“Por conseguinte, em geral, julgue-se que devem se evitar todos os livros e escritos, ainda que estes sejam folhas ou periódicos pequenos, nos quais são louvados com epítetos honoríficos os inimigos da Igreja e os aborrecedores da liberdade cristã; igualmente os escritos que cheiram a superstição ou paganismo; os que destroem a fama dos próximos, principalmente dos eclesiásticos e príncipes, e são contrários aos bons costumes e à disciplina cristã; os que estão contra a liberdade, imunidade e jurisdição eclesiástica; os que contém exemplos e sentenças, narrações ou ficções que ferem e violam os ritos eclesiásticos; e principalmente os que propagam o que se chama o volterianismo, ou o desprezo ou irrisão, ou ao menos o indiferentismo pelo que se refere à religião e à inteireza dos costumes” (Concílio Plenário da América Latina, art. 130).
Não esqueçamos do critério e norma interior de Santo Inácio de Loyola. Para proscrever um livro de Erasmo não precisou de outra coisa que notar que se lhe diminuía a devoção com sua leitura. Se, pois, não só lhe diminui ao leitor a devoção, senão que vai se aficionado ao mundo, perdendo o horror ao pecado, à desonestidade, vendo-a como coisa inevitável; tendo ao duelo por ato nobre, ao suicídio por obra de grande valor; vai se decaindo em seu ânimo o respeito e amor à Igreja e aos seus ministros; se começa a vacilar em seu entendimento as ideias mais assentadas; se seu critério, até agora católico, se quebra; se sua fé e simples adaptação ao dogma, aos costumes antigos e tradicionais se ressentem, que mais sinais quer para conhecer a maldade de tais leituras?
Além disso, tenha-se em conta estas reflexões:
