Porque na verdade, há uma tonelada de Santos, Doutores da Igreja e 2000 anos de magistério que são inimigos declarados de Bergoglio. Digo, nada mais...”. Exatamente: Francisco já declarou a guerra contra a Tradição, a todos nós, e tem pelo autêntico catolicismo por inimigo. Mons. Fellay não o vê, ou não o quer ver?

domingo, 25 de outubro de 2015

MONSENHOR LEFEBVRE: SOBRE CRISTO REI E NOSSAS RELAÇÕES COM ROMA

Syllabus
Non Possumus




“A verdadeira oposição fundamental [com Roma] é o Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo. Opportet illum regnare, nos diz São Paulo. Nosso Senhor veio para reinar. Eles dizem que não, e nós dizemos que sim junto a todos os papas. Nosso Senhor não veio para se esconder no interior das casas sem delas sair. Por que os missionários deram a vida, então? Por pregar que Nosso Senhor Jesus Cristo é o único verdadeiro Deus, para dizer aos pagãos que se convertam. Então os pagãos quiseram fazer com que desaparecessem, porém eles não vacilaram em dar sua vida para continuar pregando a Nosso Senhor Jesus Cristo. Então agora teria de ser o contrário, dizer aos pagãos “vossa religião é boa, conservai-a pois vós sois bons budistas, bons muçulmanos ou bons pagãos!”. É por isso que não podemos nos entender com eles, pois nós obedecemos a Nosso Senhor que disse aos apóstolos: “Ide e pregai o Evangelho até os confins da terra”.

Por isso não devemos nos surpreender que não cheguemos a nos entender com Roma. Isto não será possível até que Roma não regresse à fé no reinado de Nosso Senhor Jesus Cristo, enquanto que ela siga dando a impressão de que todas as religiões são boas. Chocamo-nos em um ponto da fé católica, como o fizeram o cardeal Bea e o cardeal Ottaviani, e como se choraram todos os papas contra o liberalismo. É a mesma coisa, a mesma corrente, as mesmas ideias e as mesmas divisões no interior da Igreja.


Conferência em Sierre (Suíça), em 27 de novembro de 1988.
(Fideliter n° 89, Septiembre de 1992, pág. 12)





“Devemos ser livres de compromisso tanto em relação aos sedevacantistas quanto àqueles que querem absolutamente estar submetidos à autoridade eclesiástica.

Nós queremos permanecer unidos a Nosso Senhor Jesus Cristo. Pois o Vaticano II destronou Nosso Senhor. Nós queremos permanecer fiéis a Nosso Senhor Rei, Príncipe e Dominador do mundo inteiro. Nós não podemos mudar nada desta linha de conduta.

Assim, quando se nos aparece a questão de saber quando haverá um acordo com Roma, minha resposta é simples: Quando Roma voltar a coroar Nosso Senhor Jesus Cristo. Nós não podemos estar de acordo com aqueles que destronaram Nosso Senhor. O dia em que eles reconhecerem novamente Nosso Senhor como Rei dos povos e das nações, não é a nós a quem eles se unirão, mas à Igreja Católica na qual permanecemos”.


Conferência em Flavigny, dezembro de 1988
(Fideliter n° 68 de março de 1989, pág. 16)