Por Dom Richard N. Williamson
11 de março de 2017
Onde as almas se esforçam para o Paraíso, os bispos devem existir,
A Vienna, na Virgínia, em 11 de maio, tentem ir!
Desde o verão de 2012, quando a Fraternidade Sacerdotal São Pio X decidiu oficialmente mudar de rumo e abandonar a posição doutrinária tomada primeiramente quarenta anos antes pelo Arcebispo Lefebvre, tem sido interessante observar a Providência em ação para garantir a defesa da Igreja. Poder-se-ia esperar uma revolta generalizada em defesa da verdade de Deus. Resistência dentro da Fraternidade? Existente, mas até agora demasiado silenciosa. E fora? Existente, mas apenas como uma dispersão de leigos e um punhado de sacerdotes, fragmentados por divisões por falta de uma autoridade reconhecida. Os católicos precisam de autoridade. E essa necessidade é tão grande que enquanto a Verdade está sendo drenada para fora da Neoigreja centrada no homem, e da Neofraternidade centrada em Roma, as almas ainda se agarram a cada uma por causa dos restos de autoridade Papal na primeira, e da autoridade católica legada à última pelo Arcebispo.
Mas a Verdade permanece como propósito da Autoridade, e a Autoridade não é o propósito da Verdade. Dada a natureza humana decaída, a Autoridade é a indispensável defensora e garantidora da Verdade, mas vem após a Verdade e não antes. Tomem por exemplo uma das últimas instruções de Nosso Senhor a Pedro antes de deixá-lo à frente do governo da Igreja (Lc XXII, 31-32): “Simão, Simão, eis que Satanás vos busca (plural) com instância para vos joeirar como trigo; mas eu roguei por ti (singular), para que a tua fé não falte (Verdade); e tu, uma vez convertido (Verdade), confirma os teus irmãos (Autoridade)”. E quando no Domingo de Ramos, alguns dias antes, os fariseus haviam tentado repreender Nosso Senhor pelo estrondo alegre que seus discípulos faziam, tão necessária era a adoração a Deus na Verdade que Nosso Senhor respondeu (Lc XIX, 40): “Digo-vos que, se eles se calarem, clamarão as mesmas pedras.”