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quarta-feira, 24 de maio de 2017

Voz de Fátima, Voz de Deus - Nº XVI (16)

Mosteiro da Santa Cruz

20 de maio de 2017

Vox túrturis audita est in terra nostra”
(Cant. II, 12) 

No dia 12 deste mês, em Vienna, Estado de Virgínia, nos Estados Unidos, os quatro Bispos da Resistência consagraram a Rússia ao Imaculado Coração, afim de que esta grande nação retorne ao seio da Igreja Católica. É evidente que esta consagração não realiza o pedido de Nossa Senhora, pois cabe ao Santo Padre realizar esta consagração em união com todos os Bispos do mundo. No entanto, esta consagração é o que está em nosso alcance.

A importância da conversão da Rússia é evidente. Após ter espalhado pelo mundo inteiro os erros do materialismo ateu, a Rússia é destinada a reparar os males por ela realizados, aos quais se somam os males difundidos pelos países liberais da Europa e da América. São João Bosco, pelo que lemos na revista francesa “Sous la Bannière”, número 190, predisse que a Rússia invadiria a França arvorando uma bandeira negra, que se transformaria, em seguida, em bandeira branca. Que poderia ser esta bandeira branca senão a conversão da Rússia ao Catolicismo?

Nesta mesma revista e neste mesmo artigo, lê-se que o Pe. Gruner foi contatado, em outubro de 2013, pela Embaixada da Rússia em Roma, a qual desejava saber o conteúdo exato da Mensagem de Fátima. O Pe. Gruner, já falecido, foi um grande apóstolo de Fátima, conhecido no mundo inteiro e não foi sem razão que a Embaixada da Rússia pediu-lhe informações sobre Fátima, preferindo-o, provavelmente, às autoridades do Vaticano.

Quanto mais o mal faz progressos, tanto mais Deus revela aos homens os tesouros de sua misericórdia. Que nossas orações possam apressar o triunfo do Imaculado Coração sobre a Rússia e sobre todo o mundo, a começar pela conversão dos homens da Igreja que querem sujeitá-la aos piores inimigos de Nosso Senhor.

+ Tomás de Aquino OSB

U.I.O.G.D

sábado, 13 de maio de 2017

Voz de Fátima, Voz de Deus - Nº 15

Mosteiro da Santa Cruz

13 de maio de 2017

Vox túrturis audita est in terra nostra”
(Cant. II, 12) 

     Dom Gerardo Zendejas foi sagrado no dia 11 de maio por Sua Exa. Revma. Dom Richard Williamson tendo como co-sagrantes Sua Exa. Dom Jean Michel Faure e o autor destas linhas.

     Ao sagrar os quatro Bispos da Fraternidade São Pio X em 30 de junho de 1988, Dom Marcel Lefebvre lhes indicou duas funções: administrar os sacramentos e assegurar a pregação da fé.

     A razão destas sagrações de 1988 era a gravidade da situação em Roma. Dom Lefebvre dizia: “Eles não mudaram senão para pior”. Hoje nós devemos, infelizmente, dizer o mesmo. Eis porque a operação sobrevivência iniciada por Dom Lefebvre continua hoje com a sagração de Dom Gerardo Zendejas, que deverá administrar os sacramentos e assegurar a pregação da fé católica, para a maior glória de Deus e salvação das almas.

+ Tomás de Aquino OSB

U.I.O.G.D

Voz de Fátima, Voz de Deus - Nº 14

Mosteiro da Santa Cruz

6 de maio de 2017

Vox túrturis audita est in terra nostra”
(Cant. II, 12) 

       O Papa Francisco introduziu a estátua de Lutero no Palácio Apostólico. Seria isto a abominação da desolação posta no lugar santo? Sim, se a este fato acrescentarmos tudo o que se soma e que se somará ainda em matéria de heresias, erros, profanações e sacrilégios que a nova religião institui em toda parte.

       Mas é disto que fala a Sagrada Escritura, ao falar da abominação da desolação posta no lugar santo? Que é exatamente esta abominação da desolação?

       São Jerônimo passa em revista o que pode ser designado por esta expressão e fala do Anticristo e da heresia. Ora Lutero foi um herege e um precursor do Anticristo. Sua estátua no Vaticano é um sinal precursor dos maiores males preditos na Sagrada Escritura.
Que Nossa Senhora de Fátima nos proteja destes males.

+ Tomás de Aquino OSB

U.I.O.G.D

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Voz de Fátima, Voz de Deus - Nº 11




15 de abril de 2017

“Vox túrturis audita est in terra nostra”

(Cant. II, 12)

Nosso Senhor veio ao mundo para reinar. Seu reino exclui, necessariamente, o reino do demônio.

“O diabo, escreve Dom Emmanuel André, dominava o mundo antes da vinda de Nosso Senhor; ele dominava abertamente, publicamente. Quando o Salvador apareceu, ele sentiu o seu império desmoronar. Semelhante a estas feras que ao aproximar-se o dia entram em suas tocas, assim ele teve de abandonar a sua ação às claras e refugiar-se nas reuniões secretas.”

No dizer do mesmo Dom Emmanuel, o mistério da iniquidade, do qual fala São Paulo, não é outra coisa senão o culto do demônio nas sociedades secretas. Estas sociedades têm na Maçonaria a sua mais completa expressão anticatólica. Eis porque a luta entre a Igreja e a Maçonaria irá sempre aumentando até um desenlace no qual, segundo Dom Emmanuel, Nosso Senhor intervirá pessoalmente para dar a vitória à sua Igreja. Antes disso, a Igreja deverá passar por uma Paixão semelhante à de seu divino Esposo. Mas após a Paixão, virá a Ressurreição.

+ Tomás de Aquino OSB

U.I.O.G.D

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Voz de Fátima, Voz de Deus - Nº 10


Mosteiro da Santa Cruz

8 de abril de 2017

“Vox túrturis audita est in terra nostra”

(Cant. II, 12)



     Dom Lefebvre, no seu sermão de 29 de junho de 1987, dizia:

      “Rezemos à Santíssima Virgem. Nós vamos a Fátima no dia 22 de agosto para pedir a Nossa Senhora de Fátima que nos ajude. Não quiseram revelar seu segredo. Esconderam a mensagem da Virgem Maria. Esta mensagem devia sem dúvida impedir o que se passa hoje. Se sua mensagem tivesse sido conhecida, é provável que nós não estaríamos na situação em que estamos e que Roma não estaria como está hoje.

     Os papas recusaram a publicação desta mensagem da Virgem Maria. Então as punições anunciadas por Maria chegaram. A apostasia anunciada pela Escritura se realiza. Então, diante desta situação inteiramente excepcional, nós devemos também tomar medidas excepcionais.”


     Eis aí, em poucas palavras, as razões das sagrações de 1988 e também da sagração que deve se realizar no dia 11 de maio deste ano, em Virgínia, nos Estados Unidos.

     Dom Lefebvre havia anunciado as sagrações em 1987, mas ele as adiou até 1988 para escutar as propostas de Roma, mas ele teve que se render à evidência: a Roma conciliar persiste em trabalhar na direção aposta à da Roma eterna. Eis porque ele não quis fazer acordos com João Paulo II. É preciso esperar a volta da Tradição à Roma. Rezemos nessa intenção todos os dias.


+ Tomás de Aquino OSB

domingo, 2 de abril de 2017

Voz de Fátima, Voz de Deus - Nº 9

Mosteiro da Santa Cruz

1 de abril de 2017


“Vox túrturis audita est in terra nostra”
(Cant. II, 12)

      Tradição faz alusão a algo que é transmitido. Estudando as religiões pagãs e o mito do Filho da Viúva que se encontra praticamente em todas elas, Jean Claude Luzac’hmeur constata uma semelhança e uma dissemelhança entre as tradições pagãs e a tradição católica – que podemos também chamar de Tradição judaico-cristã, no sentido de que Abraão, os patriarcas e o povo judeu creram no Messias prometido, que deveria redimir os homens morrendo na cruz, ou seja, em Nosso Senhor Jesus Cristo.

      Eis aqui uma das conclusões a que chega o autor: “A religião do Filho da Viúva repousa sobre a mesma base de tradições que a Bíblia, mas com a diferença fundamental de que os valores aí estão invertidos e que o deus judaico-cristão aí aparece sob os traços de um tirano invejoso e implacável.” (Fils de la Veuve, pág. 136 – Edições de Chiré – 2002)

      Assim temos duas tradições que remontam aos primórdios do mundo: a Tradição católica e aquela que Mons. Jouin qualificava de contra-Tradição. Elas se opõem radicalmente e foi para desmascarar a contra-Tradição que Mons. Jouin fundou a Revista Internacional das Sociedades Secretas. Desmascarar porque a contra-Tradição tem algo para esconder e que ela esconde com efeito, pois nela tudo está invertido, como nos explica Jean Claude Lozac-hmeur em seu livro. Ora, esta inversão tem de ficar oculta aos olhos profanos pois ela escandalizaria as almas retas e há ainda almas retas no mundo.


+ Tomás de Aquino OSB


U.I.O.G.D

sábado, 18 de março de 2017

Voz de Fátima, Voz de Deus - Nº 8

Mosteiro da Santa Cruz

25 de março de 2017

“Vox túrturis audita est in terra nostra”
(Cant. II, 12)

Em Fátima Nossa Senhora falou da II Guerra Mundial. Para evitá-la, ela pediu a consagração da Rússia ao seu Imaculado Coração. E a Alemanha? Nossa Senhora não falou da Alemanha. Como falar da II Guerra Mundial sem falar da Alemanha?

O mal causado pela Rússia foi maior do que o mal causado pela Alemanha. O mal causado pela Alemanha é muito menor, comparado ao mal causado pela Rússia, durante e depois da II Guerra.

Muitos na França foram condenados à morte, sob acusação de colaboração com a Alemanha. Ora, até hoje os que colaboraram com a Rússia estão isentos de qualquer acusação. E no entanto, Nossa Senhora falou da Rússia e não falou da Alemanha. Grave erro da parte dos Aliados, que viram o erro do nazismo, que é real e que foi condenado por Pio XI, mas não viram o erro do comunismo, que é pior e que foi igualmente condenado por Pio XI como “intrinsecamente perverso”. As consequências foram que a Rússia espalhou seus erros pelo mundo inteiro, provocando guerras e perseguições contra a Igreja.

Enquanto o Papa não consagrar a Rússia ao Imaculado Coração e a Rússia não se converter, os livros de História continuarão a calar o erro dos Aliados ao colaborarem com o comunismo, com o qual, diz Pio XI, nenhuma espécie de colaboração é permitida.

Rezemos para que o Papa, com todos os Bispos, consagre a Rússia ao Imaculado Coração e que assim a Rússia se converta e o munda tenha um tempo de paz, paz que o mundo não tem e não terá enquanto o mundo não se submeter ao doce jugo do Cristo Rei.

+ Tomás de Aquino OSB

U.I.O.G.D

terça-feira, 7 de março de 2017

Voz de Fátima, Voz de Deus - Nº 5

4 de março de 2017

“Vox túrturis audita est in terra nostra”

(Cant. II, 12)

Em Fátima Nossa Senhora fala de política ao falar da Rússia, pois foi a política soviética que foi a causa das guerras, fomes e perseguições anunciadas em Fátima.

Mas falar de política convém a Nossa Senhora? Não é necessário separar política e religião, Igreja e Estado, cada qual na sua esfera própria sem interferirem nos assuntos um do outro?

Grave erro seria pensar assim. Os inimigos da Igreja procuram difundir este modo de pensar, pois eles querem separar as nações católicas do seio da Igreja. Os católicos não se dão bem conta de que as nações católicas estão unidas à Igreja como o corpo está unido à alma. Igreja e Estado formam uma só realidade, da qual Nosso Senhor Jesus Cristo é a cabeça e os Estados, os membros. A Igreja é a alma. O Estado é o corpo.

A maçonaria sabia o que fazia quando declarou guerra às monarquias católicas herdadas da Idade Média, época em que os Santos Evangelhos eram a lei do mundo civilizado através desta união entre a Igreja e o Estado.

Hoje esta união está rompida e o corpo da sociedade, separado de sua alma, torna-se cada dia mais semelhante a um cadáver exalando o cheiro da morte.

Que o mundo volte ao seu Redentor por intercessão da Medianeira de todas as graças, a cujo Imaculado Coração a Rússia deve ser consagrada pelo Santo Padre em união com todos os Bispos e assim voltar ao redil da Igreja para que o mundo tenha um tempo de paz.

+ Tomás de Aquino OSB

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Voz de Fátima, Voz de Deus - Nº 3

Por Mosteiro da Santa Cruz



VOZ DE FÁTIMA, VOZ DE DEUS
18 de fevereiro de 2017
“Vox túrturis audita est in terra nostra”

(Cant. II, 12)


Em outubro de 1943 Dom José Correia da Silva, Bispo de Leiria, provavelmente encorajado pelo Cônego Galamba, dá ordem formal a Lúcia de escrever a terceira parte do segredo revelado por Nossa Senhora no dia 17 de julho de 1917.

Curiosamente, Lúcia sente uma agonia mortal a pôr por escrito esta terceira parte do segredo. Várias vezes ela quis obedecer e se sentou para escrever sem poder fazê-lo. Tendo recebido esta ordem em outubro de 1943, ela não a havia cumprido ainda em 24 de dezembro do mesmo ano. “Este fenômeno (ou seja, esta dificuldade) não é natural”, escreve ela a um prelado.

Antes da aparição de 17 de julho de 1917, Lúcia também tinha sentido uma agonia mortal, a agonia da dúvida. Deus permitira que o demônio introduzisse a dúvida no coração de Lúcia; dúvida sobre as aparições de Nossa Senhora. Ela havia desistido de ir à Cova da Iria. Na última hora a dúvida desapareceu e ela foi com seus primos Francisco e Jacinta.

Agora, em 1943, algo semelhante parece se reproduzir. Deus permitia assim ao demônio tentar abafar esta terceira parte do segredo? Isto nos indica a importância do conteúdo do segredo, como antes da Paixão Deus permitiu a agonia no Horto da Oliveiras.

Enfim, por volta de janeiro de 1944, ela consegue pôr por escrito a importante comunicação.

“Eu escrevi o que vós me pedistes, escreve ela ao Bispo de Leiria, Deus quis me provar um pouco; era bem a sua vontade; (o texto) está selado numa carta e esta está dentro dos cadernos” (Carta de 9 de janeiro de 1944).

É este segredo que até hoje não foi revelado. Ele foi levado ao Vaticano e Pio XII poderia tê-lo lido, mas não o fez. João XXIII o leu, mas não o divulgou. E no entanto, a partir de 1960, ele seria mais fácil de ser compreendido.

Trata ele do Vaticano II? É provável. O Céu falou, o Céu espera e os males aumentam, porque não se dá atenção aos pedidos do Imaculado Coração. A Rússia não foi consagrada ao Imaculado Coração da maneira pedida por Nossa Senhora e o terceiro segredo continua oculto, ou seja, ninguém dá atenção à “vox túrturis” que se fez ouvir em nossa terra.

Que nós, ao menos, rezemos e sacrifiquemo-nos. Os Corações de Jesus e Maria estão atentos a nossas orações e esperam que prestemos atenção aos seus pedidos e os ponhamos em execução.



+ Tomás de Aquino OSB