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segunda-feira, 18 de abril de 2016
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
CARTA DE MONS. LEFEBVRE AO SANTO PADRE
† Ecône, 2 de junho de 1988
Beatíssimo Padre,
Os colóquios e encontros com o Cardeal Ratzinger e com os seus colaboradores, embora tenham decorrido numa atmosfera de cortesia e de caridade, convenceram-nos de que o momento de uma colaboração franca e eficaz ainda não tinha chegado.
Com efeito, se qualquer cristão está autorizado a pedir às autoridades competentes da Igreja que seja conservada a fé do seu batismo, que dizer em relação aos sacerdotes, religiosos e religiosas?
Foi para manter intacta a fé do nosso batismo que tivemos de nos opor ao espírito do Vaticano II e às reformas que ele inspirou.
O falso ecumenismo, que está na origem de todas as inovações do Concílio, na liturgia, nas novas relações da Igreja e do mundo, na concepção da própria Igreja, conduziu a Igreja à sua ruína e os católicos à apostasia.
Radicalmente opostos a esta destruição da nossa fé, e decididos a manter-nos na doutrina e na disciplina tradicional da Igreja, especialmente no que diz respeito à formação sacerdotal e à vida religiosa, sentimos necessidade absoluta de ter autoridades eclesiásticas que partilhem as nossas preocupações e nos ajudem a premunir-nos contra o espírito do Vaticano II e contra o espírito de Assis.
Foi por isso que pedimos vários bispos, escolhidos da Tradição, e, na Comissão Romana, a maioria dos membros, para nos protegermos da possibilidade de comprometerem os acordos. Tendo em conta a recusa a considerar os nossos pedidos, e sendo evidente que o objetivo dessa reconciliação não é em absoluto o mesmo para a Santa Sé e para nós, julgamos preferível esperar tempos mais propícios ao regresso de Roma à Tradição.
É por isso que nos dotaremos dos meios para prosseguir a Obra que a Providência nos confiou, certos, pela carta do S. E. o Cardeal Ratzinger de 30 de maio, de que a consagração episcopal não é contrária à vontade da Santa Sé, uma vez que é concedida para 15 de agosto.
Continuaremos a rezar para que a Roma moderna, infestada de modernismo, torne a ser a Roma católica e reencontre a sua Tradição bimilenar.
Então o problema da reconciliação deixará de ter a razão de ser, e a Igreja encontrará uma nova juventude. Dignai-vos aceitar, Beatíssimo Padre, a expressão dos meus sentimentos muito respeitosos e filialmente devotos em Jesus e Maria.
† Marcel Lefebvre
Arcebispo-Bispo emérito de Tulle
Fundador da Fraternidade São Pio X.»
Apud Dom Lourenço Fleichman OSB, "Tradição versus Vaticano, Dossiê completo das negociações entre Mons. Lefebvre e o Vaticano. 1988-2001." Niterói: Editora Permanência, 2001.
terça-feira, 21 de julho de 2015
Comentários Eleison CDXVII (417) - Papas Conciliares IV
Por Dom Richard Williamson
Tradução: Andrea Patrícia (blogue Borboletas ao Luar)
11 de julho de 2015
Dom Lefebvre nunca falou de “mentes apodrecidas”?
Com outras palavras ele também disse que as mentes estão enlanguescidas.
Muitos leitores destes “Comentários” devem estar pensando agora que aqui se tem tratado muito frequentemente do sedevacantismo, ou seja, da posição de quem sustenta que a Sé de Roma está vacante, que nenhum dos Papas desde o Vaticano II é verdadeiro Papa. Ora, se um católico precisa manter essa opinião para não perder a sua fé católica, que ele a mantenha, porque a sua fé é suprema (Hb 11, 6). Mas a opinião em si mesma é perigosa na medida em que pode ser o início de um deslizamento até a perda da fé, e eis porque estes “Comentários” têm insistido tanto em desencorajar o sedevacantismo. Uma opinião pode vir a tornar-se facilmente um dogma, então o super dogma e a medida de se alguém é ou não católico, de onde se pode deslizar até uma completa descrença na estrutura da Igreja e o isolamento em casa, e mesmo até a perda da fé católica. Considerem o que Dom Lefebvre disse (muito ligeiramente adaptado) perto do fim de 1979 em uma conferência para seminaristas em Écône:
Devemos ser prudentes. É óbvio que se o Papa Paulo VI não era Papa, então os Cardeais que ele nomeou não são Cardeais, e assim não podem ter elegido João Paulo I, nem ter validamente elegido João Paulo II; isto é muito claro. Eu acho que não se pode dizer tais coisas, que são exageros, que é argumentar de uma maneira muito absoluta e precipitada. Acredito que a realidade seja muito mais complexa.
Penso que aqueles que argumentam assim estão, de certo modo, esquecendo teologia moral e ética. Estão sendo especulativos demais. A teologia moral e a ética ensinam-nos a refletir e julgar as pessoas e seus atos de acordo com um completo contexto de circunstâncias que nós devemos ter em conta: “Quem, o que, onde, por quais meios, por que, como, quando” – todas as sete circunstâncias devem ser examinadas se nós nos pomos a julgar a moralidade de um ato. Então, nós não podemos permanecer na pura estratosfera, por assim dizer, no reino da pura teologia dogmática, ao pronunciar, por exemplo, que porque tal ato é herético, quem quer que o tenha praticado é um herege. Mas, estava essa pessoa consciente do que ela estava fazendo, fê-lo realmente por si mesma, não foi ela enganada ou forçada a fazê-lo?
Creio que aqui está o modo de resolver os graves problemas suscitados por João XXIII, Paulo VI e João Paulo I. Os jornais citaram este último a dizer que havia pensado inicialmente que a nova definição conciliar de liberdade religiosa era inaceitável porque a Igreja sempre ensinou o contrário, mas logo após estudar todo o conteúdo do documento do Concílio, percebeu que a Igreja havia-se enganado anteriormente. Pois bem, eu não tenho ideia de qual foram as palavras exatas de João Paulo I, mas dizer que a Igreja estaria enganada em uma matéria como a liberdade religiosa é de deixar a cabeça confusa! Contudo, eu atribuo isso às mentes liberais. O Liberalismo é assim. O Liberalismo afirma algo e então o contradiz, e se alguém demonstra que o que ele disse não é verdade, então ele vem com outra fórmula ambígua, com sentido duplo. A mente liberal está continuamente flutuando por aí, com expressões que não são claras, com coisas que podem ser tomadas de duas maneiras... Quantas coisas como essas há no Concílio, expressões equivocadas e confusas, todas típicas de mentes à deriva, mentes liberais... Do modo que vejo, penso que o fato de que o Papa é um liberal é suficiente para explicar a situação na qual nos encontramos.
Bravo, Sua Excelência! Não está o Arcebispo dizendo aqui exatamente o que estes “Comentários” têm frequentemente dito? E a razão pela qual eles tanto têm feito isso é porque veem aqui a chave para evitar o liberalismo sem te de recorrer ao sedevacantismo.
Kyrie eleison.
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