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segunda-feira, 18 de julho de 2016

Da Murmuração e da Calúnia

Via Devotae Animae - Ipatinga/MG
 

Murmurar é descobrir sem necessidade as faltas ou vícios do próximo.

Sem necessidade, dizemos, nem para bem público, nem para bem particular, porquanto se torna as vezes preciso divulgar certos males, ainda com prejuízos e desonra de quem o fez, v.g. declarando-os aos pais, mestres ou mais superiores, para que ponham cobro aos desmandos do seus inferiores, e preservem os mais do contágio e outros prejuízos eminentes. Fora esses casos excepcionais, lembremo-nos que nem todas as verdades se dizem.

Caluniar é imputar ao próximo defeitos ou culpas que não tem.
Inventa, pois, o caluniador perverso, e propala falsidade contra a honra do próximo, a quem rouba cruelmente a fama, que é dos bens o mais precisos: crime, pois, mais odioso que o precedente, já que fere a um tempo a verdade, a caridade e a própria justiça.

Tanto este como aquele pecado da língua designa-se com o nome de Detração. A Detração, em geral, é a difamação injusta do próximo ausente, por palavras ou sinais.

Arranca ou rasga o detrator a honra alheia, tira-lhe a seu irmão a fama ou reputação, difama-o. 

Para bem avaliar a gravidade deste pecado, é preciso levar em conta várias circunstâncias:
 
1º A qualidade do detrator, a posição social, o conceito de que goza de inteligente e criterioso, agravam notavelmente a ferida e o prejuízo. 
 
2º A qualidade do ofendido; se for pessoa de consideração, um sacerdote, um prelado, um magistrado, que será feito da sua autoridade e do respeito que merece? Se for um negociante, não focará desacreditado e seu negócio arruinado? Como achará emprego o criado, o operário assim difamado? Como achará arranjo uma pobre moça com o nome já mareado? 
 
3º O objeto ou matéria da detração pode ser de maior ou menor importância, mais ou menos secreto e oculto o mal que a vítima se assaca. 
 
O número e qualidade dos ouvintes. 
 
5º Os inconvenientes, as consequências, ora mais, ora menos funestas. 6º A paixão e a maldade com que se perpetra o atentado.

Muitos são os modos por que os detratores ofendem a fama do próximo.
1º Uns inventam e atribuem a outro, mal que não fez; são estes propriamente os caluniadores, execrados de Deus e dos homens, Imponens.

2º Outros exageram o mal, Augens.

3º Outros, é este o caso mais frequente, revelam misérias secretas do particulares ou das famílias, as vezes até em público raso, muitas vezes segredando ao ouvido duma ou outra pessoa: Sabe, v.m., o que dizem de fulano, de fulana...?
Fulana não é feliz com o marido, triste casal;... a moça fulana, dizem que é bastante leviana com fulano; - e que tal a ladroeira de fulano?... a fulano andam-lhe mal os negócios... Olhe, v.m., que é segredo, a mais ninguém o digo!
Ah! Segredo, e por que o não guarda? Assim o entregaria se de si se tratasse?
Que comichão de falar...oh! faísca bastante para incendiar uma vasta floresta! Malditos mexericos, malditos mexeriqueiros que acendem as inimizades e as ateiam, referindo a uns e outros o que pode provocar desuniões e rancores quase irremediáveis! Manifestans.

4º Difama-se o próximo deitando-lhe as ações a mal, atribuindo-lhes más intenções em seus atos, ora indiferentes, ora até louváveis. – Ah! Coração perverso, mede aos mais pela sua vara; seus olhos maus veem mal em tudo. 

Guarde-as para si suas interpretações malignas, que, voltando-se feitiço contra feiticeiro, perde a própria fama, e ninguém lhe acreditará nas boas intenções, já que aos mais, as nega. In mala vertens.

5º Tira-se a honra do próximo negando o bem que outros dizem dele. Ainda que não seja verdade o que se diz em louvor duma pessoa, que tem com isto o detrator? Qui negat.

6º Com a mesma injustiça diminui-se o elogio do próximo, ou se torna duvidoso o bem que lhe é atribuído. A quem louva uma bela ação, o bom procedimento, a generosidade, o zelo, o trabalho, a caridade, a fortuna, o comércio, os sucessos de um ausente, responde o murmurador: “Ora, que não há tanto assim... Nem tudo que luz é ouro!”... Não há como medir o alcance destruidor dessas e quejandas restrições. Qui minuit.

7º Os mesmo danados fins conseguem outros só com o calar-se; que há silêncio calculado e maldoso mais eloquente que as palavras. Estão a dizer mal de alguém, vós poderíeis defende-lo; em o não fazendo, cooperais a degolação desta inocente vítima. Qui tacet!

8º O louvar frouxamente pode ser, às vezes, venenosa maledicência. Ao louvar-se alguém a vista de outro, acode este com um sim tão seco, em tom de frieza, de indiferença e de constrangimento como de quem o solta contra sua opinião; tanto faz, como dizer que coisas sabe que desabonam o mérito da pessoa louvada, e é quanto basta para tudo eclipsar.
Outra manha do detrator: começa ele próprio com os encômios do ausente e, de repente: Mas! Muito homem de bem... muito boa mulher... moça muito trabalhadeira... etc.,... mas! Funesto mas! Murmuração tremenda! Disse muito uma palavra, uma palavra, um monossílabo, disse demais! Ai! Que foi isto enfeitar a vítima para degolar! Laudatque remisse.

Importa notar que para o crime de detração coopera também que assiste e escuta, que não houvera murmuradores, se não encontrassem ouvidos para atende-los.

Assim verifica-se o dizer dos Doutores que é de três pontas a língua do murmurador, e fere três vítimas a um tempo: quem fala, com quem e de quem se fala.

Entenda-se porém esta doutrina da participação voluntária, que não incorre em tão funesta cumplicidade quem, em não podendo tapar a boca maldizente ou tomar formalmente as dores do paciente, encerra-se em significativo silêncio de tristeza, de contrariedade, de distração, que basta quase sempre o rosto triste para deter a língua do maldizente, como dissipa o vento do aquilão as chuvas (Pv., 25,23).

Pior se torna e muito mais funesta e mais irremediável a detração quando perpetrada por escrito, e que será pela imprensa! Multiplica-se então os cúmplices no infinito: escritores, impressores, vendedores e leitores sem conta possível, cercam a pobre vítima como vespas peçonhentas, ou antes como assassinos implacáveis, de quem não pode escapar.

Urge-lhes os detratores de qualquer denominação a obrigação irreclinável de ressarcir o prejuízo que causaram ao próximo, obrigação de justiça qual a de restituir o que se roubou: Redde quod debes. Repõe o que me tirastes, pode clamar a vítima do detrator; roubaste-me a honra, a reputação, o crédito, o negócio, a posição; repõe-me isso tudo, que o reclamo em nome da razão, da religião, da justiça e da caridade. “O seu a seu dono!” Assim quiseras para ti, assim faze para os outros, senão, ouve a sentença de santo Agostinho que é da justiça divina: Non remittitur peccatum nisi restituatur ablatum.


Fonte: Manual do Cristão - 1930

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Excelente declaração do Civitas sobre o Sínodo


Tradução: Cristoph Klug

O Instituto Civitas realizou uma Declaração Solene contra o Sínodo e contra as manobras dirigidas para que a FSSPX seja reconhecida pela Roma conciliar. Esta Declaração foi pontualmente atacada por Jacques Regis du Cray, pois esta foi publicada apenas 48 horas depois da “muito cordial” declaração de Mons. Fellay. Curiosamente, a Declaração foi publicada por La Porte Latine, até agora o site oficial da FSSPX na França. A explicação deste paradoxo estaria no fato de que os chefes do Civitas têm acesso direto à administração do site La Porte Latine. Até hoje, eles têm lutado contra o acordo-reconhecimento da FSSPX por parte de Roma desde o interior da Fraternidade. No Le Forum Catholique, os acorditas fraternitários vêm dizendo desde há muito tempo coisas como as seguintes: “fechem então La Puerta Letrina, Nemo é demasiadamente amável ao chamá-la de jornaleco”; “Demos à FSSPX uma imagem honorável, desligamo-nos de La Porte Latine e seu aiatolá mal-acabado”; “La Porte Latine é uma m.....”; “La Porte Latine é administrada por leigos, aiatolás da Fraternidade, loucos de Alá”; etc. E no blogue chamado “Amigos da PorteLatine”, deixam bem claro que este é o único site oficial da verdadeira Tradição Católica na França.

Sabemos desde há muito, por outro lado, que a FSSPX tem preparada uma Neo-Porte Latine mais acorde aos novos ventos que sopram na Fraternidade (conferir aqui). Não terá sido possível lançar o novo site? Medo de uma grande ruptura com muitos sacerdotes e fiéis anti-acordistas que ainda permanecem dentro da FSSPX? Muito provavelmente.

Tradinews nos informa, além disso (extrato): Civitas, no início muito próximo à FSSPX, anuncia em termos bastante diretos que não seguirá a esta em sua eventual reconciliação com Roma. E que se passará aos que a deixaram, a chamada “Resistência”. Desde t
odos os pontos de vista, a FSSPX tem se distanciado do Civitas na medida em que o instituto começou sua virada “nacional católica”, patchwork de todas as manifestações da direita da direita da direita. Dito de outro modo, o trio residual do Civitas declara a guerra ao caminho que tomará indubitavelmente a FSSPX, e se dá ao luxo de fazê-lo desde o site francês da mencionada FSSPX. Um amigo me escreveu “surpreendido de ver que o Civitas mesmo assim tem acesso à La Porte Latine”. Eu lhe respondo que a verdadeira questão é mais bem saber se a FSSPX ainda dirige seu site. Alguns duvidam.




DECLARAÇÃO SOLENE DO INSTITUTO CIVITAS



SITE OFICIAL DO CIVITAS (destacamos o parágrafo mais relevante)



O Sínodo da família, pensado e organizado pelo Papa Francisco durante os meses de outubro de 2014 e 2015, tem mostrado que uma grande parte das mais altas autoridades da Igreja querem impor um olhar positivo sobre a homossexualidade e relativizar ­– inclusive legitimar – os divórcios e as uniões adúlteras.



É com esta última finalidade que o papa Francisco promulgou o Motu Proprio Mitis Iudex Dominus Iesus, que institui sem dizê-lo a possibilidade do divórcio na Igreja. Esta finalidade está presente no documento final do Sínodo, o qual afirma (nº 84-86) o primado da consciência individual, favorecendo o interesse individual dos cônjuges a expensas da mesma instituição do matrimônio.


Esta revolução, saída diretamente do espírito antropocêntrico e relativista do Concílio Vaticano II, constitui um ataque suplementar contra a ordem instituída pelo Criador. Ela gera repercussões diretas sobre a ordem social, o matrimônio cristão que é por sua vez uma realidade sacramental e a pedra angular que funda a sociedade.



É por isso que

- O Instituto Civitas reitera sua firme oposição a todas estas pérfidas manobras que destroem em profundidade a família e a sociedade. 

- Retomando textualmente as palavras do grande arcebispo Monsenhor Marcel Lefebvre, promulgadas em 21 de novembro de 1974, o Instituto Civitas proclama: “Nós aderimos de todo coração, com toda nossa alma, à Roma católica guardiã da fé católica e das tradições necessárias para a preservação desta fé, à Roma eterna, mestra de sabedoria e de verdade. Pelo contrário, negamo-nos e negaremos sempre a seguir a Roma de tendência neo-modernista e neo-protestante que se manifestou claramente no Concílio Vaticano II e despois do Concílio em todas as reformas que deste saíram”. 

- O Instituto Civitas jamais aceitará calar-se nem se subscreve à estratégia de sepultamento que consiste em fazer-se aceitar por aqueles que destroem a Igreja e a sociedade, tanto no interior como no exterior. Com efeito, é impossível trabalhar na cristianização da sociedade colaborando precisamente com aqueles que a subvertem. 

- O Instituto Civitas reafirma sua vontade, sejam quais forem as consequências, de trabalhar agora e sempre, oportuna e inoportunamente, pela cristianização de nossa sociedade. Com este fim, o Instituto Civitas continuará oferecendo sua colaboração aos sacerdotes fiéis à Tradição Católica para assisti-los e ajudá-los em suas atividades apostólicas, e solicitará sua colaboração e sua cooperação em suas atividades próprias, políticas ou sociais. Também quer ser um exemplo de colaboração livre e frutuosa entre o temporal e o espiritual, destruída pelo laicismo anticristão.




Paris, em 25 de outubro de 2015, Festa de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

A Curiosidade, por Santo Agostinho de Hipona


À tentação sobredita [a sedução pelas coisas belas] junta-se outra, mais perigosa sob múltiplos aspectos. Além da concupiscência da carne – que vegeta na deleitação de todos os sentidos e prazeres, e mata a todos os que a servem, isto é, àqueles que se afastam para longe de Vós – pulula na alma, em virtude dos próprios sentidos do corpo, não um apetite de se deleitar na carne, mas um desejo de conhecer tudo, por meio da carne.

Este desejo curioso e vão, disfarça-se sob o nome de “conhecimento” e de “ciência”. Como nasce da paixão de conhecer tudo, é chamado nas divinas Escrituras a concupiscência dos olhos(1), por serem estes os sentidos mais aptos para o conhecimento.

É aos olhos que propriamente pertence o ver. Empregamos, contudo, este termo, mesmo em relação aos outros sentidos, quando os usamos para obter qualquer conhecimento. Assim, não dizemos: “ouve como brilha”, “cheira como resplandece”, “saboreia como reluz”, “apalpa como cintila”. Mas já podemos dizer que todas essas coisas se vêem. Por isso não só dizemos: “vê como isto brilha” – pois só os olhos o podem sentir, – mas também: “vê como ressoa, vê como cheira, vê como sabe bem, vê como é duro”. É por isso, como já disse, que se chama concupiscência dos olhos à total experiência que nos vem pelos sentidos. Apesar do ofício da vista pertencer primariamente aos olhos, contudo os restantes sentidos usurpam-no por analogia, quando procuram um conhecimento qualquer.

Daqui se vê claramente quanto a volúpia e a curiosidade agem em nós pelos sentidos: o prazer corre atrás do belo, do harmonioso, do suave, do saboroso, do brando; a curiosidade, porém, gosta às vezes de experimentar o contrário dessas sensações, não para se sujeitar a enfados dolorosos, mas para satisfazer a paixão de tudo examinar e conhecer.

Que gosto há em ver um cadáver dilacerado, a que se tem horror? Apesar disso, onde quer que esteja, toda a gente lá acorre ainda que, vendo-o, se entristeça e empalideça. Depois, até em sonhos temem vê-lo, como se alguém os tivesse obrigado a ir examiná-lo, quando estavam acordados, ou como se qualquer anúncio de beleza os tivesse persuadido a lá irem.

O mesmo se dá com os outros sentidos. Iríamos longe se os percorrêssemos a todos. Por causa desta doença da curiosidade, exibem-se no teatro cenas monstruosas de superstição. Dela nasce o desejo de perscrutar os segredos preternaturais que afinal nada nos aproveita conhecer, e que os homens anseiam saber, só por saber.

É ainda a curiosidade que, com o mesmo intuito de alcançar uma ciência perversa, faz recorrer o homem às artes mágicas. Enfim é ela que, até na religião, nos arrasta a tentar a Deus, pedindo-Lhe milagres e prodígios, não porque os exija a salvação das almas, mas só porque se deseja fazer a experiência.

Neste bosque imenso, repleto de tantas insídias e perigos, cortei e expulsei da minha alma muitos males. Vós assim me o concedestes, ó Deus da minha salvação. Mas quando no meio de tantas tentações desta espécie, que por todos os lados me circundam a vida quotidiana, ousarei afirmar que nenhuma delas me há de ver, nem me ei de deixar arrastar por nenhuma curiosidade vã?

Os teatros, é certo, já me não arrebatam nem procuro conhecer o curso dos astros, nem nunca a minha alma esperou as respostas das sombras de que se vale a magia para as suas respostas. Detesto todos estes ritos sacrílegos. Mas, ó Senhor meu Deus, a quem devo servir na humilhação e simplicidade, com quantas maquinações me incita o inimigo a pedir-Vos um sinal! Contudo suplico-Vos pelo nosso Chefe e nossa Pátria – a pura e casta Jerusalém – que assim como até agora esteve longe de mim este consentimento, assim continue a estar cada vez mais. Quando Vos peço a salvação de alguém, o fim do meu intento é muito diferente. Concedei-me agora e no futuro a graça de Vos servir jubilosamente fazendo Vós o que quiserdes.

Contudo, quem poderá contar as insignificantes e desprezíveis misérias que todos os dias tentam a nossa curiosidade, e o número de vezes em que escorregamos? Quantas e quantas vezes não ouvimos contar banalidades! Ao princípio toleramo-las, só para não ofender os fracos; mas depois ouvimo-las com gosto sempre crescente!

Já não contemplo um cão a correr atrás duma lebre quando isso sucede no circo. Mas se a caçada for no campo, que eu casualmente atravesso, talvez ela me distraia de um pensamento importante e, se me não obriga a mudar de caminho para a seguir a cavalo, sigo-a ao menos com um desejo de coração; se imediatamente por meio da minha já tão conhecida fraqueza, me não avisardes que me liberte desse espetáculo. E se eu me não elevar até Vós com alguma consideração, ou desprezando-o por completo ou passando adiante, ficarei loucamente absorvido.

Quando estou sentado em casa não me prende também, muitas vezes a atenção, um estelião(2) a caçar moscas, ou uma aranha enredando as que se atiram às suas teias? Acaso, por serem animais pequenos, a curiosidade deixará de ser a mesma? É certo que disto me aproveito para Vos louvar, ó Criados admirável e Coordenador de todas as coisas. Mas não é isso o que primeiro me desperta a atenção. Uma coisa é levantar-me após a queda, e outra coisa é não cair nunca.

De tais misérias está repleta a minha vida. A minha única esperança é a Vossa infinita misericórdia. como o nosso coração é recipiente de todas estas misérias e porque traz essa imensa multidão de vaidades, muitas vezes as nossas orações interrompem-se e perturbam-se.

Enquanto na Vossa presença elevamos até junto de Vossos ouvidos a voz da nossa alma, não sei donde provêm tantos pensamentos fúteis, que se despenham sobre nós e nos cortam a atenção em coisa tão importante.


Santo Agostinho de HiponaConfissões, Segunda Parte, Livro X, cap. 35.


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(1) I Jo. II, 16
(2) Espécie de lagartixa do Norte da África que no dorso apresenta manchas parecidas a estrelas.