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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Comentários Eleison DLLIII (553) - Paternidade Hoje - I

Por Dom Richard N. Williamson
Tradução: Introibo ad Altare Dei

17 de fevereiro de 2018


Pobres pais! Será que não há nada que possamos fazer?
Fiquem atentos, na próxima semana uma ou duas ideias iremos trazer.


      Há quase 20 anos um sacerdote da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, mestre de uma casa de retiros inacianos na França e, portanto, em contato direto com os problemas das famílias católicas tradicionalistas, escreveu um excelente editorial sobre Como os nossos jovens estão evoluindo. Ele pinta uma imagem sombria, e infelizmente, desde então, ela só se tornou mais obscura. Não devemos desesperar, mas, por outro lado, os pais devem ver as coisas como são. Não é como se os jovens de hoje não tivessem culpa, mas os pais devem fazer todo o possível para colocá-los no caminho para o Céu, porque ainda hoje essa é a responsabilidade dos pais. Aqui está a imagem obscura, adaptada e abreviada de Revue Marchons Droit, nº 90, avril-mai-juin, 2000:

      Vemos nos retiros jovens crescendo incapazes de reconstruir a Cristandade. Os sacrifícios feitos por pais e professores parecem não ter dado frutos proporcionais. Algo não está funcionando, claramente, e se não reagirmos, então dentro de duas gerações seremos engolidos pelo espírito do mundo.

      Os jovens entre 18 e 30 anos de idade que observamos são profundamente ignorantes sobre a crise na Igreja e no mundo, não porque não tenham sido ensinados, mas por falta de interesse. Em termos gerais, eles seguem a linha de seus pais, mas eles não podem explicar por conta própria o que está errado com a Nova Missa, com o Vaticano II, com a Nova Ordem Mundial. Nunca tendo tido de lutar, defender suas crenças ou resistir, e nunca tendo estudado por si mesmos, quando eles conhecem o mundo, cedem facilmente. Eles querem ser como todos os outros, não querem ser diferentes, não têm a convicção pessoal de defender a Tradição Católica, e, ao invés de serem apóstolos de Cristo, pouco a pouco vão com a corrente.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Mulheres Torturadas - Gilbert Keith Chesterton

Em sua casa, uma mulher pode ser decoradora, contadora-de-histórias, desenhadora de moda, expert em cozinha, professora... Mais que uma profissão, o que ela desenvolve são vinte passatempos e todos seus talentos. Por isso não se faz estagnada e estreita mentalmente, mas sim criativa e livre. Esta é a substância do que foi o papel histórico da mulher. Não nego que muitas foram maltratadas e inclusive torturadas, mas duvido que tenham sido torturadas tanto como agora, quando se pretende que levem as rédeas da família e ao mesmo tempo triunfem profissionalmente. Não nego que antes a vida era mais dura para as mulheres que para os homens. Por isso nos vemos ante elas.

É a mesma Natureza quem rodeia a mulher de filhos muito pequenos que requerem que se lhes ensine, não qualquer coisa, mas sim todas as coisas. Os bebês não necessitam aprender um ofício, mas sim que se lhes introduza a um mundo inteiro. A criança é um ser humano capaz de fazer todas as perguntas possíveis, e muitas das impossíveis. Se alguém diz que responder a essa criança insaciável é uma tarefa exaustiva, tem razão. Se diz que é uma tarefa desagradável, admito que pode ser tão desagradável como a de um cirurgião ou bombeiro. Em contrapartida, quando alguém diz que essa tarefa feminina não somente é cansativa, mas também trivial e odiosa, me é impossível entender o que querem dizer. Se odioso quer dizer insignificante, descolorido e intranscedente, confesso que não o entendo. Porque decidir e organizar quase tudo; ser ministra da economia que investe e compra roupas, livros, materiais e comidas; ser Aristóteles que ensina lógica, ética, bons costumes e higiene... Tudo isto pode deixar a uma pessoa exausta, mas o que não posso imaginar é como poderia fazê-la estreita e limitada.

A maneira mais breve de resumir minha postura é afirmar que a mulher representa a ideia de saúde mental, é o lar intelectual à que a mente regressará depois de cada excursão pela extravagância. Corrigir cada aventura e extravagância com seu antídoto de senso comum não é -como parecem pensar muitos- ter a posição de um escravo. É estar na posição de um Aristóteles ou de um Spencer, isto é, possuir uma moral universal, um sistema completo de pensamento. Uma mulher assim tem que saber equilibrar muito para consertar e resolver quase tudo, para adaptar-se ao que faz falta. E equilibrar pode ser próprio de pessoas covardes, que se aconchegam ao mais forte. Mas também define as pessoas de caráter nobre, que sempre se colocam ao lado do mais fraco, como o marinheiro que equilibra um barco sentando-se onde há necessidade de seu peso. Assim é a mulher, seu trabalho é generoso, perigoso e romântico. Sua carga é pesada, mas a humanidade pensou que valia a pena colocar esse peso nas mulheres para manter o senso comum no mundo.

“La mujer y la familia”, Editorial Styria.

Disponível em Grupo Dom Bosco e Syllabus (em espanhol).

Tradução: Ir. João da Cruz