Mostrando postagens com marcador Comunismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Comunismo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 13 de março de 2018

Laura Raventós, jornalista tradicionalista, penetra na maldade do marxismo cultural


O marxismo é um veneno diabólico, veneno letal abrasivo e dissolvente, que aniquila as entranhas e os mesmos cimentos da Cidade de Deus. É uma antecipação do inferno, ressonância satânica do irremissível não servirei de Lúcifer, bramido desesperado que retumba nos tímpanos da eternidade.

É uma das ideologias mais perniciosas para corromper e depravar o homem. Tem semeado de escarlate e barbárie o campo da História com milhões de mortos e sacrilégios. Tem propiciado um prejuízo incalculável à cristandade, socavando de coalho suas frondosas raízes e arrastando a um número incontável de almas ao inferno. Sopro de gelo que tem murchado flores de inocência, de pureza e de virtude.
A Rússia espalhou seus erros pelo mundo, graças ao demônio que havia semeado o joio do liberalismo nos Estados outrora católicos. Hoje em dia este vírus, assentado nas democracias liberais, segue impondo sutilmente suas mefíticas ideias através do que se conhece como marxismo cultural

Entrevistamos uma especialista no tema Laura Raventós i Vilarnau, jovem andorrana especializada em Hispanismo e Tradicionalismo Católico, principalmente focado na população anglófona, como R. U. e dos EUA. Redatora no “Traditional Latin Mass Catholics” e outros meios tradicionais.


O que se entende por marxismo cultural?
A expressão clássica do marxismo tem sido a econômica, que é a colocada em marcha do aparato econômico socialista, seguindo as ideias de Marx e posteriores ideólogos criminosos como Lênin ou Mao. Ao colapsar este modelo na maioria de países em fins do século XX, o marxismo transformou-se e de forma solapada tem envenenado a cultura no mundo inteiro e com muito mais violência ao ocidente cristão. É solapado pois muitos poucos o sabem reconhecer como marxismo, mas é tanto ou mais violento e danoso que a ideologia clássica com enfoque econômico. O marxismo cultural é, pois, a colocada em marcha e vitória da ideologia liberal e judaica maçônica sobre a sociedade.

Que pessoas estão por trás e que fins perseguem?
Em primeira instância o sionismo internacional (que oficialmente se chama assim desde o século XIX), que aliado com seus títeres, em particular a maçonaria, buscam eliminar a Cristo da sociedade. Assim se propuseram desde que assassinaram vilmente a Nosso Senhor, mas de forma mais recente no século XVIII com seu primeiro e grande triunfo: a Revolução Francesa, seguido do colapso das monarquias católicas, o triunfo do liberalismo (com suas duas expressões econômicas, a capitalista e a comunista) no mundo inteiro, e por se não fosse suficiente no século XX o nefasto Concílio Vaticano II e a subsequente destruição do mundo católico. O fim é, pois, eliminar a Cristo, e com ele levar a muitas almas à sua perdição, em benefício de seu “deus”, o Demônio.

Quais são suas principais manifestações em fatos concretos?
A principal manifestação, ao menos no Ocidente, tem sido a promulgação de leis ou correntes culturais que buscam que nossa religião seja vista como algo privado que não deve pertencer à vida pública. A heresia da separação Igreja-Estado, outrora condenada pelo Papa Pio IX, é hoje uma realidade em praticamente todos os países antigamente católicos, como Espanha. De fato, hoje em dia só sobrevivem como oficialmente católicos a Argentina, Costa Rica e os microestados europeus, mas todos de forma simbólica, um arcaísmo legal, pois tem sido também consumidos pelo liberalismo e modernismo imperante em nossos tempos. Esta é a principal manifestação, o abandono da fé, pois é a porta que se abre para as outras abominações: o relativismo, a proliferação de seitas, a sodomia, o aborto o feminismo, a revolução sexual, e um sem número mais de ideias e comportamentos que buscam perverter a sociedade e fazer com que o homem esqueça seu fim primordial: servir a Deus. Curiosamente, a Virgem Santíssima advertia em Fátima que muitos se condenariam pelos pecados relacionados com a carne e são esses os pecados que mais exalta e promove o marxismo cultural, pois com mais facilidade destroem e corrompem a alma e a mente.

Por que tem tido tão boa aceitação nas sociedades liberais ocidentais?
Porque é uma ideologia relativista, onde a verdade não é universal e absoluta, mas que depende de cada um e segundo o momento. É uma verdade cômoda, onde não há pecado nem inferno, e que de fato proclamam com orgulho em seu hino “A Internacional” – é um lugar onde todos temos razão e ninguém está errado nem será julgado. Uma igualdade que não se baseia na ciência nem na lógica, senão em uma enfermidade mental, pois isso é o liberalismo uma enfermidade mental que carcome a mente pobre das massas malformadas e mal guiadas. Como ovelhas sem pastor... e é certo, pois onde estão os pastores? Apenas existem.

Como os pais podem livrar seus filhos deste veneno do marxismo cultural?
Às crianças se lhes deve ensinar fortes bases católicas, de modo que ao crescer contem com as ferramentas para detectar e aplastar a heresia. Isso só se alcançará com pais de família bem formados, e que assistam a comunidades católicas tradicionais, onde entre outras coisas se reze a Missa de sempre e se ensine a verdadeira doutrina. É a única forma. Além disso, segundo as possibilidades, deve-se afastar o máximo possível do sistema educacional liberal, usando alternativas como por exemplo a educação à distância ou em casa.

A partir de quais outras frentes se pode combatê-lo?
Já deu o maior exemplo o Papa Santo, Pio X: “Em vão construireis igrejas, pregareis missões e edificareis escolas; todas as vossas obras, todos os vossos esforços ficarão destruídos se não sabeis manejar ao mesmo tempo a arma ofensiva e defensiva de uma imprensa católica, leal e sincera” – e isso é o que falta hoje em dia, uma verdadeira imprensa católica, salvo contados meios como o de vocês. Mas faz falta mais disso e dar maior difusão e de forma mais agressiva e clara e menos politicamente correta. Os liberais têm triunfado graças ao seu aparato midiático propagandístico e o mesmo deveríamos fazer nós. Esse é o principal conselho, além claro, de nos afastarmos como da peste dos erros da igreja conciliar e nos aproximarmos mais da Roma Eterna, recuperando a Tradição Católica e a sã doutrina.

Por que há covardia em muito católicos tradicionais e não reagem ante ao que está acontecendo?
Existe covardia principalmente por duas razões. Uns temem as repercussões sociais, como o ter problemas no emprego ou em suas relações pessoais com amigos ou familiares. Outros temem o enfrentamento com as hierarquias supostamente católicas. Assim, muitos em privado criticam o mal, porém em público fazem vista grossa com o objetivo de manter seu cômodo status quo. É uma atitude muito grave, que se não for corrigida será sua própria condenação. Lembremos a Sagrada Escritura no Apocalipse. “posto que és tíbio, e não frio nem quente, te vomitarei de minha boca”. E o mais grave é que não se trata de casos isolados, se não da grande maioria, inclusive nos círculos supostamente mais tradicionalistas.

Em quais princípios sólidos se baseia para ter as ideias tão claras?
Tenho contado com o privilégio de nascer no seio de um lar católico, onde meus pais me inculcaram as bases da fé, mas quis ir mais além e instruir-me especialmente naqueles temas que concernem à salvação das almas, incluída a minha. Graças a meus bons e santos sacerdotes assim como a outros letrados de fé sólida, e apoiada em minha formação acadêmica tenho podido me aprofundar em temas de filosofia e doutrina católica, lendo e compreendendo grandes santos como Santo Tomás de Aquino e Santo Agostinho, e outros mais recentes como São Pio X, aos quais considero meus mestres por excelência.

Javier Navascués


Non Possumus
Adelante la Fe

sábado, 26 de março de 2016

É verdade que a autodenominada 'Igreja Ortodoxa' não está 'tão' distante da Igreja Católica? - VI

O QUE FOI A REVOLUÇÃO BOLCHEVIQUE DE 1917

Por Leão Indômito

Da Reforma Agrária à Guerra Civil

Na Rússia – como em geral nos países que caem nas garras do comunismo ‒ tudo começou pela Reforma Agrária. Sob o czarismo, os agitadores incitavam à partilha negra de terras invadidas. Era a luta de classes dos sem-propriedade contra os proprietários rurais, grandes ou pequenos.

O desastroso desenlace da Primeira Guerra Mundial deixou a Rússia numa situação caótica. O czar abdicou e foi substituído por políticos centristas, concessivos à esquerda. Em face disso, a minoria comunista ousou o inconcebível e apoderou-se do governo quase sem resistência.

Logo a seguir, Lenine declarou a Guerra Civil contra os proprietários. Comitês revolucionários de intelectuais comunistas conduzindo uma tropa de “elementos criminosos e socialmente degenerados” (p. 127) instauraram o terror. A droga corria farta entre eles. Os proprietários de milhares de fazendas invadidas foram mortos ou fugiram para o exterior. Os donos de roças ou chácaras ficaram, provisoriamente. Em 29 de abril de 1918, Lenine decretou “uma batalha cruel e sem perdão contra esses pequenos proprietários” (p. 83).

Os bolchevistas passaram a desarmá-los e a lhes confiscar o grão. Quem resistia era torturado ou espancado até a morte. Roubavam-lhes até a roupa interior de inverno e os sapatos, ateavam fogo nas saias das mulheres para que dissessem onde estavam sementes, ouro, armas e objetos escondidos. As violações praticadas então pelos comunistas foram sem conta.

Entretanto, em julho-agosto de 1918, os bolchevistas perderam o controle de quase todo o país. E na região que dominavam eclodiram 140 insurreições. Os proprietários agrícolas formaram exércitos de até dezenas de milhares de homens. Porém, estes não compreendiam a natureza ideológica do adversário e que era preciso opor-lhe uma ideologia anticomunista. Repetiam inadvertidamente o jargão dos bolchevistas, pensando com isso seduzi-los. Ingenuidade! Os comunistas maquiavelicamente propunham arranjos, atribuíam os excessos a funcionários e prometiam uma solução assim que os anticomunistas entregassem as armas. Isto feito, matavam-nos desapiedadamente.
(Fonte: “Livro Negro do Comunismo revela o maior crime da História”, Catolicismo, fevereiro de 2000).

A sangrenta estatização dos campos

A Reforma Agrária prometeu terra aos que não a possuíam. Mas na verdade o comunismo desejava implantar os kholkhozes, isto é, granjas comunitárias pertencentes ao Estado, onde os camponeses obedecem como servos à planificação socialista.

Stalin completou a estatização do campo decretando o extermínio imediato de 60 mil chacareiros e o exílio da grande maioria para campos de concentração da Sibéria.

Mesmo os simpatizantes do governo perderam tudo, sendo deslocados para terras incultas de sua região. Em poucos dias, a meta de 60 mil assassinatos foi superada. Em menos de dois anos foram deportados 1.800.000 proprietários e familiares.

A viagem mortífera, em vagões de gado, durava várias semanas, sem alimento nem água. Os comboios descarregavam os cadáveres nas estações. Os locais de acolhida eram ermos, sem instalações básicas. As baixas por inanição, doença ou frio atingiram mais do 30% dos deportados, no primeiro ano.

Como nas granjas coletivas os assentados desenvolviam resistência passiva às normas, Stalin decidiu submetê-los pela fome. As reservas de alimentos, sementes e ferramentas foram confiscadas. Carentes de tudo, os camponeses abandonavam os filhos na cidade próxima. Em Jarkov, crianças famintas lotavam as ruas. As que ainda não haviam inchado foram conduzidas a um galpão, onde agonizaram aproximadamente 8 mil crianças. As outras foram despejadas num local longínquo para morrerem sem serem vistas. Esta fase final da Reforma Agrária provocou 6 milhões de mortes.
(Fonte: “Livro Negro do Comunismo revela o maior crime da História”, Catolicismo, fevereiro de 2000).

O Grande Expurgo: 6 milhões de vítimas

Em janeiro de 1930, os pequenos comerciantes, artesãos e profissionais liberais foram “desclassificados”, isto é, privados de moradia e de cartão de racionamento. E, por fim, deportados.

Stalin excogitou também o Grande Expurgo nas fileiras do partido e da administração pública. Universidades, academias e institutos diversos foram quase esvaziados. Até Tupolev, inventor do tipo de avião que leva seu nome, foi vítima.

A alta oficialidade do Exército foi expurgada numa porcentagem de 90%. A mortandade causada pelo Grande Expurgo atingiu mais de 6 milhões de pessoas, embora oficialmente só tenha havido 681.692 execuções.

Durante a II Guerra Mundial, o comunismo russo dizimou as minorias étnicas. Mais de 80% dos 2 milhões de descendentes de alemães que moravam na URSS foram expurgados como espiões e colaboradores do inimigo. Várias outras etnias foram supressas.

Os expurgos alimentavam o gigantesco sistema de campos de concentração, onde os deportados funcionavam como mão-de-obra escrava para sustentar a economia soviética. Nesses locais, a alimentação era ínfima e nojenta, e a mortalidade pavorosa.
(Fonte: “Livro Negro do Comunismo revela o maior crime da História”, Catolicismo, fevereiro de 2000).

Na Europa Oriental, “requinte” do modelo russo e cruel perseguição anticatólica.

Na Europa do Leste, ocupada pelos russos, reproduziu-se o mesmo drama. Em alguns países, o comunismo requintou a perversidade.

Na prisão romena de Pitesti os estudantes religiosos eram batizados todos os dias, enfiando-se-lhes a cabeça em baldes cheios de fezes, enquanto era rezada a fórmula batismal. Os seminaristas deviam oficiar missas negras, especialmente na Semana Santa. O texto litúrgico era “pornográfico e parafraseava de forma demoníaca o original” (p. 495).

A perseguição tornou-se encarniçada contra o clero católico. Um Bispo greco-católico escreveu este testemunho comovedor:

“Durante longos anos, suportamos, em nome de São Pedro, a tortura, os espancamentos, a fome, o frio, o confisco de todos os nossos bens, o escárnio e o desprezo. Beijávamos as algemas, as correntes e as grades de ferro das nossas celas como se fossem objetos de culto, sagrados; e a nossa farda de prisioneiros era o nosso hábito de religiosos. Nós havíamos escolhido carregar a cruz, apesar de nos proporem sem cessar uma vida fácil em troca da renúncia a Roma. .... Hoje, apesar de todas as vítimas, a nossa Igreja possui o mesmo número de Bispos que havia na época em que Stalin e o Patriarca ortodoxo Justiniano triunfalmente a declararam morta” (p. 486).
(Fonte: “Livro Negro do Comunismo revela o maior crime da História”, Catolicismo, fevereiro de 2000).

Enlouquecimento? Ou possessão diabólica coletiva?

Em plena Revolução bolchevista, a famosa revista francesa “L'Illustration” coleção 1920 a 1925, p. 38, publicou matéria inédita. Tratou-se de mórbida fotografia do cadáver de um oficial polonês empalado, contemplado pela soldadesca comunista. A revista quis ilustrar com essa fotografia a inexplicável e antinatural ausência de reflexos humanos, bem como a indiferença absoluta dos soldados vermelhos. O que teria anestesiado as reações instintivas daqueles homens?

“L'Illustration” acrescenta que o crime foi ordenado por uma pessoa que, na frívola Paris da época, distinguia-se como um gozador, cético em matéria de religião, mas bom rapaz, engraçado, grande jogador de bridge e freqüentador de bailes. Que fator misterioso o transformou, subitamente, em feroz comissário bolchevista?
(Fonte: “Livro Negro do Comunismo revela o maior crime da História”, Catolicismo, fevereiro de 2000).

Brutal nacionalização da indústria e primeira grande fome

Tendo confiscado o alimento, o governo reduziu o povo pela fome. Só comia quem possuísse o cartão de racionamento distribuído pelo partido... Havia seis categorias de estômagos excomungados. Os burgueses, os contra-revolucionários, os proprietários rurais, os comerciantes, os ex-militares, os ex-policiais foram condenados ao desaparecimento.

Nas cidades, as fábricas pararam. Os operários trocavam ferramentas e máquinas furtadas das oficinas por alimentos. A ditadura soviética nacionalizou, então, as indústrias e as militarizou. Trabalhava-se sob ameaça. A ausência podia acarretar a morte. O pagamento não ultrapassava um terço ou metade do pão necessário para a sobrevivência.

As inúmeras revoltas operárias foram afogadas em sangue. O paraíso igualitário estava começando... “As cidades devem ser impecavelmente limpas de toda putrefação burguesa .... O hino da classe operária será um canto de ódio e de vingança!”, escrevia o “Pravda” – jornal oficial -- em 31 de agosto de 1918.

A fome prostrou a população. Em 1922 não havia mais revoltas, apenas multidões apáticas implorando uma migalha e morrendo como moscas. Foi o início da primeira grande fome que ceifou 5 milhões de vidas.

Os cadáveres insepultos acumulavam-se nas estradas. Surgiu o canibalismo. Os comunistas deitaram a mão nos bens da igreja ‘ortodoxa’, majoritária na Rússia. O confisco ocorreu com profanações e carnavais anti-religiosos. Após sucessivas ondas aniquiladoras, pouquíssimos templos permaneceram abertos. E os “Popes” (chefes da igreja ‘ortodoxa’) foram transformados em agentes do Partido.
(Fonte: “Livro Negro do Comunismo revela o maior crime da História”, Catolicismo, fevereiro de 2000).

[FIM]

sábado, 19 de março de 2016

É verdade que a autodenominada 'Igreja Ortodoxa' não está 'tão' distante da Igreja Católica? - V

Igreja Ortodoxa russa foi instrumento de Stalin para liquidar o catolicismo

Por Leão Indômito

“A Igreja Ortodoxa Russa foi utilizada pelo regime de Stalin para a liquidação pela força da Igreja Greco-Católica Ucraniana”, mas “o clero ortodoxo russo ainda não se desculpou com o greco-católico pela apropriação indevida de todos os seus bens”, disse a Sua Beatitude Sviatoslav Shevchuk, arcebispo-mor do rito Greco-Católico ucraniano, em entrevista veiculada pela agência Religious Information Service of Ukraine – RISU.

“Na minha opinião, a capacidade de pedir desculpas indica uma consciência cristã, e é uma condição necessária para a chamada purificação da memória.

“Por exemplo, houve um verdadeiro arrependimento e perdão mútuo entre a nossa Igreja e a Igreja Católica Romana da Polônia. Eu sei de fonte segura que os bispos poloneses procuram realizar um ato semelhante de reconciliação mútua com a igreja ortodoxa russa. Mas quando se trata de a igreja ortodoxa russa pedir perdão à Igreja Católica da Polônia, aparecem logo as dificuldades”, observou o chefe do rito católico ucraniano.

O arcebispo-mor da Ucrânia disse que por causa disso não houve reconciliação simbólica entre o rito que ele preside e a igreja ortodoxa russa.

“Muito frequentemente, eles falam sobre a dificuldade de ter um encontro com o Papa, que, segundo o patriarca Kirill, é causada pelos Uniatas [greco-católicos] na Ucrânia ocidental.

“Isso vem sendo repetido há perto de 20 anos, quase todo ano, em vários foros.

“Mas o verdadeiro obstáculo é a incapacidade de admitirem os próprios erros, especialmente o fato de que a igreja ortodoxa russa foi usada pelo regime de Stalin para a liquidação pela força da Igreja Greco-Católica Ucraniana”, concluiu.



*** *** ***

Arcebispo de Lvov a Pio XII: “Este regime [comunista] só se explica como caso de possessão diabólica coletiva".

Uma alta autoridade eclesiástica parece oferecer-nos uma explicação indireta para o fato. Trata-se de Mons. André Sheptyskyj, Arcebispo de Lvov e Patriarca de Halich, líder da Igreja Católica na Ucrânia durante as perseguições de Lenine e Stalin. No início da II Guerra Mundial, escreveu ele à Santa Sé:

“Este regime só pode se explicar como um caso de possessão diabólica coletiva”. E pediu ao Papa que sugerisse a todos os sacerdotes e religiosos do mundo que “exorcizassem a Rússia soviética”.

Mons. Sheptyskyj faleceu em 1944. Seu processo de beatificação está em andamento.

A crueldade inumana da seita socialo-comunista e a desproporção entre seus satânicos feitos e os êxitos que alcançou são de molde a confirmar a impressionante declaração do heróico Prelado ucraniano.

Fonte: Pe. Alfredo Sáenz S.J., “De la Rusia de Vladimir al hombre nuevo soviético”, Ediciones Gladius, Buenos Aires, 1989, pp. 438-439.

Livro negro do comunismo: Revolução Francesa foi modelo para o Livro Negro do Comunismo, a emulação com a Grande Revolução –a Francesa de 1789– é que moveu os revolucionários vermelhos. Robespierre abriu o caminho, Lenine e Stalin lançaram-se nele, os Khmers Vermelhos do Camboja bateram recordes genocidas.

Para todos eles, a utopia igualitária e libertária tudo justificava. Exterminar milhões não importava, em sua opinião, porque assim nasceria um mundo novo, fraternal, para um homem novo liberto da canga da hierarquia e da lei.

O obstáculo a varrer era a propriedade privada. E o adversário a eliminar eram os proprietários. Os comunistas atiraram-se ferozmente sobre eles do mesmo modo como Robespierre encarniçara-se contra os nobres.

[CONTINUA]