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quarta-feira, 7 de março de 2018

Voz de Fátima, Voz de Deus - Nº 53

Mosteiro da Santa Cruz

03 de março de 2018


“Vox túrturis audita est in terra nostra”     
(Cant. II, 12)


      “Por fim o Meu Imaculado Coração triunfará” (Nossa Senhora de Fátima, em Sua terceira aparição, em 13 de julho). E que significa esse triunfo de nossa boa Mãe do Céu, senão o triunfo do Seu Divino Filho? E que significa esse triunfo de Jesus, senão o Seu império, o Seu governo e a Sua dominação sobre todos os homens, tanto individualmente como organizados em sociedade, tanto internamente como em suas atividades externas, tanto em seus pensamentos como em suas palavras, tanto na intimidade de seus lares como em público, tanto em suas obras de arte como em suas publicações de leis civis, tanto em seu modo de estimar as coisas como de julgá-las?

      E se a Santa Igreja nada mais é que o Corpo Místico de Jesus, todos os homens, governantes e governados, desde o sumo governante que é o Papa até ao mais insignificante dos cidadãos, e todas as suas obras, realizadas em seu interior como as que realizam externamente, devem submeter-se aos ensinamentos e governo da Santa Igreja, que é a fiel transmissora da Revelação Divina e depositária da autoridade do seu Divino Fundador. E esse é o chamado Reino Social de Nosso Senhor Jesus Cristo.

      Quando isso se realizará? Não o sabemos. O que cabe a nós, na situação em que se encontra hoje o mundo, é de, no âmbito de nossa ação e no qual tivermos alguma influência, realizarmos esse ideal em nossas próprias pessoas e nas do próximo. E isso implica necessariamente uma oposição a quase tudo que se nos oferece ao nosso redor, pois a sociedade atual está impregnada até a medula de uma multidão de coisas que se opõem a Cristo Rei. Essa atitude certamente é constrangedora e nos faz sofrer, mas nos assimila, ainda que indignamente, às santas personagens que ficaram ao pé do Calvário, as quais, sós, deram mostra de fidelidade ao nosso Divino Salvador diante da turba que vociferava com ódio contra o seu grande, maior e verdadeiramente único Benfeitor.

      O que essa atitude nos valerá? Muitos incômodos e talvez até a vida presente, mas nos premiará com a eterna. E isso excede a todo preço.

      Que Nossa Senhora de Fátima nos alcance de Seu Divino Filho a graça de ficarmos ao lado Dela no Gólgota, de pé, como Ela.



Arsenius



U.I.O.G.D

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Voz de Fátima, Voz de Deus - Nº XVI (16)

Mosteiro da Santa Cruz

20 de maio de 2017

Vox túrturis audita est in terra nostra”
(Cant. II, 12) 

No dia 12 deste mês, em Vienna, Estado de Virgínia, nos Estados Unidos, os quatro Bispos da Resistência consagraram a Rússia ao Imaculado Coração, afim de que esta grande nação retorne ao seio da Igreja Católica. É evidente que esta consagração não realiza o pedido de Nossa Senhora, pois cabe ao Santo Padre realizar esta consagração em união com todos os Bispos do mundo. No entanto, esta consagração é o que está em nosso alcance.

A importância da conversão da Rússia é evidente. Após ter espalhado pelo mundo inteiro os erros do materialismo ateu, a Rússia é destinada a reparar os males por ela realizados, aos quais se somam os males difundidos pelos países liberais da Europa e da América. São João Bosco, pelo que lemos na revista francesa “Sous la Bannière”, número 190, predisse que a Rússia invadiria a França arvorando uma bandeira negra, que se transformaria, em seguida, em bandeira branca. Que poderia ser esta bandeira branca senão a conversão da Rússia ao Catolicismo?

Nesta mesma revista e neste mesmo artigo, lê-se que o Pe. Gruner foi contatado, em outubro de 2013, pela Embaixada da Rússia em Roma, a qual desejava saber o conteúdo exato da Mensagem de Fátima. O Pe. Gruner, já falecido, foi um grande apóstolo de Fátima, conhecido no mundo inteiro e não foi sem razão que a Embaixada da Rússia pediu-lhe informações sobre Fátima, preferindo-o, provavelmente, às autoridades do Vaticano.

Quanto mais o mal faz progressos, tanto mais Deus revela aos homens os tesouros de sua misericórdia. Que nossas orações possam apressar o triunfo do Imaculado Coração sobre a Rússia e sobre todo o mundo, a começar pela conversão dos homens da Igreja que querem sujeitá-la aos piores inimigos de Nosso Senhor.

+ Tomás de Aquino OSB

U.I.O.G.D

sábado, 13 de maio de 2017

Voz de Fátima, Voz de Deus - Nº 14

Mosteiro da Santa Cruz

6 de maio de 2017

Vox túrturis audita est in terra nostra”
(Cant. II, 12) 

       O Papa Francisco introduziu a estátua de Lutero no Palácio Apostólico. Seria isto a abominação da desolação posta no lugar santo? Sim, se a este fato acrescentarmos tudo o que se soma e que se somará ainda em matéria de heresias, erros, profanações e sacrilégios que a nova religião institui em toda parte.

       Mas é disto que fala a Sagrada Escritura, ao falar da abominação da desolação posta no lugar santo? Que é exatamente esta abominação da desolação?

       São Jerônimo passa em revista o que pode ser designado por esta expressão e fala do Anticristo e da heresia. Ora Lutero foi um herege e um precursor do Anticristo. Sua estátua no Vaticano é um sinal precursor dos maiores males preditos na Sagrada Escritura.
Que Nossa Senhora de Fátima nos proteja destes males.

+ Tomás de Aquino OSB

U.I.O.G.D

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Voz de Fátima, Voz de Deus - Nº 11




15 de abril de 2017

“Vox túrturis audita est in terra nostra”

(Cant. II, 12)

Nosso Senhor veio ao mundo para reinar. Seu reino exclui, necessariamente, o reino do demônio.

“O diabo, escreve Dom Emmanuel André, dominava o mundo antes da vinda de Nosso Senhor; ele dominava abertamente, publicamente. Quando o Salvador apareceu, ele sentiu o seu império desmoronar. Semelhante a estas feras que ao aproximar-se o dia entram em suas tocas, assim ele teve de abandonar a sua ação às claras e refugiar-se nas reuniões secretas.”

No dizer do mesmo Dom Emmanuel, o mistério da iniquidade, do qual fala São Paulo, não é outra coisa senão o culto do demônio nas sociedades secretas. Estas sociedades têm na Maçonaria a sua mais completa expressão anticatólica. Eis porque a luta entre a Igreja e a Maçonaria irá sempre aumentando até um desenlace no qual, segundo Dom Emmanuel, Nosso Senhor intervirá pessoalmente para dar a vitória à sua Igreja. Antes disso, a Igreja deverá passar por uma Paixão semelhante à de seu divino Esposo. Mas após a Paixão, virá a Ressurreição.

+ Tomás de Aquino OSB

U.I.O.G.D

domingo, 2 de abril de 2017

Voz de Fátima, Voz de Deus - Nº 9

Mosteiro da Santa Cruz

1 de abril de 2017


“Vox túrturis audita est in terra nostra”
(Cant. II, 12)

      Tradição faz alusão a algo que é transmitido. Estudando as religiões pagãs e o mito do Filho da Viúva que se encontra praticamente em todas elas, Jean Claude Luzac’hmeur constata uma semelhança e uma dissemelhança entre as tradições pagãs e a tradição católica – que podemos também chamar de Tradição judaico-cristã, no sentido de que Abraão, os patriarcas e o povo judeu creram no Messias prometido, que deveria redimir os homens morrendo na cruz, ou seja, em Nosso Senhor Jesus Cristo.

      Eis aqui uma das conclusões a que chega o autor: “A religião do Filho da Viúva repousa sobre a mesma base de tradições que a Bíblia, mas com a diferença fundamental de que os valores aí estão invertidos e que o deus judaico-cristão aí aparece sob os traços de um tirano invejoso e implacável.” (Fils de la Veuve, pág. 136 – Edições de Chiré – 2002)

      Assim temos duas tradições que remontam aos primórdios do mundo: a Tradição católica e aquela que Mons. Jouin qualificava de contra-Tradição. Elas se opõem radicalmente e foi para desmascarar a contra-Tradição que Mons. Jouin fundou a Revista Internacional das Sociedades Secretas. Desmascarar porque a contra-Tradição tem algo para esconder e que ela esconde com efeito, pois nela tudo está invertido, como nos explica Jean Claude Lozac-hmeur em seu livro. Ora, esta inversão tem de ficar oculta aos olhos profanos pois ela escandalizaria as almas retas e há ainda almas retas no mundo.


+ Tomás de Aquino OSB


U.I.O.G.D

sábado, 18 de março de 2017

Voz de Fátima, Voz de Deus - Nº 8

Mosteiro da Santa Cruz

25 de março de 2017

“Vox túrturis audita est in terra nostra”
(Cant. II, 12)

Em Fátima Nossa Senhora falou da II Guerra Mundial. Para evitá-la, ela pediu a consagração da Rússia ao seu Imaculado Coração. E a Alemanha? Nossa Senhora não falou da Alemanha. Como falar da II Guerra Mundial sem falar da Alemanha?

O mal causado pela Rússia foi maior do que o mal causado pela Alemanha. O mal causado pela Alemanha é muito menor, comparado ao mal causado pela Rússia, durante e depois da II Guerra.

Muitos na França foram condenados à morte, sob acusação de colaboração com a Alemanha. Ora, até hoje os que colaboraram com a Rússia estão isentos de qualquer acusação. E no entanto, Nossa Senhora falou da Rússia e não falou da Alemanha. Grave erro da parte dos Aliados, que viram o erro do nazismo, que é real e que foi condenado por Pio XI, mas não viram o erro do comunismo, que é pior e que foi igualmente condenado por Pio XI como “intrinsecamente perverso”. As consequências foram que a Rússia espalhou seus erros pelo mundo inteiro, provocando guerras e perseguições contra a Igreja.

Enquanto o Papa não consagrar a Rússia ao Imaculado Coração e a Rússia não se converter, os livros de História continuarão a calar o erro dos Aliados ao colaborarem com o comunismo, com o qual, diz Pio XI, nenhuma espécie de colaboração é permitida.

Rezemos para que o Papa, com todos os Bispos, consagre a Rússia ao Imaculado Coração e que assim a Rússia se converta e o munda tenha um tempo de paz, paz que o mundo não tem e não terá enquanto o mundo não se submeter ao doce jugo do Cristo Rei.

+ Tomás de Aquino OSB

U.I.O.G.D

Voz de Fátima, Voz de Deus - nº 7

Mosteiro da Santa Cruz
18 de março de 2017

“Vox túrturis audita est in terra nostra”

(Cant. II, 12)

O que pensar de René Guénon, Frithjof Schuon e seus discípulos?
Que sua doutrina é contrária à doutrina da Igreja.

E que pensar de Olavo de Carvalho?
Na medida em que ele adere às doutrinas de René Guénon e de Schuon, ele também se opõe à doutrina da Igreja.

O que pensar da obra de Schuon sobre a Unidade Transcendental das Religiões?
O mesmo que já foi dito acima.

Onde encontrar uma exposição detalhada dos erros de Schuon?
Nas conferências divulgadas pelos dominicanos de Avrillé (França) a respeito deste autor.

+ Tomás de Aquino OSB

U.I.O.G.D

terça-feira, 7 de março de 2017

Voz de Fátima, Voz de Deus - Nº 5

4 de março de 2017

“Vox túrturis audita est in terra nostra”

(Cant. II, 12)

Em Fátima Nossa Senhora fala de política ao falar da Rússia, pois foi a política soviética que foi a causa das guerras, fomes e perseguições anunciadas em Fátima.

Mas falar de política convém a Nossa Senhora? Não é necessário separar política e religião, Igreja e Estado, cada qual na sua esfera própria sem interferirem nos assuntos um do outro?

Grave erro seria pensar assim. Os inimigos da Igreja procuram difundir este modo de pensar, pois eles querem separar as nações católicas do seio da Igreja. Os católicos não se dão bem conta de que as nações católicas estão unidas à Igreja como o corpo está unido à alma. Igreja e Estado formam uma só realidade, da qual Nosso Senhor Jesus Cristo é a cabeça e os Estados, os membros. A Igreja é a alma. O Estado é o corpo.

A maçonaria sabia o que fazia quando declarou guerra às monarquias católicas herdadas da Idade Média, época em que os Santos Evangelhos eram a lei do mundo civilizado através desta união entre a Igreja e o Estado.

Hoje esta união está rompida e o corpo da sociedade, separado de sua alma, torna-se cada dia mais semelhante a um cadáver exalando o cheiro da morte.

Que o mundo volte ao seu Redentor por intercessão da Medianeira de todas as graças, a cujo Imaculado Coração a Rússia deve ser consagrada pelo Santo Padre em união com todos os Bispos e assim voltar ao redil da Igreja para que o mundo tenha um tempo de paz.

+ Tomás de Aquino OSB

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Voz de Fátima, Voz de Deus - Nº 3

Por Mosteiro da Santa Cruz



VOZ DE FÁTIMA, VOZ DE DEUS
18 de fevereiro de 2017
“Vox túrturis audita est in terra nostra”

(Cant. II, 12)


Em outubro de 1943 Dom José Correia da Silva, Bispo de Leiria, provavelmente encorajado pelo Cônego Galamba, dá ordem formal a Lúcia de escrever a terceira parte do segredo revelado por Nossa Senhora no dia 17 de julho de 1917.

Curiosamente, Lúcia sente uma agonia mortal a pôr por escrito esta terceira parte do segredo. Várias vezes ela quis obedecer e se sentou para escrever sem poder fazê-lo. Tendo recebido esta ordem em outubro de 1943, ela não a havia cumprido ainda em 24 de dezembro do mesmo ano. “Este fenômeno (ou seja, esta dificuldade) não é natural”, escreve ela a um prelado.

Antes da aparição de 17 de julho de 1917, Lúcia também tinha sentido uma agonia mortal, a agonia da dúvida. Deus permitira que o demônio introduzisse a dúvida no coração de Lúcia; dúvida sobre as aparições de Nossa Senhora. Ela havia desistido de ir à Cova da Iria. Na última hora a dúvida desapareceu e ela foi com seus primos Francisco e Jacinta.

Agora, em 1943, algo semelhante parece se reproduzir. Deus permitia assim ao demônio tentar abafar esta terceira parte do segredo? Isto nos indica a importância do conteúdo do segredo, como antes da Paixão Deus permitiu a agonia no Horto da Oliveiras.

Enfim, por volta de janeiro de 1944, ela consegue pôr por escrito a importante comunicação.

“Eu escrevi o que vós me pedistes, escreve ela ao Bispo de Leiria, Deus quis me provar um pouco; era bem a sua vontade; (o texto) está selado numa carta e esta está dentro dos cadernos” (Carta de 9 de janeiro de 1944).

É este segredo que até hoje não foi revelado. Ele foi levado ao Vaticano e Pio XII poderia tê-lo lido, mas não o fez. João XXIII o leu, mas não o divulgou. E no entanto, a partir de 1960, ele seria mais fácil de ser compreendido.

Trata ele do Vaticano II? É provável. O Céu falou, o Céu espera e os males aumentam, porque não se dá atenção aos pedidos do Imaculado Coração. A Rússia não foi consagrada ao Imaculado Coração da maneira pedida por Nossa Senhora e o terceiro segredo continua oculto, ou seja, ninguém dá atenção à “vox túrturis” que se fez ouvir em nossa terra.

Que nós, ao menos, rezemos e sacrifiquemo-nos. Os Corações de Jesus e Maria estão atentos a nossas orações e esperam que prestemos atenção aos seus pedidos e os ponhamos em execução.



+ Tomás de Aquino OSB

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Voz de Fátima, Voz de Deus - Nº 2


VOZ DE FÁTIMA, VOZ DE DEUS
Nº2

11 de fevereiro de 2017

“Vox túrturis audita est in terra nostra”

(Cant. II, 12)



O Terceiro Segredo e o Concílio

Os que estudam seriamente Fátima sabem que a chamada “revelação do Terceiro Segredo” é uma falácia.

Entre vários argumentos em abono do que digo há um ao qual gostaria de me referir e que, infelizmente, é pouco falado: a causa por que os Papas desde João XXIII até Francisco negaram-se a revelá-lo.

Indaguemo-nos com toda simplicidade qual seria o conteúdo ali existente que faria calá-los tão teimosamente.

Qual é a “pupila dos olhos” desses Papas? Acaso não é, com toda a evidência, o Concílio Vaticano II? Sim, caro leitor, é isso que quero dizer: estou pessoalmente convencido de que no Terceiro Segredo há a “palavra mágica” “Concílio”. E certamente ela figura aí não em termos elogiosos, mas como sendo a causa da “desorientação diabólica”¹ na qual vivemos; esse Concílio, no entanto, é considerado pelos ditos Papas como a “primavera da Igreja” (e ai daquele que o contestar! Mesmo que seja a Mãe de Deus!!!)

Saiba também o leitor que essa minha convicção pessoal não é gratuita nem sem fundamento.

Aduzo em seu favor dois testemunhos de duas pessoas de grande peso: o Cardeal Oddi e a Irmã Lúcia.

O Cardeal Oddi disse: “Conforme me é conhecido, está escrito que aproximadamente em 1960 o Papa teria convocado o Concílio do qual, contrariamente ao que se esperava, teria derivado tantas dificuldade para a Igreja”.² Com as palavras “conforme me é conhecido”, com toda segurança poderíamos acrescentar às mesmas: “pelo que soube junto aos que leram o Segredo”.

A Ir. Lúcia, respondendo às perguntas que lhe fizeram se o Segredo tinha a ver com o Concílio e suas consequências, ela respondeu “Não posso dizer – não posso falar” “Eu li alguns documentos do Concílio, mas não os li todos” “Eu li sobre alguns problemas, mas não li tudo”.³ Respostas evasivas de quem não quer dizer o que foi perguntado. Por que não o faria? Se a resposta fosse “não” seria muito simples de o fazer. Mas se a resposta fosse “sim” ela estaria diante de dois problemas: 1) Ela não poderia desobedecer àqueles que tinham autoridade sobre ela, os quais com toda verossimilhança eram acérrimos defensores do Vaticano II e tê-la-iam proibido de o dizer; 2) Ela poderia não poderia mentir. Daí as suas respostas tipicamente escapatórias.

Quão bom seria se todos os católicos estivessem convictos da realidade da tese que defendo! Por respeito e obediência às palavras de Nossa Senhora rejeitariam o Vaticano II e as reformas pós-conciliares e voltariam ao que a Igreja sempre ensinou antes do Concílio e adeririam à Tradição bimilenar.

Queira Deus que assim o seja com a contribuição deste modesto artigo.


1- Palavras da Ir. Lúcia, citadas em “Fátima joie intime événement mondial”, pág. 409.
2- 30 Giorni, novembro de 1990.
3- Cf. Controverses, abril de 1995.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Voz de Fátima, Voz de Deus – nº 1

Por MOSTEIRO DA SANTA CRUZ
A VOZ DE FÁTIMA

“Vox túrturis audita est in terra nostra” (Cant. II, 12)

FEVEREIRO – 2017

Nº 1

Começamos este primeiro número desta modesta publicação realizada em honra do Imaculado Coração de Maria, do qual nós esperamos a salvação de nosso país, de nossas almas e do mundo inteiro. O que Nossa Senhora realizou em Portugal no século XX, preservando-o durante meio século do comunismo, da maçonaria e do modernismo, ela realizará também em nossa pátria e no mundo inteiro se nós nos consagrarmos ao seu Imaculado Coração e se obedecermos aos seus pedidos de não ofender mais a Deus Nosso Senhor já tão ofendido e de fazermos reparação pelas ofensas das quais Ele é objeto assim como Sua Mãe Santíssima.

Que cada um de nós responda com amor aos pedidos de Nossa Senhora de Fátima, consciente de que o Rosário e a devoção ao Imaculado Coração de Maria são os últimos recursos dados ao mundo para sua salvação.

Portugal em 1917 estava no mais profundo caos político e econômico e, além disto, os seminários estavam quase vazios, muitos bispos exilados, a maçonaria mantendo o país sob seu domínio.

O governo havia rompido a união entre o Estado português e a Igreja em 1911. São Pio X reagira fortemente, declarando nula e sem valor esta iníqua decisão governamental.

Alguns anos antes, em 1908, o rei D. Carlos e seu filho haviam sido assassinados e a responsabilidade do governo recaíra sobre Dom Manoel, de 18 anos, o qual não pôde impedir a proclamação da república em 1910, tendo de fugir do país.

Quem poderia salvar Portugal? Nossa Senhora! Aparecendo a três pastorinhos na Cova da Iria, ela mudou os rumos de Portugal e ela fará o mesmo no mundo se nós a ouvirmos.

Poucos anos depois, um governo católico restituiu a Portugal sua alma e Nossa Senhora protegeu a nação portuguesa do comunismo assim como da II Guerra Mundial, como afirmou Pio XII em 1946.

Sejamos pois cruzados de Fátima neste centenário de suas aparições na Cova da Iria. Estudemos, propaguemos e vivamos de sua mensagem que se resume em amar a Deus Nosso Senhor e em impedir por todos os meios os pecados com os quais os homens ferem o Seu divino Coração e o de Sua Mãe Santíssima, de cuja intercessão nós esperamos a salvação de nossa pátria, a de nossas almas, a do mundo inteiro e a da Igreja, ocupada por seus mais cruéis inimigos que, no entanto, serão vencidos por aquela da qual a Santa Liturgia diz que ela venceu todas as heresias.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

AJUDA AO COLÉGIO SÃO BENTO E SANTA ESCOLÁSTICA

A todos os que receberem esse vídeo, saibam que o Colégio São Bento e Santa Escolástica, que proporciona uma educação do Pré-Escolar ao Fundamental I, passa por seríssimas dificuldades, e é um dos poucos colégios católicos neste país que dão um ensino católico de verdade.

Mesmo que você não tenha filhos, tenha em mente que a formação destes pequenos desde a mais tenra infância com um ensino pautado nos ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, é de fundamental importância para o futuro de suas almas, se queremos que elas se salvem. E nós queremos. Não podemos deixar essas crianças à mercê de um ensino laico eivado de princípios materialistas e marxistas, que nada querem com o Reinado Social de Nosso Senhor.

Qualquer contribuição é importantíssima, sendo nada mais nada menos que para a glória de Deus.

Nos corações de Jesus, Maria e José,
Cristoph Klug